terça-feira, 17 de junho de 2014

Exposição mostra diferentes locomotivas da Ferrovia Tereza Cristina (SC)

Fotografias de 14 modelos de máquinas estão disponíveis em Criciúma.
Com o intuito de criar uma conexão entre a cidade de Criciúma e a coleção de locomotivas que atualmente estão no Museu Ferroviário de Tubarão, o Memorial Casa do Ferroviário Mario Ghisi, de Criciúma, está com a exposição “Embarque nessa história: as locomotivas da Ferrovia Tereza Cristina”. Ao todo, estão representadas fotografias de 14 modelos de locomotivas que fazem parte da história dos trilhos da região.
Um trecho do livro “As Curvas do trem”, do professor de história e pesquisador Dorval do Nascimento, foi utilizado na exposição. O livro faz uma ligação entre as pessoas e a estação ferroviária, na época em que estava instalada no Centro do município, para o transporte de passageiros e carvão.

Para o autor do livro, que vivenciou a época durante a sua infância, o que mais impressionava era o barulho das máquinas. “Era impressionante ver a forma como as locomotivas funcionavam. Era uma tecnologia que a juventude de hoje não conhece, mas pode ver um pouco disso através dessa exposição”, conta.

Segundo a coordenadora do Memorial Casa do Ferroviário Mario Ghisi, Cinara Gomes do Nascimento, a chegada da locomotiva foi devido ao carvão e consequentemente foi um marco para a cidade como símbolo de modernidade e progresso. A casa do Agente e a Estação Ferroviária chegaram juntos em 1920, quando a cidade passou a se estruturar em volta dos trilhos.

“Era interessante porque quando o trem voltava, não trazia apenas a mercadoria,  as pessoas traziam notícias de outros lugares. Depois, com uma crise do carvão que aconteceu na época, houve uma abertura para o transporte de passageiros”, relata.

De acordo com o presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Sérgio Luiz Zappelini, a Casa guarda todas essas memórias. “Percebemos isso quando as pessoas mais velhas que viveram esses acontecimentos passam pela casa e relembram tudo isso. Muitos nos pedem para que não deixamos que essas memórias sejam destruídas”, afirma.

A exposição está disponível até a primeira semana de setembro. A Casa do Ferroviário fica aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.


Engeplus – 16/06/2014

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