domingo, 8 de junho de 2014

Trabalhadores do metrô de São Paulo ignoram decisão judicial e mantêm greve

foto Paulo Lopes
Os trabalhadores do metrô de São Paulo votaram neste domingo pela manutenção da greve, a quatro dias da partida de abertura da Copa do Mundo na cidade, entre Brasil e Croácia, informou o sindicato da categoria à AFP.
"A assembleia votou pela manutenção da greve. Agora estamos decidindo os próximos passos", declarou uma porta-voz do sindicato horas após a justiça do trabalho declarar a paralisação ilegal e fixar uma multa diária.
Os metroviários rejeitaram a proposta de reajuste de 8,7% e exigem uma atualização salarial de 12,2%.
Durante a assembleia, o presidente do sindicato, Altino Melo dos Prazeres, disse que diante da aproximação da Copa do Mundo e das eleições em outubro o governo paulista "tem que negociar".
"Há uma Copa do Mundo, o maior evento esportivo do planeta. O governo do Estado tem eleições no final do ano, vão ter que negociar".
Uma nova assembleia foi convocada para esta segunda-feira, o quinto dia consecutivo de greve.
Mais cedo neste domingo, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo julgou a greve abusiva, considerando que o sindicato não manteve o mínimo de operação determinado.
Na quinta-feira, a justiça havia determinado que os trabalhadores do metrô poderiam paralisar suas atividades, mas mantendo 100% de operação nos horários de pico e 70% nas horas de baixa demanda.
A greve provocou caos nesta metrópole de 20 milhões de habitantes.
Filas intermináveis de passageiros esperando ônibus e enormes engarrafamentos foram o resultado da mobilização. A situação melhorou um pouco no fim de semana.
Na sexta-feira, a polícia militar inclusive dispersou com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha grevistas que impediam a abertura da estação de metrô de Ana Rosa, em São Paulo.
São Paulo acolherá na quinta-feira a cerimônia de abertura e a primeira partida do Mundial, entre Brasil e Croácia.

R7 – 08/06/2014

2 comentários:

Anônimo disse...

Trapalhada do Sindicato dos Metroviários, expôs a categoria a exatamente o que o Governo queria, aplicação em massa de demissões por justa causa para deleite da opinião pública.
Espero estar enganado, mas com este desfecho somado ao que aconteceu no ACT da CPTM, 2014 pode entrar para a história como o ano da morte do sindicalismo metroferroviario, só vai sobrar peleguismo e terceirização.

SINFERP disse...

Foi mesmo de uma trapalhada sem tamanho. Os sindicatos ferroviários pelegos estão vibrando pelas redes sociais. Essa é nossa razão para manter o Sinferp longe de bandeira partidárias. Sindicato não precisa de partido político para defender bandeiras corporativas e mesmo públicas.