domingo, 28 de dezembro de 2014

Trajeto do metrô de Porto Alegre (RS) até a Fiergs volta a ser discutido

Com verba garantida pelo governo federal, obra esperada há décadas poderá contar com trecho que havia sido retirado do projeto,
Os técnicos que trabalham na licitação do metrô de Porto Alegre estudam adicionar quatro quilômetros à linha, ressuscitando um trajeto que havia sido abandonado por causa do alto custo. O trecho extra seria construído em via elevada e seguiria do Terminal Triângulo até as imediações da Fiergs. Com o acréscimo, a extensão do metrô passaria de 10 para 14 quilômetros. O custo total da obra permaneceria o mesmo.
Segundo o prefeito José Fortunati, há boas chances de que o percurso aumente de tamanho, beneficiando diretamente a população de alguns dos bairros mais populosos de Porto Alegre.

– Não posso ser irresponsável de já anunciar, mas conversei muito com os técnicos e garanto que há uma grande tendência de que isso aconteça. Estamos estudando para ver se realmente cabe no nosso orçamento – disse o prefeito.

O trecho entre o Triângulo e a Fiergs constava do projeto original do metrô, mas foi cortado porque encarecia demais a obra. O obstáculo era o terreno próximo à Fiergs que abrigaria o complexo de manutenção dos trens. Descobriu-se que corrigir problemas de alagamento na área teria um custo muito alto. A saída foi cortar os quatro quilômetros e prever um ramal subterrâneo de quase dois quilômetros, a partir do Terminal Cairú, que seguiria até um terreno bairro Humaitá onde funcionaria o terminal de manutenção.
Um dos quatro consórcios que tiveram suas propostas para o metrô classificadas, contudo, apresentou estudos sustentando que é possível estender a linha sem mexer nos cofres. Com os recursos que seriam gastos no ramal subterrâneo no Humaitá, a empresa propôs construir em via elevada o trecho da Zona Norte e deixar em outra área já identificada, e sem quaisquer problemas de drenagem, o complexo de manutenção.
As equipes técnicas estão preparando uma proposta final a partir das quatro que foram aceitas. Como parte desse processo, analisam se a extensão da linha na Zona Norte realmente não implicaria em despesas adicionais. O edital de licitação sairia ainda no primeiro semestre de 2015. Se não ocorrerem imprevistos, a obra começaria no final do ano que vem. A previsão é de quatro a cinco anos para a conclusão.

Zero Hora – Itamar Melo - 19/12/2014

2 comentários:

Paulo Lima disse...

É uma boa discussão, os metrôs tem que ser expandido sempre de acordo em que surge novos bairros onde tende a crescer a população de forma rápida, onde logo logo os ônibus não darão mais conta.

Pelo menos o Governo de RS está levando esse assunto a sério. Diferente do Governo de SP que nem se quer tem interesse de expandir o Metrô e a CPTM, no metrô até ocorre algumas expansões de forma tímida(lenta que leva anos), no caso da CPTM nada, ao invés de expandir para mais cidades, ao contrário, encolhem alegando que aquela Cidade não tem demanda. Se o Governo tivesse real interesse de expandir a CPTM, a Linha 7 poderia está chegando até Louveira(SP), e depois quem sabe até Vinhedo(SP) e Valinhos(SP), e depois Campinas. E a linha 11 poderia seguir até Cezar de Souza(SP) e quem sabe até Guararema(SP). E a Linha 10 até Paranapiacaba(SP) e depois poderia descer até Cubatão(usando as cremalheiras nos trens metropolitanos), e a linha 8 poderia seguir até São Roque(SP). Pensando bem, essas localidades citadas não são tão longe uma da outra. Poxa!! Se tivermos na Europa ou no Canadá, essas Cidades já eram para serem interligadas por trens de passageiros, e como são cidades mais locais em menos distâncias, poderia ser com trens metropolitanos. Fico triste, sabe.... quando penso nisso.

SINFERP disse...

Infelizmente as coisas vão ficar do jeito que estão, a por muito tempo....