sábado, 19 de julho de 2014

Trens fabricados na China se dirigem para a América Latina

Sentado nas arquibancadas da Copa do Mundo do Brasil, He Wei se fez a mesma pergunta várias vezes: "o que um chinês está fazendo aqui?".

A dúvida é razoável. A seleção chinesa desde 2002 não se classifica para o evento de futebol mais importante do mundo. Nem sequer chega perto.

"Talvez seja melhor dizer que eu vim aqui para ajudar o Brasil a construir ferrovias?", escreveu He, um comentarista popular de futebol, no microblog pessoal.

O certo é que as empresas chinesas querem aproveitar o enorme apetite de ferrovias nos países latino-americanos emergentes.

A China CNR Corporation informou na terça-feira que nos últimos cinco anos já garantiu pedidos de 100 unidades elétricas múltiplas (UEM, trem intermunicipal de alta velocidade) e 34 vagões de metrô para o Rio de Janeiro.

A empresa já entregou 42 UEMs e 19 metrôs. Os veículos fabricados por ela são 80% dos trens na cidade que sediou a final da Copa do Mundo.

Um UEM de quatro vagões transporta até 1.300 pessoas, chega a 100 km/h e tem um sistema avançado de ar condicionado para suportar o calor brasileiro.

No mês passado, os trens viajaram da Estação Central ao Maracanã levando torcedores vindos do mundo inteiro.

A China é o terceiro maior parceiro comercial da América Latina, com um volume de negócios de US$ 262 bilhões em 2013. A América Latina tornou-se um importante destino de exportação para a China CNR, que também atende à Argentina.

A CNR começou a procurar o mercado da América Latina em 2004. Em 2007, o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar a Copa deste ano e os Jogos Olímpicos de 2016. Nesse momento, o governo do Rio de Janeiro prometeu melhorar a rede ferroviária da cidade em cinco anos. Em 2009, assinou um contrato com a CNR para 30 UEMs. Três anos depois, encomendou mais 60.

"Em comparação com Siemens e Alstom, somos novatos", declarou Ma Lie ao relembrar a licitação pública para os trens intermunicipais.

A empresa ofereceu mais soluções de custo e serviços para conquistar mais clientes. "Até agora, assinamos US$ 1,5 bilhão em contratos com a América Latina", contou Ma, gerente de alto nível da subsidiária da CNR que fabrica os trens.

CRJ Online – 17/07/2014

7 comentários:

Maristela Bleggi Tomasini disse...

Orientais, é claro.

SINFERP disse...

Ah, a foto não deixa muita dúvida. Comemoram a conclusão do trem.

Paulo Lima disse...

Ola Sinferp.Não é querer fazer politica não, também detesto fazer politica. Mais olha esse video absurdo do Eduardo Campos, candidato a Presidencia. Onde ele fala que o "Tal Estudo Técnico" recomenda BRT e não VLT na BR 101 em Recife.
O que vc acha disso Sinferp dessa declaração do Candidato??? E de indignar mesmo essa falta de visão política.

Link:

https://www.youtube.com/watch?v=13xOxDKk1eY

Se vcs quiserem publicar, agradeço! Se não, agradeço do mesmo jeito de voces tedo visto e ficarem cientes disse.

Obigado Sinferp e mais amigos do Blog!

Anônimo disse...

a china está cheia de multinacionais que aproveitam a mao de obra barata e vasta do mercado chines para lá fabricar seus produtos. em contrapartida, os chineses absorvem a tecnologia dessas multinacionais e hoje desenvolve quase tudo que se possa imaginar, da mais baixa até a mais alta qualidade (engana-se quem acha que produto chinês é só porcaria), desde eletronicos até maquinas mecanicas, e tambem automoveis. o Brasil deveria aprender com eles, mas o forte lobby não deixa. nosso país ao inves de progredir, regrediu, visto que o pouco da tecnologia nacional foi absorvida por multinacionais.

SINFERP disse...

Aqui também está cheio de multinacionais em busca de vantagens com nossa mão de obra e mercado, e não absorvemos nada delas. rsrsrs

Leoni disse...

Prezados,

Em uma concorrência governamental recente da CPTM-SP, os valores cotados pelas montadoras nacionais, ficou nos absurdos ~80% superior aos praticados pela industria chinesa e em relação ao fornecimento recente para a SUPERVIA-RJ a presente ilustração demostram que as carruagens já vem na largura de 3,15 m sem a necessidade de se adptar estribos nas portas (gambiarra), ou seja conforme as condições brasileiras.

Já tive a oportunidade de viajar em varios destes no Metrô Rio, e a qualidade de acabamento interno, o ar condicionado funcionando perfeitamente me causaram uma ótima impressão.

A industria oriental também tem condições tecnológicas de fornecer trens com tecnologia pendular com dois andares (double decker) a um custo bem competitivo.

SINFERP disse...

Sim, Leoni. Tudo isso é verdadeiro. O que na verdade está em jogo são interesses econômicos de grupos empresariais.