sábado, 14 de março de 2015

Violência nos trilhos assusta passageiros de trem e metrô no Rio de Janeiro (RJ)

Dois arrastões e uma tentativa de assalto na SuperVia e MetrôRio faz com que usuários fiquem alertas a violência.
Rio - A violência embarcou nos trilhos do Rio. Em uma semana, dois arrastões e uma tentativa de assalto frustrada foram registrados no metrô e nos trens da SuperVia. Na noite de quinta-feira, quatro bandidos, dois deles armados com revólveres, roubaram passageiros num vagão da Linha 1 do metrô. Em poucos minutos, a quadrilha roubou celulares, dinheiro, bolsas e laptop, entre as estações Largo do Machado e Flamengo, e fugiu. Pelo menos 16 pessoas registraram queixa na 10ª DP (Botafogo).

Nesta sexta-feira, o número de seguranças particulares nas estações era maior que o habitual, contaram passageiros. Alguns agentes circulavam dentro das cabines de maquinistas ou dentro dos trens. Apesar disso, a empresa MetrôRio negou que tenha havido alteração no efetivo de seguranças nas plataformas.

O ataque armado, por volta das 21h45 de quinta-feira, revoltou passageiros: “Uso metrô dia e noite e estou assustada. Fui questionar a qualidade do serviço hoje (ontem), ao saber do arrastão, e me disseram se tratar de um ‘assalto básico’. Ora, básico é ter segurança, não?”, questionou a fisioterapeuta Márcia Duche, de 55 anos.

Também na quinta-feira, à tarde, dois suspeitos foram presos por PMs, depois que um maquinista da SuperVia desconfiou da dupla na estação Madureira e acionou a PM. Eles foram flagrados com uma arma falsa e levados para a delegacia do bairro. Na semana passada, dia 5, três homens promoveram arrastão em uma composição da SuperVia que seguia para a Central do Brasil, entre Marechal Hermes e Bento Ribeiro.

Os criminosos entraram no primeiro vagão do trem, anunciaram o assalto e obrigaram os passageiros a entregarem celulares e pertences. Um dos bandidos estava armado, o que causou pânico e correria dos passageiros. Os ladrões conseguiram fugir.

No ataque ao metrô, a composição de modelo antigo não tinha sistema de câmeras de segurança. A Polícia Civil solicitou à concessionária imagens das estações para tentar identificar os criminosos. As vítimas criaram um grupo no aplicativo WhatsApp, intitulado ‘Assaltados da Linha 1’. Eles pretendem acionar a MetrôRio na Justiça. A empresa informou que está colaborando com as investigações.

As vítimas contaram que os bandidos anunciaram o assalto após bate-boca entre dois homens. A polícia investiga se a discussão foi uma estratégia dos criminosos. 

Vítimas não reconhecem criminosos

Imagens divulgadas pela empresa MetrôRio e pela mídia de um assalto com as mesmas características ocorrido na estação Pavuna, da Linha 2, em janeiro deste ano, foram mostradas às vítimas de quinta-feira.

Nenhuma delas, porém, reconheceu os participantes como sendo os mesmo que atacaram na Linha 1.

“Com isso, não há como afirmar que seja uma quadrilha especializada neste tipo de crime”, disse Rodrigo Brand, delegado da 10ª DP (Botafogo).

O Dia – FLAVIO ARAÚJO E MARCELLO VICTOR - 14/03/2015

Comentário do SINFERP


Interessante é a prática cada vez maior de transferir às vítimas (usuários, consumidores) a responsabilidade pela identificação e reconhecimento de assaltantes, etc. Mais um pouco, e a “culpa” por roubos, assaltos e assassinatos é da vítima. Está bem: as vítimas “registraram queixa no 10 DP”. Correram, porém, no mínimo para o PROCON, para registrar queixa contra as concessionárias? A segurança do usuário, em estações e trens, está sob a responsabilidade OBJETIVA das concessionárias. 

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