quarta-feira, 9 de abril de 2014

Gay diz ter sido agredido por seguranças da CPTM

Ele teria sido espancado na estação Barra Funda no domingo (6). A CPTM informou que ouvirá todos os agentes presentes no local.

Um homem de 33 anos acusa seguranças da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de o terem agredido na estação Barra Funda, em São Paulo, na noite de domingo (6).  Agripino Magalhães, assessor parlamentar de 33 anos, disse que a agressão foi motivada por homofobia. O assessor conta que estava no banheiro da estação quando um guarda entrou e o ofendeu.

Em nota, a CPTM informou que está apurando os fatos. "Caso seja verificado o não cumprimento dos procedimentos internos serão tomadas medidas administrativas cabíveis", informou a companhia.

O assessor conta que estava usando a pia quando um dos agressores gritou: 'esse banheiro só fica cheio de veado' e o encarou. Ele teria respondido antes de ser agredido.

“Eu falei que ele estava em um lugar público e que qualquer um pode frequentar aquele ambiente, rico, pobre, negro, branco, homossexual... Aí ele me deu um chute que eu caí no chão. Ele fez um chamado no rádio e chegaram mais 10 [seguranças]”, disse.

Segundo Agripino, os 11 guardas o tiraram do banheiro e o chutaram, o arrastaram e o jogaram várias vezes na parede. Um jovem que tentou filmar a ação foi ameaçado de morte, ainda de acordo com ele.

Uma testemunha diz ter presenciado o fato e confirmou as informações. Jeniffer Vilela, artesã de 40 anos, disse que não conhecia Agripino. “Eu estava chegando na estação Barra Funda e vi o corre-corre dos seguranças, eles estavam indo na direção dos banheiros. Quando eu cheguei, vi que o cara deu um tapa tão violento nele que ele caiu encima do outro segurança. Aí ele foi pra cima do outro rapaz que estava filmando e falou ‘me da o celular aqui, você não vai filmar nada’ e deu um tapa na mão dele que o celular foi voar longe”, contou.

Jeniffer disse que também sofreu agressões verbais e que o objetivo dos guardas era tirar Agripino da estação. “Eles me chamaram de vagabunda, mandaram a gente tomar naquele lugar, falaram que a gente não sabe o que está fazendo, no que está se metendo”, disse. “Os guardas queriam tirar ele de lá. 'Assim que ele sair, eu dou um pau nele lá fora', um deles falou”, completou.

CPTM apura o caso

A CPTM informou, por meio de nota, que vai apurar os fatos e ouvir todos os possíveis envolvidos. Veja a íntegra da nota abaixo:

"A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) está apurando os fatos dessa ocorrência e ouvirá todos os agentes presentes no local. Caso seja verificado o não cumprimento dos procedimentos internos serão tomadas medidas administrativas cabíveis.

A Companhia orienta aos usuários que, caso presenciem qualquer irregularidade, informem também através do SMS Denúncia, pelo telefone 97150-4949 ou pela Central de Atendimento ao Usuário, 0800 55 0121 e pelas Redes Sociais da Companhia."


G! – 07/04/2014

2 comentários:

Paulo Lima disse...

Engraçado! Os caras que furtam, assaltam, enche o saco(esses Pedintes de moedas e Pregadores) e ficam esfregando na cara de pal no bumbum das miulheres, dentro do Metro e Trens. Ninguem faz nada!
Agora se for um Gay que talvez só pediu informação, um cara FerroFã(como nós) que estava tirando as fotos dos Trens ou se voçe ficar só de bobeira parado em fazer nada. Os seguranças estão a disposição para te questionar, dar voz de prisão e dar muitas porradas.
Aburdo isso! Me revolto

SINFERP disse...

Infelizmente o que diz é a mais pura verdade. Infelizmente. Fosse bom e bonito, e não haveria empresa sem interesse em facilitar fotos, não é?