quinta-feira, 5 de março de 2015

Metrô estuda estender por 5,5 horas horário de trens aos domingos no DF

Serviço passaria a funcionar como nos outros dias, das 6h às 23h30. Déficit no número de servidores prejudica medida; área técnica avalia.

O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, informou ao G1 que estuda ampliar o horário do serviço aos domingos, adotando a mesma escala usada nos outros dias da semana. Com isso, os trens passariam a circular por cinco horas e meia a mais. Atualmente, o serviço funciona até as 19h aos domingos.

Estamos pensando em estender o horário do domingo, como no dos dias normais, em março. Uma composição leva 1,4 mil pessoas e em uma velocidade maior que a do ônibus. É benefício para a população" Marcelo Dourado, presidente do Metrô

"Estamos pensando em estender o horário do domingo, como no dos dias normais, em março", declarou. "Uma composição leva 1,4 mil pessoas e em uma velocidade maior que a do ônibus. É benefício para a população."

Os empecilhos estão em relação à operacionalização da atividade: a empresa tem déficit de funcionários e chegou a solicitar ao Executivo autorização para, mesmo com as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, contratar 80 pessoas aprovadas em concurso para atuar na bilhetagem. A deficiência tem levado à liberação de catracas, com prejuízo de R$ 30 mil por mês.  De acordo com a autarquia, as áreas técnicas estudam como viabilizar a ampliação. O Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 140 mil passageiros por dia. O sistema tem 54 quilômetros de extensão e liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto.

A estação com maior fluxo é a da rodoviária, por onde passam 20 mil pessoas por dia. O preço cobrado pela passagem é de R$ 3 (R$ 2 aos finais de semana e feriados).

Mais servidores

A direção do Metrô solicitou ao GDF autorização para convocar 80 operadores aprovados no último concurso da empresa sob o argumento de que a autarquia vive uma excepcionalidade já que, por falta de servidores, precisa frequentemente liberar o acesso gratuito de passageiros. O prejuízo estimado com as "catracas livres" é de até R$ 30 mil por mês.

O Comitê de Governança do DF  – que reúne as secretarias de Planejamento, Fazenda e Gestão Administrativa, além da Casa Civil e da Procuradoria do DF e monitora gastos da administração – disse entender o problema do Metrô e afirmou estar avaliando soluções. A organização declarou ainda que o Executivo está impedido de fazer novas contratações até o final de maio, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os operadores metroviários são responsáveis por todos os serviços dentro da estação, incluindo a venda das passagens, o auxílio a pessoas com deficiência, o monitoramento de câmeras e a prestação de informações. Por causa do baixo número de servidores, eles geralmente trabalham em dupla. A última seleção para o cargo ocorreu em 2013, e 420 pessoas aprovadas esperam desde então serem chamados pelo Metrô.


G1 – Raquel Morais - 05/023/2015

3 comentários:

Paulo Lima disse...

Além do Metrô, parece que esse atual novo governador do DF, quer retomar o projeto do VLT e já colocou nos planos do mapa. Vamos ver se ele tira mesmo do papel o antigo plano do ex-governador Arruda.

Obs: Se caso o governo de Mato Grosso desistir do VLT de Cuiabá(com certeza, o VLT de Cuiabá já era...), se o governo do DF tiver já um projeto avançado, poderia comprar os carros do VLT de Cuiabá.
E outros falam, que o governo da Bahia possa também se interessar pelos VLTs de Cuiabá, para rodar em Salvador.
Aos poucos, vamos começar a discutir isso. Já que o atual governador de MT quer atender interesses dos ônibus.

SINFERP disse...

Raramente ou nunca ocorre essa transferência de material rodante de uma empresa para outra, e tampouco de um estado para outro. Doação (com reforma paga ao país "doador" a preço de trens novos) conhecida apenas da Espanha para a CPTM.

Paulo Lima disse...

Perai, quero ver se eu entendi?

Então quer dizer que não vai ser assim tão fácil do atual governador de Mato Grosso, querer desfazer assim fácil com VLT de Cuiabá??
Tipo, além de destruir o que já foi feito(inaceitável isso, arrancar trilhos e demolir estações), então não é tão fácil assim de vc levar um monte de matérial ferroviário(trilhos, rede aéreas, equipamentos elétricos e etc) e os trens para outra Cidade??

O que ocorre é "doação" e não venda? Espero mesmo rsrsrs.... porque o governador de MT quer vender os VLTs para outras Cidades que tem projetos e planos(não sei qual??), tudo para implantar BRT.

Só me tire essa duvida Sinferp. Se é possível mesmo do governador desfazer do VLT de forma fácil?

Abraços e obrigado por responder