domingo, 13 de abril de 2014

Empresário alvo de ações acusa delator do cartel dos trens

Dono da T’Trans, Giavina sugere que Rheinheimer recebia propina de outras empresas com base em carta de outro executivo.

Denunciado à Justiça em 4 de 5 ações criminais contra executivos do cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, o dono da T’Trans, Massimo Giavina Bianchi, mira o principal delator do esquema, Everton Rheinheimer, ex-executivo da Siemens que fez acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "É um escroto. Desceu de paraquedas na Siemens, é muito prepotente", afirma o empresário, o primeiro dos 30 executivos que são alvo do Ministério Público Estadual a falar publicamente sobre as denúncias apresentadas pela Promotoria.
Giavina sugere que Rheinheimer recebia propina de outras empresas – o que deduz a partir de uma pilha de papéis que tem no escritório no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, em especial a cópia de uma carta do empresário Maurício Memória, da Temoinsa, enviada ao delator e datada de 4 de dezembro de 2002.
"Vou cumprir na íntegra o que ofereci", diz Memória, referindo-se a um pagamento de R$ 1,5 milhão. A carta, afirma o proprietário da T’Trans, consta de material em posse do Cade. O órgão não confirma nem desmente a informação.
Indagado sobre a existência ou não de corrupção no setor público, Giavina mostra-se enigmático. E sorri. Como alguém que está mandando um recado.
O sr. é acusado em 4 denúncias da promotoria contra o cartel.

Estou muito chateado. O cerne da questão é que eu sou famoso, não é? Tenho 42 anos na área. Os caras falam de mim.
Quem fala?

A denúncia da Siemens. Nunca tive uma reunião com o cara, o tal Peter (Gölitz, leniente da Siemens)! Falou que teve ‘n’ reuniões na T’Trans. Nem conheço o cara. Quero acareação. A prova de que não participo (do cartel) está muito clara. Não consegui participar da licitação do metrô de Porto Alegre nem do de Belo Horizonte, os caras fecharam o mercado para mim. Ué? Eu não fazia parte da turma?
A que atribui o cerco ao sr.?

Sou independente. Tenho uma história de alavancar o setor. Agora, preciso dar trabalho para a minha empresa. Não faço parte de grandes grupos multinacionais. O ‘grande grupo’ T’Trans. Eu faturo R$ 80 milhões por ano! Um milésimo desses caras. Sou o grande homem?
Por que, então, a Siemens coloca a T’Trans na leniência?

Ela precisava acusar as outras. O que acharam na busca e apreensão feita na T’Trans? Absolutamente nada que corroborasse esse conluio.
O Estado de São Paulo – Fausto Macedo e Fernando Gallo - 12/04/2014

2 comentários:

Anônimo disse...

Começou o bang bang........Tiro para todo o lado!!!! kkk

SINFERP disse...

Bang-bang, mesmo, quando enquadrar o primeiro agente público envolvido nessa história. rsrsrs