quarta-feira, 16 de abril de 2014

Após decisão do TRT, Metrô-DF opera com mais trens nesta quarta

foto Luiza Cristina Maciel
Determinação provisória obriga que 50% dos veículos entrem em operação. Sindicato diz cumprir decisão; Metrô afirma que 10 dos 24 trens trafegam. 

Após determinação do Tribunal Regional do Trabalho, o Metrô do Distrito Federal aumentou o efetivo na manhã desta quarta-feira (16), durante a greve da categoria. A decisão provisória é de que o sistema opere com metade da frota, mas segundo o Metrô-DF, apenas 10 dos 24 trens trafegavam nas vias por volta das 7h30.

Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 50 mil por dia. Nesta manhã, os trens estavam trafegando em velocidade reduzida em alguns trechos e paravam entre algumas estações. Mesmo no horário de pico, a espera pelo transporte demorava até 30 minutos nesta quarta. Até esta terça, o sistema operava com 30% do efetivo.

A diretora do Sindicato dos Metroviários Tânia Viana afirmou que a determinação está sendo cumprida e o sistema opera com 12 trens nos horários de pico.

"Em um primeiro momento, nós vamos acatar a decisão. Depois nós vamos ver o que vamos fazer, pois até impedidos de entrar em qualquer lugar da empresa. Nenhum dirigente sindical pode entrar."

Segundo Tânia, o advogado do sindicato recebeu a determinação às 23h, uma hora antes de entrar em vigor. "Como eles querem que a gente se organize em uma hora?", diz a dirigente sindical.

Segundo o presidente do TRT-DF, André Damasceno, o percentual foi estabelecido devido à remota possibilidade de conciliação entre as partes antes do julgamento. “Evidentemente ainda não atende a necessidade da população. Mas ameniza os efeitos da greve até o julgamento.”

A decisão definitiva ainda não tem data marcada devido ao andamento do processo. De acordo com o tribunal, provas ainda estão sendo juntadas.

Na última sexta (11), após uma audiência que terminou sem acordo entre Metrô, empregados e GDF, a diretora do sindicato Tânia Viana disse que a paralisação iria continuar por tempo indefinido. A greve foi retomada na segunda (14).

“As principais reivindicações em relação à segurança dos empregados e dos usuários ficaram fora da pauta. Temos colegas que estão trabalhando nove horas e meia, sem refeição e em seis dias por semana, fazendo movimento repetitivo”, disse.

O sindicato pedia redução de carga horária de 8 para 6 horas. O Metrô não aceitou.

Entre as propostas da empresa estavam a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 5% no ano passado, mais 1,5% sobre salários e benefícios, 110 bilhetes de quebra de caixa, implementação de previdência complementar a partir de janeiro de 2015 e correção de distorções salariais no período de 2005 a 2009.

A greve teve início à meia-noite do último dia 4. Segundo o secretário de Relações Intersindicais do Sindicato dos Metroviários do DF (SindiMetrô-DF), Dione Aguiar, a companhia interrompeu as negociações e negou quase todos os pedidos da categoria.

O Sindicato dos Metroviários reivindicava correção das distorções salariais do plano de carreira, redução da jornada de trabalho para seis horas, reajuste salarial de 10%, previdência complementar e aumento da quebra de caixa da bilheteria.

De acordo com o sindicato, o sistema conta hoje com 1.080 funcionários sendo 600 do setor operacional. Ao todo, 160 mil pessoas utilizam diariamente este tipo de transporte.

Na segunda (7), a companhia entrou com uma ação pedindo para que o TRT julgue abusiva a paralisação, afirmando que não há argumentos que justifiquem o ato, pois todos os acordos coletivos estão sendo cumpridos.

Na ação, a companhia solicitou que 100% dos empregados trabalhem nos horários de pico e 80% dos funcionários atue nos outros períodos. Desde o início da greve, 30% do quadro estão em serviço.

Na última quarta-feira (9), empresa e empregados participaram de outra audiência, também no TRT. Na ocasião, os metroviários aceitaram suspender a greve até a reunião de sexta-feira. No fim de semana, o sistema operou sem alteração no efetivo.


G1 – 16/04/2014

2 comentários:

Paulo Lima disse...

Sobre o VLT de Brasília, esperamos que o Governador licita logo(estao demorando muito) ao menos o re-estudo da Linha do VLT que iria ligar o Aeroporto a ASA Central.
Enquanto o VLT ainda está na fase de Licitação passos de tartaruga(pelo jeito..), os BRTs do DF só ganhando força e tomando conta de toda área. Vai ser inaugurado nesse mês, o BRT que vai ligar a Área Central de Brasília ao Gama(Cidade da Região Metropolitana). Tudo bem, o BRT é bom também e melhora o tranporte. Mais é o VLT que circularia na área Central de Brasília? O Governo esqueceu de licitar??
Rsrsrsrs.... eu pessoalmente fico triste as vezes, sabe.

SINFERP disse...

Esse VLT de Brasília é uma novela...