quinta-feira, 5 de junho de 2014

Metrô de SP remaneja equipe para manter trens circulando durante a greve

Instrutores e ex-condutores cumprem a tarefa. Segundo a companhia, eles estão preparados para o serviço. Das 65 estações, 29 continuam fechadas.
O Metrô de São Paulo mobilizou supervisores e gerentes, que desempenham funções administrativas na companhia, para conduzir as composições durante a greve desta quinta-feira. Em nota, a companhia informou que recrutou todo o pessoal disponível para tentar diminuir os efeitos da paralisação e que aqueles que conduzem composições são "ex-operadores, instrutores e monitores, que têm experiência e são qualificados" para o serviço. Segundo a empresa, a estratégia é parte de um plano desenhado previamente para enfrentar situações como a vivida nesta quinta-feira. Os trens circulam com velocidade reduzida por motivo de segurança.
O sistema funciona parcialmente devido à greve. De toda a rede, composta por 65 estações, 29 continuam fechadas. Todos os operadores que comandam os trens regularmente aderiram à greve do sindicato dos metroviários decretada na madrugada desta quinta-feira por tempo indeterminado.

Na tarde desta quinta-feira, metroviários se reúnem com representantes do governo para tentar chegar a um acordo sobre o reajuste salarial pedido pela categoria – 16,5% – e o oferecido pelo governo – 8,7%. Uma assembleia está agendada para as 17 horas para decidir o futuro da greve.
Pela manhã, houve quebra-quebra e tumulto na estação Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Passageiros revoltados com a paralisação dos trens derrubaram dois portões de acesso do local.
Além da paralisação dos metroviários, a cidade sofre com a greve dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por isso, foi registrado o maior congestionamento do ano na capital para o dia e horário: 209 quilômetros de filas foram registrados às 9h30.

Veja – 05/06/2014

Nenhum comentário: