quinta-feira, 17 de abril de 2014

Metrô do DF reduz velocidade de trens devido a rachadura em trilho

foto Lucas Salomão
Problema é entre Arniqueiras e Guará; sindicato vê ameaça de acidente. Empresa diz que reparo provisório está sendo feito e nega haver riscos.

A velocidade do metrô do Distrito Federal entre as estações Arniqueiras, em Águas Claras, e Guará precisou foi reduzida para 40 quilômetros por hora desde terça-feira (17) devido a uma rachadura em um dos trilhos. A velocidade normal dos trens é de 60 quilômetros por hora.

A presidente do Sindicato dos Metroviários, Tânia Vieira, afirma que a rachadura coloca em risco a vida dos usuários e que o trem deveria ir e voltar numa única via. A direção do Metrô nega.

"Os trens não deveriam estar circulando sobre essa rachadura. Na verdade, para a segurança do usuário, o trem deveria, daqui de Águas Claras até o Guará, estar indo e voltando numa única via para preservar a vida das pessoas. Mas o metrô, com a negligência gerencial dele, está colocando em risco a vida das pessoas, passando por cima dessa rachadura que a qualquer momento pode descarrilar um trem."

O diretor do Metrô José Paiva confirma que o trecho está com problemas, mas afirma que a segurança dos passageiros não é afetada. Segundo ele, um serviço provisório está sendo feito no trilho durante a noite.

“O que ocorre é que nesse trecho onde foi detectada a necessidade desse trabalho é imposta uma redução da velocidade para 40 quilômetros por hora, porque as equipes de manutenção ainda precisam concluir o serviço e ele só pode ser feito durante o período da noite”, disse.

A diretora do sindicato, no entanto, afirma que com o equipamento adequado, o serviço poderia ter sido concluído em até duas horas. “Isso é uma questão urgentíssima para ser feita na hora que acontece. Não é esperar uma noite, duas noites”, disse.

Manutenção

O serviço de manutenção do Metrô é realizado pelo Consórcio Metroman desde 2007. O contrato venceu em setembro do ano passado e a mesma empresa foi contratada em caráter emergencial em novembro. Uma nova concorrência está prevista para ser aberta em maio.

O valor do contrato emergencial foi 30% inferior ao praticado anteriormente e corresponde a R$ 7 milhões por mês. À época, a então presidente do Metrô, Ivelise Longhi, justificou o valor menor à “experiência” do consórcio e à redução do serviço ao “estritamente necessário”.

Até o início do ano passado, o consórcio era formado pelas empresas Siemens e Serveng-Civilsan. Investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suspeita de formação de cartel com a Alstom para obras de manutenção do Metrô de São Paulo e do DF, a Siemens deixou o consórcio no início do ano e foi substituída pela MGE.

Greve

Nesta quarta-feira (16), após determinação do Tribunal Regional do Trabalho, o metrô aumentou para metade da frota a quantidade de trens rodando durante a greve dos metroviários, iniciada no dia 4.

Na última sexta (11), após uma audiência que terminou sem acordo entre Metrô, empregados e o GDF, a diretora do sindicato Tânia Viana disse que a paralisação iria continuar por tempo indefinido. A greve foi retomada na segunda (14). O sindicato pedia redução de carga horária de 8 para 6 horas. O Metrô não aceitou.

Na semana passada, 40 pessoas foram presas durante um protesto contra  demora e superlotação de trens do Metrô. O problema ocorreu depois que representantes do sindicato bloquearam o acesso de pilotos e invadiram a sala de controle dos veículos, no sexto dia de greve. Os passageiros deixaram a estação de Ceilândia Centro e bloquearam o trânsito da Avenida Hélio Prates.

Os manifestantes teriam se irritado com a situação, que provocou um atraso superior a uma hora, e danificado alguns trens, além de acionar o botão de emergência. Por prevenção, a direção da autarquia decidiu suspender a operação em três estações de Ceilândia, desenergizando a via

G1 – Isabella Formiga - 17/04/2014

Comentários do SINFERP


E nada a ver com a greve. Fosse na CPTM, e seria “sabotagem”.

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