terça-feira, 15 de abril de 2014

TRT determina que 50% dos trens do Metrô do DF voltem a operar

Decisão provisória vale a partir desta quarta; Metrô quer 16 trens rodando. Em caso de descumprimento, multa é de R$ 50 mil por dia, define tribunal. 

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou no inicio da noite desta terça-feira (15) que metade dos trens do metrô do Distrito Federal entre em circulação a partir desta quarta-feira (15). Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 50 mil por dia. A decisão é provisória. 

Segundo o presidente do TRT-DF, André Damasceno, o percentual foi estabelecido devido à remota possibilidade de conciliação entre as partes antes do julgamento. “Evidentemente ainda não atende a necessidade da população. Mas ameniza os efeitos da greve até o julgamento.” 

A decisão definitiva ainda não tem data marcada devido ao andamento do processo. De acordo com o tribunal, provas ainda estão sendo juntadas.

O Metrô-DF informou que espera que o sindicato cumpra a determinação do TRT. A companhia espera trabalhar com 16 trens a partir das 6h desta quarta (16). Normalmente, a empresa opera com 24 veículos nos horários de pico, mas mantém outros oito à disposição para possíveis imprevistos. 

G1 tentou contato com o Sindicato dos Metroviários do DF, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

Na última sexta (11), após uma audiência que determinou sem acordo entre Metrô, empregados e o GDF, a diretora do sindicato Tânia Viana disse que a paralisação iria continuar por tempo indefinido.  A greve foi retomada na segunda (14). 

As principais reivindicações em relação à segurança dos empregados e dos usuários ficaram fora da pauta. Temos colegas que estão trabalhando nove horas e meia, sem refeição e em seis dias por semana, fazendo movimento repetitivo”, disse. 

O sindicato pedia redução de carga horário de 8 para 6 horas. O Metrô não aceitEntre as propostas da empresa estavam a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 5% no ano passado, mais 1,5% sobre salários e benefícios, 110 bilhetes de quebra de caixa, implementação de previdência complementar a partir de janeiro de 2015 e correção de distorções salariais no período de 2005 a 2009. 

A greve teve início à meia-noite do último dia 4. Segundo o secretário de Relações Intersindicais do Sindicato dos Metroviários do DF (SindiMetrô-DF), Dione Aguiar, a companhia interrompeu as negociações e negou quase todos os pedidos da categoria. 

O Sindicato dos Metroviários reivindicava correção das distorções salariais do plano de carreira, redução da jornada de trabalho para seis horas, reajuste salarial de 10%, previdência complementar e aumento da quebra de caixa da bilheteria. 

De acordo com o sindicato, o sistema conta hoje com 1.080 funcionários sendo 600 do setor operacional. Ao todo, 160 mil pessoas utilizam diariamente este tipo de transporte. 

Na segunda (7), a companhia entrou com uma ação pedindo para que o TRT julgue abusiva a paralisação, afirmando que não há argumentos que justifiquem o ato, pois todos os acordos coletivos estão sendo cumpridos. 

Na ação, a companhia solicitou que 100% dos empregados trabalhem nos horários de pico e 80% dos funcionários atuem nos outros períodos. Desde o início da greve, 30% do quadro estão em serviço. 

Na última quarta-feira (9), empresa e empregados participaram de outra audiência, também no TRT. Na ocasião, os metroviários aceitaram suspender a greve até a reunião de sexta-feira. No fim de semana, o sistema operou sem alteração no efetivo.


G1 – 15/05/2014

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