sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vagões exclusivos femininos em trens e metrô de SP poderão gerar problemas ao transporte

A qualquer momento, o Governo de São Paulo poderá decidir se sanciona ou veta a reserva de vagões exclusivos para mulheres no transporte de massa, feito por trens e metrô. Na visão dos operadores metroferroviários, não há como fazer esta reserva de vagões sem prejudicar todo o sistema de transporte, em especial, nos horários de maior movimento. A política de utilização de vagões exclusivos para mulheres já foi adotada no Rio de Janeiro e os dados existentes apontam a ineficiência da medida para tratar o problema.

Tecnicamente, a medida aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Projeto de Lei nº 175/2013) cria um problema para a operacionalização do sistema metroferroviário do Estado. Atualmente, mais de 6,8 milhões de pessoas circulam diariamente nos trens e metrôs paulistas, sendo mais de 50% mulheres.

Entretanto, segundo a ANPTrilhos, há dúvidas sobre como garantir o embarque de mais de 3 milhões de mulheres em vagões específicos, especialmente nos horários de pico. “Como fazer com que esses 3 milhões de mulheres não se acumulem nas estações e seus entornos aguardando uma vaga em um dos carros femininos? Como garantir a fluidez do transporte numa situação como esta?”, argumenta Roberta Marchesi, superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos. A entidade representa 99% dos operadores de trens e metrôs do Brasil.

A ANPTrilhos, diz a superintendente, reconhece a existência do problema de assédio nos meios de transporte e se posiciona firmemente a favor da proteção às mulheres. “Os operadores metroferroviários sempre trabalharam para dignificar a utilização dos sistemas, buscando minimizar as ações dos agressores. Segregar as mulheres que utilizam diariamente os trens e metrô da capital paulista, dando a elas uma ilusória sensação de “proteção” contra os assediadores, promove uma limitação injusta, fazendo aceitar o entendimento de que aquelas que não utilizam o vagão exclusivo podem estar sujeitas à agressão”, argumenta Roberta Marchesi.

R7 – 11/07/2014

Comentário do SINFERP

Besteira, demagogia barata. Metrô e principalmente CPTM não são capazes nem mesmo de assegurar o direito de uso dos assentos preferenciais aos usuários preferenciais. Não conseguem tampouco assegurar o direito de uso exclusivo nos carros reservados para usuários preferenciais pelos preferenciais. Câmeras instaladas nos carros não são monitoradas em tempo real, não há agentes de segurança entre os passageiros, etc. Segregar pessoas por gênero? Medida eleitoreira, como foi a da deputada Lecy Brandão pretender, por decreto, que Metrô funcionasse 24 horas, sendo isso impossível pelo reduzido número de linhas e de vias. Lutar pela ampliação de linhas e vias no Metrô e na CPTM, nem pensar. Lutar para a superação da desigualdade de atendimento, conforto e segurança na CPTM, quando comparada ao Metrô, nem pensar. Criar leis que assegurem direitos explícitos aos usuários de trens do Metrô e da CPTM, nem pensar. Piada.

2 comentários:

Anônimo disse...

muzzarela, calabresa, portuguesa ou de atum?a pizza do cartel dos trens está mais perto do que nunca, escolha seu sabor!

SINFERP disse...

De fato. O que interessa de fato foge ao conhecimento e atenção dos nobres deputados paulistas que aparecem com bobagens.