quinta-feira, 1 de maio de 2014

Linhas do metrô de Londres ficaram paradas com greve de funcionários

Greve protesta contra o futuro fechamento de 254 bilheterias nas estações. Elas vão ser substituídas por máquinas e 950 pessoas ficarão sem trabalho.

Funcionários do metrô de Londres entraram em greve pelo segundo dia seguido em protesto contra o corte de centenas de empregos. O serviço atende três milhões de pessoas por dia com uma rede de mais de 400 km.

O metrô de Londres não para completamente durante a greve. A empresa de transportes consegue garantir um serviço mínimo, mas assim mesmo é uma dor de cabeça para os passageiros. Muitas estações permanecem fechadas e as que abrem ficam lotadas.

A greve é um protesto contra o futuro fechamento de 254 bilheterias. Elas serão substituídas por máquinas de autoatendimento. Elas prometem tornar a compra dos bilhetes mais ágil, mas vão custar o emprego de 950 pessoas. A reestruturação deve gerar uma economia anual de cerca de R$ 190 milhões.

O Sindicato dos Ferroviários não aceita os argumentos econômicos e informou que vai parar o metrô por mais três dias na semana que vem. Uma péssima notícia para os cerca de três milhões de passageiros que usam o metrô de Londres diariamente.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, que sempre usa bicicleta para ir ao gabinete, foi dos poucos que não tiveram dificuldade de chegar ao trabalho. Ele disse que as mudanças, criticadas pelos trabalhadores, vão tornar o metrô mais eficiente. "Nós não temos muito o que fazer. Não podemos abandonar as reformas. Seria um absurdo", disse o prefeito da capital da Inglaterra.


G1- Roberto Kovalick - 30/04/2014

2 comentários:

Paulo Lima disse...

Greve tem no mundo inteiro, lá pelo menos eles se revoltam contra baixos Salarios que o Governo reduz por causa da crise financeira. Agora em Condições do ambiente do trabalho acredito que não, porque a infraestrutura de lá ao se comparar daqui, é bem diferente e os Funcionáros Publicos de lá, pelo menos tem conforto e dignidade do Ambiente do trabalho, a Greve que costumam fazer, é por condições salariais. Agoa aqui no Brasil....
sem palavras....

SINFERP disse...

Divulgamos esta notícia entre os ferroviários, Paulo Lima, para "tentar" mostrar à categoria que em função de inovações na telemática, informática e robótica, esse caso inglês logo chega por aqui. Claro que, historicamente, as condições de trabalho e de vida são outras.