domingo, 3 de maio de 2015

Trensurb (RS) tem a meta de tornar-se referência na tecnologia do aeromóvel

Foto Marcos Pecker
Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre é a primeira, no mundo, a fazer a operação comercial deste meio de transporte.

A Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) é a primeira companhia do mundo a cuidar da operação comercial de um aeromóvel. Por isso, tem o objetivo de se tornar referência na gestão da linha e no desenvolvimento de tecnologias para o aperfeiçoamento do sistema. 

O modelo de transporte sobre trilhos é criação do brasileiro Oskar Coester. Os carros não têm motor embarcado e são movidos por um sistema de propulsão pneumática. O benefício ambiental – baixo ruído e menor consumo de energia –, além da capacidade de transporte até 25 mil passageiros por hora em cada sentido, fez aumentar a relevância do projeto como alternativa para melhorar a mobilidade urbana. 

Até o projeto de Porto Alegre, a experiência conhecida era da cidade de Jacarta, na Indonésia, onde uma linha circular funciona dentro de um parque ecológico. Em maio de 2014, entrou em funcionamento o primeiro aeromóvel do Brasil. A linha, de aproximadamente um quilômetro de extensão, liga o aeroporto Salgado Filho a uma estação do trem urbano. Esse dá acesso ao centro da cidade e a municípios da região metropolitana.

A linha funciona entre 5h e 23h20min, com intervalos de até dez minutos. A demanda média é de sete mil usuários por dia. “Isso exige mais do sistema”, diz o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da empesa, Nazur Garcia. 

Diante da ausência de outras experiências semelhantes com o aeromóvel, ele explica que a Trensurb criou uma estrutura destinada a desenvolver projetos de inovação, manutenção e operação, estabelecendo rotinas de trabalho específicas para o sistema. “Estamos criando o know how para poder fazer manutenção e continuar aperfeiçoando a tecnologia”, afirma. 

Dentro da Trensurb, foi criado o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Operacional Aplicada ao Aeromóvel. Cerca de 20 funcionários atuam com dedicação para o aeromóvel. A empresa, que é pública, ainda alterou o estatuto a fim de tornar possível que a Trensurb passe a prestar consultoria e integrar consórcios que levem o modelo de transporte para outros municípios.  

O aeromóvel recebeu R$ 38 milhões e foi um dos projetos de mobilidade elaborados com foco na Copa do Mundo. 


CNT - Natália Pianegonda – 20/04/2015

2 comentários:

Transparência disse...

Não são só 20 empregados que atuam no aeromóvel, são 50.
Alem disso foram criados 4 cabides de emprego, uma gerência e 3 setores.
É um sistema retrógrado, ineficiente e lotado de problemas.

SINFERP disse...

Mas tecnologia nacional. Não pagamos royalties por ela. Imagine no que vai dar se o monotrilho de sampa não for o imaginado - pois iniciativa pioneira no mundo, nessa dimensão?