domingo, 25 de janeiro de 2015

Após princípio de incêndio, Metrô-DF admite falhas por uso de "equipamentos obsoletos e falta de investimento"

O Metrô-DF descarta problemas ocasionados pela energia da CEB ou pelas fortes chuvas.
O Metrô-DF informou nesta sexta-feira (22) que realizou um levantamento técnico para descobrir os problemas causados nos trens nesta quinta-feira (21), quando houve até um princípio de incêndio. Pelo documento, o órgão diz ter encontrado falhas elétricas e mecânicas e descarta problemas de energia da CEB (Companhia Energética de Brasília) ou das fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal. 
Em nota, o Metrô-DF garante que, nesta sexta-feira (23), o sistema funciona normalmente e não há registro de transtornos aos usuários. 
O primeiro trem apresentou falha no cabeamento elétrico do motor, às 18h04, perdendo a tração entre as estações Águas Claras e Arniqueiras, por conta dos “equipamentos obsoletos e da falta de investimentos adequados em manutenção”. Segundo o Metrô-DF, a composição é da série 1000, adquirida em 1994, e está na fila para troca de peças. Às 18h39 o sistema foi normalizado, e o trem retirado de circulação. Mas, houve atraso de 30 minutos na saída de outros trens. 
O segundo problema foi constatado em um trem, também da série 1000, que chegava na Estação Claras, às 19h40. Houve um curto circuito do motor, com três explosões provocadas. O Metrô-DF alega que o princípio de incêndio, na verdade, ocorreu pelo acionamento de um dispositivo de segurança utilizado para cortar a corrente elétrica em caso de elevações bruscas de energia quando ocorre algum problema no trem. O órgão garante que o arco elétrico é controlado e, normalmente, não precisa de interferência do Corpo de Bombeiros. 
Os usuários entraram em pânico, saíram dos trens quebrando janelas e empurrando portas de segurança, e ocuparam os trilhos. Por isso, o Metrô-DF diz que precisou desenergizar os trilhos para evitar riscos de choque elétrico. A operação só se normalizou às 22h20, nos dois sentidos, quando o último pedestre foi retirado pela equipe de segurança do METRÔ-DF e pelo Corpo de Bombeiros do DF. Os trens foram recolhidos e passam por revisão. 
O terceiro trem a apresentar problemas seguia logo atrás. Ele serviria para remover o segundo que estava parado, mas também não funcionou. Essa falha provocou uma reação em cadeia. 
As fortes chuvas que caíram no final da tarde desta quinta-feira provocaram o alagamento de duas estações – Concessionárias e Praça do Relógio -, sendo que a última teve que ser fechada por cerca de uma hora para “garantir a segurança do usuário”. 
Após reunião, a diretoria do Metrô decidiu criar um núcleo de antecipação de crise dentro da estrutura do Comitê de Prevenção Permanente de Segurança. Além disso, o órgão promete intensificar a manutenção dos trens e modernizar o sistema. 
R7 - 23/01/2015

2 comentários:

Paulo Lima disse...

Será que esse novo governador de DF, vai retomar os projetos do VLT de Brasília? Será que há chance?

Porque ele próprio disse em sua posse, que cuja prioridade agora é transporte sobre tilhos, inclusive a expansão do atual metrô e a retomada do projeto do VLT. E o transporte sobre pneus ficará para depois.

Só que ainda duvido que sai mesmo o VLT.

SINFERP disse...

Não dá para apostar, não é? Continuamos torcendo pelo do Rio de Janeiro, na certeza de que servirá de vitrine.