domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estação de trem abandonada será revitalizada em Taubaté (SP)

Imóvel deve ser tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico. Projeto prevê construção de café, auditório e sala de exposições.

Há 35 anos sem receber passageiros, a estação de trem de Taubaté, no Vale do Paraíba, está em ruínas e agora deve ser reformada.

O Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade Humana, em parceria com a Prefeitura de Taubaté, conseguiu a concessão do imóvel, que está em fase de tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephat). Além do armazém, com uma área de 400 metros quadrados, a expectativa é que a estação seja um centro de cultura e educação.

“Esperamos construir um memorial da estação, com salas, um café e auditório que possa receber espetáculos com uma interação com a própria estação e a praça que fica em frente”, esclareceu o diretor-presidente do instituto, Rodrigo França.

A estação está localizada em uma região movimentada da cidade. O prédio foi erguido em 1866 e está em ruínas por falta de manutenção. A pintura que restou da fachada divide espaço com pichações. Na parte de dentro, o forro está desabando e a sujeira está por todo lado. Mas nos cômodos abandonados ainda são encontrados móveis, uma máquina de escrever, uma poltrona e um cofre.

Antigamente, os passageiros que vinham de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro paravam na estação de Taubaté. Havia uma diferença na largura dos trilhos, por isso os passageiros eram obrigados a descer dos vagões e fazer a baldeação, por isso esta era uma das estações mais movimentadas do eixo Rio-São Paulo.

“Era uma das mais importantes estações ao lado da estação de Cachoeira Paulista, as principais do trecho”, contou França.

Há mais de 35 anos não é feito o transporte de passageiros. O prédio era usado como escritório pela empresa MRS Logística, concessionária que opera a malha ferroviária de carga nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas há anos o prédio estava abandonado.

Com a revitalização, a expectativa dos moradores e comerciantes da região é poder desfrutar de um espaço que preserve a história e promova a cultura.


G1 – 22/02/2015

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