sábado, 15 de novembro de 2014

Estado (SP) negocia com a União uso de linhas férreas [já existentes] para implantar o Trem Regional

Com custo estimado em R$ 18,5 bilhões, projeto cria trem ligando Pinda, Taubaté e São José até São Paulo, mais ainda sem data definida.
O Estado negocia com o governo federal o uso de linhas férreas sob responsabilidade da União para a implantação do Trem Regional, projeto de uma malha ferroviária de 431 quilômetros que vai unir regiões metropolitanas à capital.

Na próxima segunda-feira, o secretário de Estado do Planejamento, Julio Semeghini, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, terão uma reunião de trabalho para discutir o assunto.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou ontem um ofício à presidente Dilma Rousseff (PT) pedindo a formalização do convênio entre Estado e União para o compartilhamento das faixas de domínio na linha férrea federal.

Sem essa permissão formal, o Estado fica impossibilitado de fazer a licitação do projeto, previsto para ser feito por meio de PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo estadual e a iniciativa privada, com custo estimado em R$ 18,5 bilhões. A duração do contrato de concessão será de 30 anos.

Do investimento total, o Estado arcará com R$ 5,5 bilhões. Os recursos públicos já estão previstos no orçamento.

“A presidente gostou muito do nosso projeto e o convênio agora será debatido no âmbito do Planejamento. O projeto é muito importante para as regiões metropolitanas, como a do Vale do Paraíba”, disse Semeghini.

Segundo Geraldo Alckmin, a minuta do convênio com a União está pronta e foi produzida após uma série de reuniões entre o governo federal e o Estado, ao longo de 2014.

Para ele, a parceria irá manter a “expansão e qualificação da rede paulista de transporte sobre trilhos”.

Linhas. A princípio, o Trem Regional, também chamado Intercidades, interligará dois dos principais eixos do Estado. O primeiro entre capital e Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos.

O segundo ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pinda, passando por Jacareí.

“Faremos a duplicação da linha férrea que existe, não precisando construir outra. Dessa forma, haverá espaço para os trens de carga e os de passageiros”, afirmou Semeghini.

Obras. De acordo com o Estado, serão licitadas a construção da infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material para a operação.

Antes previstas para começar ainda neste ano, as obras vão ficar para 2015. O primeiro trecho que deve ficar pronto é o da capital até Jundiaí, previsto para 2016. Depois, virão o de Sorocaba e o de Santos. O do Vale do Paraíba ainda não tem data definida para ser iniciado.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o projeto também vai aproveitar a faixa de domínio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que não tem linhas na RMVale, o que deve atrasar a construção do trem na região.

Passagem. No ano passado, o Estado chegou a divulgar que a tarifa do Trem Regional entre São José e São Paulo seria R$ 18, o que é mais barato do que a viagem por ônibus, hoje custando perto de R$ 30.

O Vale – Xandu Alves - 11/11/2014

Comentário do Sinferp


Aleluia... Descobriram que já existe uma linha a ser melhor explorada. Gênios....

2 comentários:

Leoni disse...

Gostaria de manter a minha solidariedade com os demais colegas em sua opinião com relação ao custo e tempo para a implantação de um trem entre cidades de passageiros de longo percurso convencional no Brasil TMV-Trem de média velocidade (até~250 km/h), preferencialmente os com *Tecnologia Pendular de dois andares.
Assim como o SINFERP entendo que deva ser este o caminho, a transferência de tecnologia se torna desnecessária, pois as montadoras existentes no Brasil já a possuem.

O governo paulista tem acenado com muitos projetos utilizando um TMV, como SP-Campinas, SP-Sorocaba, SP-Vale do Paraíba, SP-Santos,
(com cremalheira), utilizando parte da estrutura existente, semelhante projeto em curso na Argentina, numa expansão gradual e econômica,porem nenhum teve prosseguimento, pois seria uma forma prática de se demonstrar ao governo federal de como se é possível implantar de forma gradativa, um trem de passageiros de longo percurso com custo, manutenção e tempo de implantação extremamente menor em relação ao TAV.
Tem sido característica da política brasileira, o contraditório, isto é grandes promessas pré eleitorais de palanque como o PAC, que na prática não se confirmam e nem se completam, com dispêndio com estudos e projetos, para depois se chegar a conclusão que ele é inútil e se tem que recomeçar do zero, com o país sendo um grande exportador de matérias primas de baixo valor agregado, e importador de manufaturados não se importando da forma em que foi confeccionado, mesmo com a crise existente na Europa não sensibilizando nossos governantes, dando prioridade a indústria automobilística em relação a mobilidade individual, em detrimento ao transporte coletivo.
Entendo que deva haver uma uniformização em bitola de 1,6 m para trens suburbanos de passageiros e metro, e um provável TMV no Brasil, questão de menor custo, alem de se reservar as últimas áreas periféricas paralelas disponíveis para estações ferroviárias em SP, como o:
Iª Pátio do Pari,
IIª Área entre a estação da Luz e Júlio Prestes no Bom Retiro, do antigo moinho desativado, e recentemente demolido.
IIIª Reforma e ampliação da estação Água Branca.
IVª Cercanias da estação da Mooca até a Av. do Estado na antiga engarrafadora de bebidas desativada no município de São Paulo.
Vª Canteiros centrais de rodovias mais modernas, (No caso para uso de novas linhas a serem implantadas ).

SINFERP disse...

Gratos por mais essa contribuição, Leoni