terça-feira, 2 de junho de 2015

PT quer delação premiada em caso do cartel dos trens em SP

Deputados petistas reclamam da demora nas investigações.

SÃO PAULO. O PT de São Paulo quer que o Ministério Público Estadual adote a deleção premiada na investigação sobre cartel em contratos de fornecimento de trens e materiais ferroviários durante os governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB.

Os petistas consideram que o meio usado na operação Lava Jato é tido como “correto” e não se limita apenas às questões econômicas, atingindo também agentes públicos. Já na investigação do chamado “trensalão tucano”, nenhum político foi atingido.

“Aqui, as investigações estão restritas às empresas, a parte econômica, ao que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) investigou. O Ministério Público de São Paulo deveria oferecer o instrumento de delação premiada, ainda mais com o agravante das empresas denunciadas continuarem com os contratos no Estado. Não podemos aceitar dois pesos e duas medidas”, afirmou o deputado José Américo Dias (PT-SP), que também é secretário de Comunicação do partido.

Ontem, deputados da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo se reuniram, com o procurador geral de Justiça do Estado, Márcio Fernando Elias Rosa, para solicitar informações sobre o andamento das investigações. Os petistas também estão preocupados com a prescrição dos crimes.

Em abril, o MP ofereceu à Justiça denúncia contra o funcionário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) Reynaldo Rangel Dinamarco e 11 executivos de empresas do setor ferroviário. Ex-diretor da Dersa, outra estatal paulista, Dinamarco era o presidente da comissão de licitações da CPTM na época em que teria ocorrido a fraude em concorrências.

A acusação foi realizada com base em documentos encaminhados ao Ministério Público pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), graças a acordo de leniência firmado entre a empresa Siemens, empresa que também participou de cartéis em São Paulo, e o governo brasileiro.
Paliativo
Dinheiro. Os petistas também sugeriram que o Ministério Público solicite um realinhamento de preços enquanto os contratos continuam em andamento e os processo estão em trâmite.

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O Tempo – 02/06/2015

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