quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Governo investe quase R$ 172 milhões em nova frota de trens para metrô de Belo Horizonte (MG)

O primeiro trem de um conjunto de 10 composições que integrarão a nova frota do metrô de Belo Horizonte desembarcou recentemente no Pátio de Manutenção São Gabriel, na região norte da capital mineira. São quatro carros que deixaram a fábrica, em Hortolândia e foram transportados por rodovia.
Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) está investindo R$ 171,9 milhões na compra dos trens. No final deste mês, começa a fase de testes estáticos nas oficinas da CBTU Belo Horizonte e, em novembro, os testes dinâmicos em via. O primeiro dos novos trens começa a circular com passageiros a partir de janeiro de 2015. Todos os outros nove estarão em operação até agosto de 2015.
Cada trem, com quatro carros, tem capacidade de transportar em média 1.300 passageiros. Com a incorporação destes novos trens, a frota de Belo Horizonte passará de 25 para 35 trens. Com isso, a CBTU Belo Horizonte espera transportar cerca de 50% a mais em número de passageiros, saindo dos atuais 230 mil passageiros/dia para cerca de 340 mil passageiros/dia.
Os novos trens contam com dispositivos de regeneração de energia que reaproveitam energia produzida durante a frenagem dos trens, reduzindo os custos de manutenção e colaborando com o meio ambiente, por meio da utilização de baterias alcalinas e do emprego de lubrificantes ecologicamente corretos.
O novo trem do metrô de Belo Horizonte conta com assentos preferenciais para gestantes, idosos, passageiros com necessidades especiais, destacando-se a área reservada para cadeirantes com cinto de segurança e rampa de acesso para embarque/desembarque. As pessoas obesas passam a dispor de espaço equivalente ao de dois assentos comuns. Também haverá um intercomunicador adaptado aos cadeirantes, por carro, além dos intercomunicadores para os demais passageiros. Haverá ainda indicação luminosa amarela acionada, simultaneamente, com a campainha de portas, para alertar os deficientes auditivos.


Blog do Planalto – 21/10/2014

8 comentários:

Anônimo disse...

"Os novos trens contam com dispositivos de regeneração de energia que reaproveitam energia produzida durante a frenagem dos trens, reduzindo os custos de manutenção e colaborando com o meio ambiente, por meio da utilização de baterias alcalinas e do emprego de lubrificantes ecologicamente corretos."


??????

SINFERP disse...

Também nós deixamos de tentar entender várias coisas em notícias, e faz tempo.

Anônimo disse...

o freio regenerativo devolve para a catenaria a tensao excedente, que pode ser utilizada por outro trem, agora regenerativo carregar baterias alcalinas , tipo como um "KERS" ??? nunca ouvi, e mesmo assim, baterias alcalinas ??? se é real, é uma grande novidade para mim, ainda mais se for o trem da foto que aparentemente é de fabricaçao CAF, duvido muito.

SINFERP disse...

Vai saber, amigo, vai saber.

Leoni disse...

O sistema de regeneração de energia elétrica já existe em alguns metrôs aqui no Brasil, lembrando que pode ser instalado "Inclusive quando se utiliza a tecnologia pendular", além do truque de 1,6 m, ser o mais indicado, pois é o que maior espaço possui entre as rodeiros para instalação e distribuição do motor elétrico, sistemas hidráulicos, suspensão, comandos e com freios regenerativos, isto é, retornam energia elétrica para a rede na frenagem.
E as carruagens podem ser fabricadas com dois pavimentos (double decker), com passagem entre os carros (gangway), carruagem com ~3,15m de largura que é a mais adequada para as nossas condições.

Quanto as baterias alcalinas, é as que são utilizadas principalmente na aviação, militar, petroleiras e boa parte nas ferrovias no exterior, e a maior fabricante mundial é a SAFT.

Anônimo disse...

Leoni:

freio regenerativo é uma coisa, até trem dos anos 50 possui isso, ocorre quando o motor passa a ser gerador e a energia gerada volta pra catenaria ou é "queimada" num banco de resistencia. , não é nenhum "nova tecnologia", até porquenão se trata de tecnologia e sim de uma caracteristica natural de motores. PONTO.

outra questão é o freio regenerativo alimentar um banco de baterias que depois possam ser utilizada para ailmentar a tração do proóprio trem, identico ao sistema KERS da formula 1. isso pelo menos dos trens brasileiros nao se tem informação de tal tecnologia. se for verdade, é um grande avanço.

as baterias do trem, (SAFT que inclusive fornece tambem para os trens da CPTM), é apenas para fornecimento de energia em baixa tensao 72v. é carregada pelo conversor auxiliar, nao tem nada a ver com o freio regenerativo.

SINFERP disse...

Gratos pelas importantes informações, Leoni, como sempre.

Leoni disse...

Anônimo, Por este texto:

"Os novos trens contam com dispositivos de regeneração de energia que reaproveitam energia produzida durante a frenagem dos trens, reduzindo os custos de manutenção e colaborando com o meio ambiente, por meio da utilização de baterias alcalinas e do emprego de lubrificantes ecologicamente corretos".

1º Pelo texto não se pode concluir que os mesmos possuem "Kers", e nem que os acumuladores alcalinos se destinam a qualquer outra finalidade da que não os 72 Vcc, pois não está explicito.

2º Alguns lubrificantes vegetais que não derivado do petroleo pode
ser considerado "ecologicamente correto, como o óleo de mamona entre outros.

3º Quanto a expressão "Inovador" deve ser atribuida ao jornalista que escreveu esta matéria, que só deve conhecer acumulador automotivo chumbo ácido , e alternador ou dinamo, como existia nos autos antigos.

Conclusão; Pelo texto estes trens são iguais aos existentes, uma vez que você já informou que já são usados acumuladores alcalinos.

"O truque de 1,6 m, ser o mais indicado, pois é o que maior espaço possui entre as rodeiros, inclusive quando se utiliza a tecnologia pendular com relação aos amortecedores cruzados", além da instalação e distribuição do motor elétrico, sistemas hidráulicos, suspensão, molas e comandos.

Esta última informação não esta inserida no texto, e é sim uma conclusão minha.