sexta-feira, 31 de julho de 2015

Atraso nas obras da linha 4 do metrô (SP) deve trazer duplo prejuízo à gestão Alckmin

Jornal GGN - A quebra do contrato das obras da linha 4-amarela do metrô de São Paulo, anunciada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), além de atrasar por mais, pelo menos, um ano a entrega, deve duplicar o prejuízo financeiro, de acordo com informações da Folha de S. Paulo.

Depois que o contrato da obra das novas estações foi rescindido, justificando-se pelo fato de que o consórcio Isolux Corsán-Corviam não respeitou prazos, normas de qualidade e segurança e deixaram de pagar subcontratadas e fornecedores, uma nova licitação será aberta. Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a expectativa é que entre final de agosto e início de setembro, a licitação seja publicada, para retomar as obras no início de 2016. 

O prazo, no entanto, é ousado, uma vez que a licitação para obras desse porte geram uma demanda maior de tempo. A última previsão para a conclusão da linha era para 2018. Com a mudança, pelo menos mais um ano deve ser necessário para a entrega das obras.

Outro ponto ainda não esclarecido é o valor do certame de concorrência, que não foi calculado. O secretário estima quantia "elevada". Dos R$ 559 milhões previstos, o consórcio anterior Isolux recebeu R$ 201 milhões. Para a nova licitação, o orçamento deverá ser recalculado. 

Por outro lado, o governo espera multar a construtora e pedir na Justiça a reparação de danos. 

Outro prejuízo para a gestão Alckmin é o processo movido pela ViaQuatro, concessionária responsável por 30 anos da operação da linha. A empresa diz ter sido prejudicada pela demanda perdida, uma vez que a linha deveria estar pronta desde 2010, transportando 1 milhão de pessoas por dia. A cada atraso no cronograma, a concessionária pede um valor maior de ressarcimento. 


GGN – 31/07/2015

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