sábado, 1 de março de 2014

Trabalhadores do setor ferroviário de Portugal marcam greve para março

Trabalhadores da EMEF, CP, REFER e CP-Carga agendam protestos para 11 e 13 de março “por um Serviço Ferroviário público, de qualidade e seguro, que corresponda às necessidades do País e dos Portugueses” e pelo fim do ataque aos direitos laborais.
Após um encontro que teve lugar esta terça feira, os representantes dos trabalhadores e reformados do setor ferroviário anunciaram uma jornada de luta que inclui o agendamento de um Plenário Nacional de Trabalhadores da EMEF, a ter lugar no dia 11 de março no Entroncamento, e que reunirá os trabalhadores do Porto, Barreiro, Lisboa e Entroncamento, e uma greve de 24 horas, na CP, REFER e CP-Carga, no dia 13 de março.
Num comunicado emitido após o encontro é reivindicado o fim da redução e congelamento dos salários, reformas e pensões e o cumprimento integral dos Acordos de Empresa em todas as suas matérias, bem como o imediato cumprimento do direito às concessões para todos os ferroviários e suas famílias.
Os trabalhadores e reformados do setor batem-se ainda pelo fim do “processo em curso de liquidação e pulverização do Sector Ferroviário Nacional onde o único objetivo estratégico tem sido o criar de novas oportunidades de negócio para os grandes grupos económicos, custe o que custar aos ferroviários, aos utentes e ao país” e reclamam “um Serviço Ferroviário público, de qualidade e seguro, que corresponda às necessidades do País e dos Portugueses”.
Em declarações à agência Lusa, o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, reforçou que na génese da iniciativa está “o corte dos salários e dos direitos” no setor, assim como “as políticas de privatização/concessão e destruição do serviço público ferroviário”.

Esquerda.net – 19/02/2014

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