domingo, 15 de março de 2015

Novos bondes de Santa Teresa (RJ) começam a fase de testes

Após terem sido penhorados, os bondes são vistos circulando nos Arcos da Lapa.

A reportagem do JB flagrou, na manhã desta quarta-feira (11), os novos bondes de Santa Teresa realizando testes nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Os bondes haviam sido penhorados em fevereiro deste ano por causa de dívidas trabalhistas da Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística (Central) com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

No entanto, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Flumitrens entrou com pedido  de reconsideração para que os bondes não fossem lacrados e o juiz da causa aceitou. “Atualmente, eles podem ser testados, mas continuam com o gravame (penhora). O Estado do Rio de Janeiro, através da Procuradoria do Estado, ingressou com Embargos de Terceiro (ET) no dia 25 de fevereiro”, afirma o TRT em nota.

Contudo, a questão da dívida trabalhista, que chega a mais de R$ 78 milhões, entre a Central e o sindicato dos trabalhadores ainda não foi resolvida. O sindicato pode ainda contestar a decisão e ir a novo julgamento, de acordo com informações do TRT.

Procurada pela reportagem, a Secretaria do Estado de Transportes (Setrans) afirmou que dois bondes, dos cinco que haviam sido penhorados, estão circulando ainda em fase de testes e sem os passageiros em um trecho de 2,7 quilômetros, entre a Estação da Carioca, agora chamada Estação Motorneiro Nelson, pelos moradores de Santa Teresa, e o Largo do Curvelo.

Ainda segundo a Setrans, os testes com passageiros estão previstos para acontecer em abril e serão feitos fora do horário de pico. A previsão é que, até o primeiro semestre de 2015, o trecho entre a Carioca e o Largo dos Guimarães entre em operação normal e que as passagens não sejam cobradas durante esse período. Ainda segundo a Setrans, para atender a este traçado, mais três bondes entrarão em operação. Os demais bondes serão entregues conforme o avanço das obras.
A questão da cobrança de passagens é, inclusive, um dos assuntos a serem discutidos entre a Setrans e a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast). Segundo Jacques Schwarzstein a discussão sobre o pagamento de passagens surgiu após a implantação no novo sistema dos bondes, a pauta era sobre a possibilidade de se estipular dois valores para quem vier a utilizar os bondes, sendo um preço para os turistas e outro para os moradores.
“Somos contrários a implantação de duas tarifas. O bonde tem que ser como sempre foi: um transporte público integrado a rede municipal. O metrô, por exemplo, não tem tarifa pra turista nenhum outro modal tem duas tarifas. O que precisamos é dessa integração do bonde com a rede municipal de transportes”, destaca Schwarzstein que afirma que essa questão ainda entrará em discussão com a Setrans.
Jornal do Brasil – Fernanda Távora – 11/03/2015

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