segunda-feira, 15 de junho de 2015

Índia testando trens com energia solar

O Brasil é um país rico, por isso temos uma imensa malha rodoviária altamente eficiente, com manutenção impecável, carros modernos e de preço acessível e combustível barato. A Índia, que não teve a sorte de ser o Brasil, preferiu investir em malha ferroviária, resultando em um país de 3 milhões de km2 com 64.450 km de trilhos, versus 27.782 km do Brasil, com 8 milhões de km2, sendo que desses 27 mil quilômetros só 1/3 são produtivos. É, a malha ferroviária produtiva do Brasil é a mesma do Império, e nem é o Império do Palpatine.
Anualmente a Índia transporta 7,6 bilhões de passageiros, em 12 mil trens. Isso está saindo caro, e uma das formas de economizar é diminuir o custo energético. Já otimizaram o ar-condicionado ao máximo, simplesmente não instalando essa bobagem, e agora estão investindo em outra área: iluminação.
Um projeto-piloto instalou painéis solares num vagão da linha Rewari-Sitapur. A um custo de US$ 6.084 o projeto se amortiza em 3 anos, economizando anualmente US$ 1.934 em energia.
Isso é um projeto realista, não é um ecochato estudante de design “projetando” uma locomotiva solar. Eles querem que até 2020 as ferrovias produzam em energia renovável 10% do que consomem. Talvez consigam, mas o maior empecilho para vagões com painéis solares é outro. Complicado o Sol atingir o painel quando o trem viaja assim:


O Meio Bit – Carlos Cardoso – 15/06/2015

2 comentários:

Lucas disse...

Enquanto isso, no Brasil, o patrimônio ferroviário vai se perdendo. Lamentável o que está acontecendo com as estações ferroviárias de São José dos Campos.

www.ovale.com.br/um-exemplo-triste-de-abandono-1.595016

SINFERP disse...

Gratos pela contribuição, Lucas. No ar.