sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CPTM estima prejuízo de R$ 250 mil após depredações em estação e trens

Paralisação na Linha 7-Rubi por causa de temporal causou quebra-quebra. Um suspeito do vandalismo foi detido na noite desta quinta-feira (26).

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou nesta quinta-feira (26) que os atos de depredação na Estação Palmeiras-Barra Funda na noite desta quarta (25) geraram um prejuízo de cerca de R$ 250 mil ao patrimônio público.

O quebra-quebra começou por conta da paralisação da Linha - 7 Rubi, após forte temporal atingir a cidade. Ainda de acordo com a CPTM, um dos suspeitos de vandalismo foi preso na noite desta quinta, e encaminhado para a  Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom).

Três trens foram vandalizados com danos no painel de controle, portas, janelas, 24 extintores de incêndio e vidros quebrados e assentos retirados. Dois desses trens já entraram em circulação nesta quinta após os reparos durante a madrugada. O terceiro trem entrará em operação novamente em 30 dias.

Na Estação Palmeiras-Barra Funda, foram destruídas 10 câmeras de segurança, três vidros blindados da bilheteria, três vidros da central de operação no local, 113 lâmpadas, espelhos e mapas de linha, além de lixeiras e um banco de oito assentos.

Câmeras de segurança

Imagens do circuito de segurança da CPTM exibidas pelo SPTV mostram o momento em que os vândalos pegam placas e batem no trem. Também é possível notar a ação dos seguranças durante o tumulto.

No vídeo, um rapaz aciona um extintor nas costas de um funcionário da Companhia. No meio da confusão, estão três homens de uniforme, dois usam capacetes e capas com símbolo da CPTM e levam armas nas mãos. Os vândalos jogam objetos contra eles. As imagens não têm som. Um dos homens de uniforme parece dar tiros contra um rapaz de camiseta branca. O homem atingido senta no chão.

Em uma outra imagem, um dos homens parece atirar mais duas vezes.  Alguns passageiros pedem calma. E um levanta a camiseta como quem mostra que foi atingido. Em um vídeo feito por um celular, um rapaz que estava no meio da confusão diz que foi ferido.

A polícia vai usar as imagens das câmeras de segurança e as gravadas por passageiros dentro dos trens pra identificar os vândalos. Em nota, a CPTM disse que usa lançadores de projétil de tinta não letal, com o objetivo de marcar os infratores e depois identificá-los pelas câmeras de segurança.

Na tarde desta quarta, um raio interrompeu a circulação na linha, no trecho entre Luz e Pirituba, por volta das 17h45. A descarga elétrica atingiu o cabo de energia de alimentação dos trens entre as estações Lapa e Piqueri. Os trens voltaram a circular, mas com velocidade reduzida, às 21h06.

De acordo com a assessoria de imprensa da CPTM, por volta das 18h, cerca de seis pessoas tentaram atear fogo no vagão de um dos trens paralisados na estação Palmeiras-Barra Funda.

A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança. Ainda de acordo com a CPTM, não houve confronto. Por volta das 21h50, a situação era mais tranquila, mas era possível ver muitos estragos na estação. Uma plataforma estava bloqueada porque várias luminárias e lixeiras tinham sido quebradas. Extintores e divisórias de metal foram jogados nos trilhos.

Por conta do temporal, também foram afetadas as Linhas 10-Turquesa e 8-Diamante, mas a circulação foi retomada ao fim da tarde em ambas. A Linha10 ficou paralisada entre 15h e 18h30. A Linha 8 deixou de circular entre 17h10 e 17h35. As Linhas 1- Azul, 2-Verde, e 3-Vermelha do Metrô funcionaram com velocidade reduzida.

G! – 26/02/2015

Comentário do Sinferp


Qual será o custo das depredações que essas sucessivas falhas promovem na vida dos usuários, dos cidadãos usuários? Quando alguém irá NOTAR o imenso vandalismo que é praticado contra a segurança e a qualidade de vida dos usuários, dos cidadãos usuários? 

3 comentários:

Anônimo disse...

Quais são as causas de tantos problemas na CPTM . Chuva com ou sem temporais sempre acontecem e irão acontecer . Será que um sistema de transporte rápido deveria ter sistemas que trabalham com redundâncias e não ter somente o requisito confiabilidade. A chuva causou o problema , aonde foi : sinalização , eletrificação ou até falha vinda do famigerado consórcio "TNT" que a impressão que passa é que não há metas em termos de disponibilidade e do número de falhas....Será que ninguém responde este questionamento....

Anônimo disse...

Claro que o ato de vandalismo é prejudicial para a sociedade. Não compactuo com quebra quebra que realmente não resolve nada......

SINFERP disse...

Ninguém aprova vandalismos. Ficassem as falhas que prejudicam a vida de muitos milhares de usuários restritas a "catástrofes da natureza", e suas consequências motivo de "compreensão". Não é o caso. Quando, porém, tais "catástrofes" são previsíveis em virtude das regularidades, não dá para aceitar as consequências. Falta d´água nas torneiras, excesso d´água na forma de enchentes e habitualmente nos mesmo lugares, falhas de trens atribuídas a essas causas, etc. O cidadão não merece isso. Sua qualidade de vida está sendo vandalizada por aqueles que têm o dever de prever e de prover soluções.