domingo, 6 de julho de 2014

Primeiro ônibus a hidrogênio circulará em São Paulo

Veículo fará testes na região metropolitana a partir de agosto, inicialmente em linhas de alta demanda, atendendo cerca de 270 mil passageiros por dia. 

Com a construção do primeiro veículo desse tipo na América Latina, o Brasil passa a ter posição de destaque ao lado dos Estados Unidos, Alemanha e China. Somos um dos cinco países do mundo que dominam a tecnologia e que têm ônibus movidos a hidrogênio. O veículo foi apresentado na semana passada na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), em São Bernardo do Campo.

O hidrogênio não corre risco de esgotamento, como ocorre com o petróleo, pois é o elemento químico mais abundante do Universo. Veículos movidos a hidrogênio, ao contrário dos convencionais, não liberam gases tóxicos, mas um inofensivo vapor d’água.

Os novos ônibus também tem um dispositivo de regeneração do sistema de frenagem (aproveitamento do calor), já empregado nos carros da Fórmula 1. Nesse sistema, a energia é armazenada nas baterias e usada quando há necessidade de maior potência no deslocamento do veículo (em subidas, por exemplo).

Como maior fabricante global de chassis e carrocerias, o Brasil tem demonstrado capacidade de inovação tecnológica e reconhecida competência na gestão desse conhecimento. O protótipo do veículo foi totalmente desenvolvido e integrado (carroceria e sistemas) internamente.

Os próximos passos, neste caso, serão no sentido de desenvolver uma solução mais limpa para o transporte público no Brasil, avaliar e estabelecer as exigências técnicas para garantir a durabilidade do veículo e torná-lo economicamente competitivo.

O projeto prevê a produção de até quatro veículos experimentais, além da montagem da estação de produção de hidrogênio e abastecimento, em São Bernardo do Campo, com o apoio técnico da Petrobrás, da BR Distribuidora e da AES Eletropaulo.

Construído em Caxias do Sul (RS), o protótipo já passou por todos os testes necessários para homologação. Outros três veículos serão incluídos no sistema a partir do ano que vem.

O projeto brasileiro começou há 15 anos, quando a EMTU iniciou estudos para o uso do hidrogênio como combustível em ônibus urbanos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reconheceu a importância do projeto e destinou recursos do Global Environmental Facility (GEF) para financiá-lo. Para o desenvolvimento de todo o projeto foram destinados US$ 16 milhões.

O Brasil foi beneficiado com o financiamento do PNUD/GEF por ser um país de economia emergente, o maior produtor (50 mil unidades por ano) e o maior mercado consumidor de ônibus do mundo.

Scientific American Brasil

Comentário do SINFERP

Esforços para sobrevida dos pneus, em particular para um país que, segundo a própria matéria, é o maior mercado consumidor de ônibus do mundo.

19 comentários:

Anônimo disse...

não entendi a critica, sinferp.

SINFERP disse...

A medida é legal, Anônimo, mas visa a continuidade dos veículos sobre pneus, acusados de poluidores, etc. Carros e ônibus elétricos serão uma tendência para a continuidade das indústrias montadoras. No caso dos ônibus, pelo fato de o Brasil ser o maior país consumidor desse modal. As coisas, portanto, continuarão da mesma forma, mas com mudança de combustível.

Anônimo disse...

uma coisa não tem nada a ver com outra. os onibus sao importantes, assim como os trilhos.

SINFERP disse...

Anônimo, estamos em outro patamar de discussão e compreensão das diferenças econômicas, sociais e políticas que envolvem as escolhas dos modais. Nossa dimensão de "importância", portanto, é outra. É por esse motivo que acha que "uma coisa não tem nada a ver com outra". Há, neste blog, uma posição social, econômica e política nitidamente ferroviarista.

Anônimo disse...

a defesa da ferrovia está muito acima de criticar uma nova tecnologia para onibus. numa cidade, os onibus sao tao importante quantos os trilhos. um sistema completa o outro. muito errado a maneira na qual pensam.

SINFERP disse...

Bem, essa é a SUA forma de pensar, sem apresentar NENHUM argumento em favor do próprio pensamento, exceto o apontamento de juízos corriqueiros. Interpreta mal o que lê, também, pois ninguém criticou a nova tecnologia. De qualquer forma, esta sendo respeitado até mesmo com a atenção de respostas, como fazemos com todos que postam comentários, mesmo sendo você um "anônimo". Esperando que compreenda e respeite a motivação maior deste blog (afinal, nossa defesa por ferrovia é histórica lembrando que somos ferroviários), de nossa parte damos por encerrado o diálogo.

Anônimo disse...

"Esforços para sobrevida dos pneus" + "Carros e ônibus elétricos serão uma tendência para a continuidade das indústrias montadoras" entende-se sim por criticar a nova tecnologia, onde a mesma seria uma forma de continuar a industria dos pneus.

a minha forma de pensar foi bem explanada nas questoes anteriores, ou seja, não se defende a ferrovia criticando os onibus. os modais devem se completar e nao competir entre si. mesmo nas cidades mais evoluidas em termos de mobilidade, temos os onibus, e numa regiao metropolitana extensa, povoada e e com revelo acidentado, o onibus é imprescindivel. não há como levar trilhos para toda rua e ter um estaçao a cada esquina. e mesmo voces do SINFERP que criticam os pneus, tem seus veiculos e trafegam por ele pela cidade de osasco, e muitos ferroviarios tambem tem seus carros proprios e alguns deles sequer pega trem. e da minha parte tambem assunto encerrado.

Pregopontocom@tudo disse...

A tecnologia anda a passos largos...os fabricantes de ônibus sabem e temem muito por isso,por tanto lutam desesperadamente para defender a sua industria,ônibus com designe de VLT e a busca de tecnologias mais limpas para propulsão dos mesmos é uma forma de tentar sobreviver a qualquer custo.
.Os VLTs já começam a ocupar os espaços dos dinossauros no mundo,na Europa VLTs circulam em ruas estreitas onde não passam ônibus.O que acontecera com os dinossáuricos veículos,os ônibus,daqui a 10 anos????? o que acontecera quando chegar as ruas um veículo de tecnologia brasileira MagLeve Cobra??...,projeto desenvolvido pela UFRJ juntamente com a Escola Politécnica -Lazup- o único veiculo no mundo em desenvolvimento para uso urbano com tecnologia de flutuação magnética com o uso de supercondutores de cerâmica resfriados com nitrogênio o que o torna mais eficiente...e somente Alemanha e Japão desenvolve projetos semelhantes para trens de longo curso.Um exemplo da rapidez da tecnológia,qual o tempo de vida tecnológica útil dos atuais aparelhos celulares que enlouquece os seus habituais usuários a cada 03 meses????......achar que os ônibus ainda terão vida longa,debite-se aos Srs,Peñalosa e Lener pois eles sempre fingem acreditar nisso...A propósito...em SP,quando a Ford lançou o Corcel 1,um mecânico fez funcionar um motor Renault que equipava o seu corcel apenas com "ÁGUA" o que foi motivo de reportagem na imprensa e na famosa revista na época a Quatro Rodas....pouco tempo depois o caso foi abafado e o carro e o mecânico nunca mais ninguém ouviu falar....sabem o que ele usou???...um processo simples,conhecido como "eletrolise" através de uma geringonça instalada antes do carburador do motor do veiculo por onde era processada a água...o Corcel foi o primo mais novo do Renault Gordine,que era fabricado pela Willys Overland do Brasil incorporada pela Ford,foi lançado no final de 1969......

SINFERP disse...

Caro Pregopontocom. Tivemos o prazer de conhecer pessoalmente esse mecânico. Infelizmente, nossos pequenos inventores não interessam a ninguém, principalmente quando seus engenhos ferem interesses maiores. No caso dos ônibus movidos a célula (bateria)de hidrogênio, e não a queima de hidrogênio, projetaram quatro deles, com interesse de que estivessem circulando na COPA. Ainda é uma fonte cara de energia. O lado positivo dessa tecnologia, como de qualquer outra, é que pode ser adotada para alimentar motores elétricos de VLTs, por exemplo, com a vantagem de eliminar rede aérea, catenária, etc. Afinal, se somos felizes por nossos trens (metrô, VLT, etc)serem movidos por energia limpa (elétrica), sabemos dos estragos ambientais que gera na fonte, nada limpa. Conversamos com um dos pesquisadores da USP envolvidos no desenvolvimento da célula de hidrogênio, e a ele perguntamos sobre a possibilidade de emprego em trens. Disse que, dentre algumas limitações, isso dependia de interesse e investimentos das operadoras e fabricantes.

Pregopontocom@tudo disse...

Infelizmente essas coisas aqui andam devagar porque os interesses contrários sempre agem de maneira coordenada e com muita força.Algum tempo venho comentando o fato dos fabricantes de ônibus se esforçarem para dar uma aparência idêntica a dos modernos VLTs na tentativa de se assemelharem,mais ficam mesmo só na aparência da parte frontal do veículo.Voltando ao assunto foram preciso 30 anos após a sua invenção e 20 anos apos o 1º Aeromóvel entrar em circulação na Malásia,para que o 1º fosse implantado aqui no Brasil e justamente no estado onde nasceu na cidade de Porto Alegre fazendo a ligação do terminal do aeroporto da cidade a estação do Metrô com dois veículos fabricados aqui mesmo,um com capacidade para 150 pasgs. e o outro com capacidade para 300 pasgs.O MagLev cobra certamente será uma grande revolução quando for incorporado aos sistemas de transportes em cidades brasileiras e pelo mundo.Um projeto Verde e Amarelo ecologicamente correto pelo qual torço e espero ver em breve circulando em nossas cidades......só não pode é demorar 30 anos e ser usado 1º em alguma cidade fora do Brasil....

Pregopontocom@tudo disse...

E sem falar no velho carboreto (muito usado em oficinas juntamente com oxigênio,em maquinas de soldagem de funilaria de veículos e substituído pelo acetileno),também já movimentou veículos em épocas mais difíceis juntamente com a mamona da onde se extraiu gasolina........

SINFERP disse...

O Maglev é mesmo um projeto interessante, mas deve ter o mesmo caminho do aeromovel, nosso "monotrilho" tupiniquim. Quanto ao último, e acertadamente em nossa opinião, em caráter experimental. Nosso país importa, e torna-se dependente dessa importação. Um MagLev teria, necessariamente, que contar com ao menos um protótipo, e nisso vai muito investimento. Nos animamos, uma vez, quando a EMBRAER cogitou a possibilidade de ingressar no mercado ferroviário. Seria a chance de vermos, como no passado, uma indústria ferroviária nacional, e não meramente nacionalizada.

Pregopontocom@tudo disse...

O aeromóvel é um veiculo que dentro das suas limitações pode ser usado como um sistema de integração em varias situações,a expl de como está sendo em Porto Alegre,para pequenos percussos substituindo os ônibus com mais vantagens.Não tenho duvida que se o projeto do MagLeve Cobra,(com tecnologia totalmente desenvolvida no Brasil) tiver o reconhecimento e o incentivo necessário será uma revolução no transporte urbano das cidades.Juntamente com os VLTs,Metrôs e Trens,integrara a principal cadeia de transportes público na mobilidade urbana.Certamente que a Embraer assim como a Canadense Bombardier poderia também incluir na sua cadeia produtiva veículos ferroviários, projetados e desenvolvidos aqui mesmo no Brasil,ocupando o espaço a muito deixado pela Mafersa que sucumbiu melancolicamente fabricando ônibus...

SINFERP disse...

O parque industrial ferroviário verdadeiramente brasileiro literalmente faliu por falta de mercado. Nem trilhos fabricamos mais. Mafersa, Cobrasma, FNV, CSN, etc. Acompanhamos com atenção e torcida as experiências do aeromovel. Evidente que o tempo demonstrará as suas possibilidades, e com o mesmo tempo o aprimoramento das tecnologias adotadas. Não será fácil recuperar os estragos que o abandono das ferrovias, em detrimento das rodovias, promoveu em nosso pais.

Paulo Lima disse...

Por isso que eu quero aconcelhar a voçes Amigos meu Sinferp e Pregopontocom. Não perca tempo de ficar discutindo com esses Busólogos que são defensores de BRT e são Anti-VLT. Eu não perco mais tempo de ficar discutindo com essa gente. O negócio e esperar que os VLTs de Cuiabá, Santos e Rio. Der certo e vire vitrine nacional.
Um abraços Pregopontocom e Sinferp!!! VLT neles já!!! Para calar a boca desses Fãzinhos de ônibus que odeiam VLT.

Na verdade Sinferp, não quero brigar, o que está me dando raiva, e que estou sendo muito criticado só por estar defendendo o VLT. E as vezes queremos vingar deles tambem rsrsrsrss.... Abraços!

Paulo Lima disse...

E outra, com os VLTs de Santos, Cuiabá e Rio tendo de tudo para dar certo e se espalhar para o Brasil. Ainda vai ter a Nova Fábrica em Taubaté(SP) da Alstom. Ou seja, vamos se Deus quiser vencer a briga com esses Busólogos que só defendem o BRT , e não sei que motivo não gostam de VLT.

Abraços mais uma vez!

SINFERP disse...

Não é que não gostam. Desconhecem. Lembre-se de que não há nenhum implantado e em operação nos grandes centros. No restante, embarcam na conversa do "mais barato", pois pensam apenas no curtíssimo prazo.

Pregopontocom@tudo disse...

Alô Paulo Abçs......mais não custa nada encher o saco desses "buzusmaníacos" de vez em quando....uma petelecada "técnica" vez por outra é sempre muito bom.....kkkkkkkkkkkkkkkkk

SINFERP disse...

Petelecada técnica é mesmo ótimo. rsrsrsr