quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Após falha, usuários abandonam trem da CPTM, em SP, e caminham pelos trilhos

Leitora afirmou que um grupo de pessoas se revoltou após a parada do trem a 100 metros da estação USP Leste e atirou pedras contra a cabine do maquinista.

Uma falha em um trem da Linha 12 - Safira, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), gerou tumulto na estação USP Leste, na última quarta-feira. Impacientes com a interrupção do trajeto, usuários abandonaram a composição e caminharam pelos trilhos.
A confusão aconteceu por volta das 19h. De acordo com a leitora Arianna Nascimento, às 18h40 a movimentação nos pontos de parada estava maior do que já seria esperado para o horário de pico. “Pouco antes de chegar à estação USP Leste, o maquinista informou que a composição estava com um problema, que seria resolvido na estação Comendador Ermelino. Aí, o trem parou a uns 100 metros, mais ou menos, da estação”, contou.
A leitora afirmou que, após a parada, usuários do vagão em que ela estava acionaram um botão de emergência e abriram as portas do trem. “Todos foram descendo e caminhando até a estação. Mas nem todos os vagões abriram as portas. O primeiro, por exemplo, estava com as portas fechadas. As pessoas gritavam para o maquinista abrir e ele, que é um trabalhador como nós e recebe ordens, disse que não poderia abrir. Foi aí que vândalos começaram a jogar pedras na cabine do maquinista”, relatou. “Havia crianças ali. Colocaram escadas para subirmos para a plataforma. A situação foi normalizando com a chegada da Polícia Militar”, completou.
Procurada pelo Terra, a PM informou que em seus registros consta apenas que houve um tumulto na estação e que um trem teria sido depredado. A autoridade policial disse que, quando seus agentes chegaram ao local, a Polícia Ferroviária já havia resolvido a situação.

Apesar do que foi relatado pela leitora e pela PM, a CPTM negou que tenha havido depredação. A companhia confirmou a falha, mas afirmou que os seguranças estavam presentes e que o tumulto deve ter sido “pontual”. Segundo a empresa, diante das tentativas frustradas do maquinista de religar o trem, os usuários foram instruídos a aguardar no local a chegada dos seguranças, que os transportariam em segurança até a estação.
Quanto ao depoimento de Arianna, a CPTM garantiu que, se as pessoas, de fato, atiraram pedras contra a cabine, não houve qualquer dano à composição ou ao maquinista.


Terra – 18/12/2014

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