terça-feira, 8 de abril de 2014

Fábrica começa a testar o novo bonde de Santa Teresa (RJ) em Três Rios

A primeira composição do novo Sistema de Bondes de Santa Teresa já começou a operar em fase de testes dentro da fábrica em Três Rios, no Centro- Sul Fluminense. Vencedora da licitação, a Trans Sistemas de Transportes (T’Trans) prevê entregar até novembro os 14 bondes elétricos adquiridos pela Casa Civil. O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 110 milhões na modernização de todo o sistema, que inclui fabricação dos bondes e a reforma da rede elétrica, trilhos, oficina e controle operacional.

Mantendo as características visuais do modelo antigo, as novas composições receberam as tecnologias mais modernas do setor. Entre as novidades estão os estribos retráteis, que ficarão recolhidos durante a circulação para evitar que os passageiros viajem em pé. Cada veículo terá capacidade para 32 pessoas, que ficarão protegidas por um travessão. Em metade da frota haverá um espaço para cadeira de rodas.

- O bonde antigo era feito de madeira e esse novo tem a estrutura interna toda feita em aço, com revestimento em fibra de vidro. Ele tem três tipos de redundância de freio, em um sistema de tração moderno que reduziu o peso em 200 quilos. Esse produto recebeu as melhores técnicas e estamos devolvendo um cartão-postal do Rio com toda segurança e funcionalidade – afirmou Umberto Giavina-Bianchi, gestor de contratos da T’Trans.

O primeiro bonde ficará em teste na fábrica por 45 dias antes de ser entregue ao Governo do Estado. Com os novos trilhos sendo instalados em Santa Teresa, a previsão é de que ele chegue ao bairro histórico em maio para iniciar os testes na via.


Correio do Brasil – 04/04/2014

4 comentários:

Paulo Lima disse...

Apesar que sou a favor de subistituir uma metade dos Bondes, para VLTs. Mais os Moradores foram contras.... não dar para entender.
Assim, ficaria igual Lisboa. Onde na mesma linha roda o Bonde Classico(a importância de preservar)e o VLT(Bonde Moderno).
Acredito que pela falta de conhecimento da população do Bairro(ignorancia mesmo), rejeitaram o VLT para Santa Tereza.

SINFERP disse...

Permita-nos desta vez discordar, Paulo Lima. Os bondes de Santa Tereza (RJ) e de Lisboa fazem parte da paisagem cultural dessas localidades. Também o bonde de Santos, que não será aposentado por conta da implantação do VLT da Baixada.

Paulo Lima disse...

Não, sou contra também de tirar todos os Bondes de Santa Tereza, e por tudo só VLTs.Realmente vai ficar mesmo bizarro rsrrs, e muitos Urbanistas e Arquitetos especializados em Patrimônio Histórico, vao criticar com razões.
O que defendo, o que Lisboa fez. E continuar a deixar os Bondes antigos circulando para os Moradores e Turistas. E por mais alguns VLTs para circular junto com os Bondes, dividindo a mesma linha. E Santa Tereza, poderia ao menos colocar dois ou só um mesmo o VLT. E o restante continua com os Bondes antigos. E essa ideia que defendo. Por exemplo, o VLT é acessivel e fechado, dando mais conforto e segurança para cadeirante e Senhores de idades. O Bonde além de ser aberto, não é acessível para um cadeirante por exemplo, e tem piso alto para os Senhores desembarcarem. Ou seja, defendo que as Cidades preservem os Bondes(isso é muito bom), e poe também ao menos dois VLTs.
No caso de Santos, o Bonde Antigo nao tem nada haver com o VLT da EMTU que está sendo implantado. Porque o Bonde circula na parte antiga da Cidade. E o VLT vai ligar Santos a São Vicente(vai ligar dois Centros das Cidades) e vai passar próximo ao Centro Antigo de Santos, talvez no Projeto do VLT , prevê que a Linha cruze com a Linha do Bonde.

SINFERP disse...

Isso é legal. Covenhamos: que graça teria andar pelas ruas estreitas da Alfama e chegar ao Castelo de São Jorge, não fosse pelo "electrico".rrsr