sábado, 20 de dezembro de 2014

ALCKMIN: CORRUPÇÃO NA PETROBRAS E TRENSALÃO “SÃO COISAS DIFERENTES”

Foto Marisa Abel
Governador de São Paulo diz que esquema de corrupção na estatal do petróleo faz parte de uma "doença sistêmica" e defende que caso é diferente do cartel de trens no estado; "São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima", disse Geraldo Alckmin (PSDB); "Cartel se faz fora do governo e nós defendemos total investigação", 
SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que os casos de corrupção na Petrobras e o chamado 'trensalão' em São Paulo, que envolve licitações na CPTM e no Metrô, são "diferentes". O alvo de investigação da Operação Lava Jato, segundo ele, faz parte de uma "doença sistêmica". 
"São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima", disse Geraldo Alckmin (PSDB) neste domingo, sobre o esquema de cartel durante governos do PSDB em São Paulo. "Cartel se faz fora do governo e nós defendemos total investigação", ressaltou o tucano, neste domingo 14. 
No inquérito concluído na semana passada, a Polícia Federal indiciou 33 envolvidos no esquema de corrupção paulista. Na sexta-feira, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 614,3 milhões de cinco empresas envolvidas no cartel, que ocorreu nas gestões dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. 
Ao comparar os casos neste domingo, Alckmin disse: "Você tem a diretoria quase inteira da Petrobras envolvida, são coisas diferentes. Nós defendemos a apuração rigorosa e punição". Ele defendeu não só a mudança "de pessoas" na estatal do petróleo, mas também de "métodos". "Os processos de licitação devem estar todos errados", declarou.

247 – 15/12/2014

Comentário do Sinferp

Que conversa fiada... Não se pratica cartel sem no MÍNIMO a suspeita dos agentes públicos acostumados a lidar com licitações, uma vez que as empresas são poucas, e sempre as mesmas. Formam cartéis pela prática de formação de Consórcios, e o governo de São Paulo aceita, e sempre. A vítima nesse caso, como em qualquer outro, NUNCA é o governo, mas SEMPRE o contribuinte, cujos interesses o governo tem o DEVER de bem representar. Defende investigação? A investigação do trensalão está caminhando graças aos esforços de órgãos federais. Em São Paulo não defende nem mesmo a mudança de agentes públicos, e continua tomando serviços das empresas acusadas de prática de cartel.  É vítima de cartéis, de São Pedro, e de quem mais necessário para se isentar de responsabilidade.

8 comentários:

Anônimo disse...

o alckmin deu essa entrevista durante o churrasco da CAF? rsrs

SINFERP disse...

Talvez de um patrocinado por vários consórcios, em razão de festejos de final de ano. Rrsrsrsr

Paulo Lima disse...

kkkkk, pois eh, quem financia as campanhas deles, também devem pagar alguma festinha deles rsrsrsrs.

Enquanto isso nós aqui que somos usuáros dos transportes públicos todos os dias, ficamos aqui se f.... Ahh, melhor deixar pra lá, porque assim não acabo ficando nervoso depois.

SINFERP disse...

Pois é, pois é... Mas o povo reelege, né?

Paulo Lima disse...

Por isso que sou a favor do fim do voto obrigatório. Quem vota quem quer e quem tem mais opinião formada. Quem é do povinho alienado e ignorante que não se interessa na política, nem precisaria votar.
Com certeza a coisa seria outra. Só que infelizmente políticos são contra o voto facultativo alegando que "o país ainda não amadureceu" e tem que manter o voto obrigatório.

SINFERP disse...

Se for facultativo eles compram do mesmo jeito. Nosso povo vota nas peças publicitárias, pois eles não são obrigados a apresentar nenhum programa, mas apenas promessas para "o próximo mandato". E assim eles vão se eternizando...

Luiz Carlos Leoni disse...

A Petrobras durante o regime militar 1964/1985

Durante este periodo foram construídas as seguintes refinarias entre outras; REGAP-MG 1968, REPLAN-SP 1972, REPAR-PR 1978, REVAP-SP 1980, adquiridas e incorporadas a RECAP-SP e a REMAN-AM em 1970, além de inumeráveis plataformas de exploração marítima, sendo a primeira lançada em operação em 1968, o mesmo ano em que foi criado o CENPES-Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em 1974 foi descoberta a bacia de Campos, e em 1985 o campo de Marlin, e sempre foi superavitária sendo que no final (1985) a estatal conseguiu atingir a auto suficiencia, além de constituir a Petroquisa em 1967 e adquirir e estatizar à Petroquímica União- SP recem inaugurada em 1970 e incorpora-la a estatal , e que posteriormente foi privatizada durante os governos Collor e FHC, em 51% para a Braskem, para atualmente em seguida serem colocadas os outros 49% em desenvestimentos já nos atuais governos Lula / Dilma.
Uma atitude importantíssima e pouco lembrada durante este período foi o bloqueio de importação de componentes industriais que possuíam fabricações similares na indústria nacional, protegendo e alavancando sua decolagem, desenvolvimento e consolidação, foi um impulso e um incentivo fundamental, real e concreto para que a indústria local nas áreas de caldeiraria, elétrica, eletrônica, construção civil, naval, aeronáutica, nuclear, petroquímica, metrô ferroviária entre outras deslanchasse atingindo os objetivos e patamares tecnológicos atuais, esta proibição foi revogada no governo Collor.

Foi um período áureo da Petrobras, e que dificilmente sera repetido, desde que foi idealizado por um plano de projetos nas áreas de Saúde, Alimentação e Energia pelo presidente Eurico Gaspar Dutra entre 1947 / 1948, e formalizada por Getulio Vargas em 1953.
Após a saída do Figueiredo em 1985 até 2015, nos 30 anos passados, os sucessores Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, sendo que neste terço final, as ingerências políticas interiores e exteriores desastradas e indevidas, como revender por longo tempo derivados importados a distribuidoras a um valor menor do que o custo, por uma imposição governamental, além da corrupção de alguns funcionários produziram um efeito devastador.

Lembrando que por ocasião da construção da usina hidroelétrica de Itaipu o Brasil durante o regime militar, o Brasil financiou 100% da obra, e o pagamento do financiamento seria com a conta da energia elétrica excedente que o Paraguai não consumiria e venderia ao Brasil, porém durante o governo Lula o custo da energia vendida triplicou, pois se quebrou o acordo, semelhante ao que aconteceu com relação à Bolívia, na qual a Petrobras investiu pesadamente na recuperação da unidade extração de gás, e teve suas unidades invadidas e expulsas pelo atual governo Morales, e desfecho semelhante teve com relação ao Equador pelo governo de Rafael Correa que expulsou e não ressarciu uma empresa de engenharia brasileira Odebrecht que prestava serviços de engenharia locais, e ainda com relação á Venezuela, firmou-se compromisso de parceria com o governo Chaves para construção de refinaria em Pernambuco, e depois seu sucessor Nicolas Maduro declinou deixando a Petrobras bancando sozinha na construção da RNEST-PE.
Na atual gestão também em ritmo moroso as obras do COMPERJ-RJ Complexo Petroquiímico do Rio de Janeiro e da Fabrica de Fertilizantes Nitrogenados UFN-III-MS em Três Lagoas.
Pelo exposto fica evidenciado o despreparo gerencial e logístico, sem contar com a corrupção endêmica dos nossos atuais governantes, e também fica evidente, que a população é quem paga por estes desmandos, sem contar que para o TAV-Trem de Alta Velocidade ainda existe uma empresa chamada EPL- Empresa de Planejamento e Logística que continua consumindo milhões de Reais para só ficar no papel, e atualmente preparam o lançamento de uma nova ferrovia Transoceânica ligando o Atlântico ao Pacifico em paralelo a uma existente entre Santos-SP até Ponta Porã / Corumbá-MS, para se juntar as inumeráveis grandes obras incompletas e abandonadas do PAC.

SINFERP disse...

Sim, Leoni. Foi isso mesmo. Some-se a isso o desmonte da malha ferroviária paulista e sua entrega praticamente gratuita à exploração do setor privado e vamos completando o quadro dos desmandos. Veja no que deu a falta de investimentos nos reservatórios de água de São Paulo, também desde o tempo dos militares. Uma malha metroviária que não cresce na proporção do crescimento populacional. Uma malha ferroviária metropolitana que decresceu em relação ao passado. EPL é mesmo um escândalo. Quanto a Transoceânica, entendemos o seguinte: SE ela for construída com dinheiro dos chineses será ótimo. O que não dá mais é que os interesses privados sejam sustentados pelo dinheiro público.