sábado, 22 de março de 2014

Empresas acusadas de cartel de trens prometem cooperar com CADE

A Siemens, a Alstom, a Bombardier e a Mitsui & Co (Brasil) informaram que estão cooperando com as investigações.
A Secretaria dos Transportes do Rio de Janeiro declarou que o consórcio chinês CMC-CNR-CRC foi o vencedor da licitação realizada para aquisição de 60 novos trens urbanos porque apresentou o menor preço entre as cinco empresas participantes, oferecendo valor 51% mais baixo do que a quinta colocada. A Siemens, a Alstom, a Bombardier e a Mitsui& Co (Brasil) informaram que estão cooperando com as investigações.

Em São Paulo, o Metrô e a CPTM reiteraram "que estão colaborando com os órgãos que investigam as denúncias". "O Governo do Estado é o maior interessado em apurar os fatos e exigir ressarcimento aos cofres públicos. A Corregedoria Geral da Administração está investigando todos os contratos citados no acordo de leniência." "Seguindo recomendações da CGA, Metrô e CPTM instauraram processos administrativos para declarar inidôneas a Siemens e demais empresas suspeitas de formação de cartel, em conformidade com a Lei das Licitações”. A MGE reafirmou que "continua cooperando com as autoridades".
A Caterpillar Brasil destacou que não opera no setor ferroviário. A Tejofran sustenta que o exame da formação de seus preços demonstrará seu caráter competitivo. O diretor-presidente da TTrans, Massimo Giavina-Bianchi, reagiu enfaticamente. "Participamos de apenas uma dessas licitações, e junto com outra empresa porque não tínhamos uma carta de garantia. Não tínhamos o porte das outras empresas. Elas vão se associar a mim e eu a elas para quê? Minha empresa tem 90% do setor de bilhetagem no País, não preciso participar de conluio."
O criminalista Eduardo Carnelós disse que Arthur Teixeira jamais participou de cartel. "Ele é consultor na área metroferroviária. O Cade vem se portando como braço partidário."
A Trensurb disse que seus gestores desconhecem ilegalidade na licitação dos novos trens. O Metrô-DF anotou que "caso fique comprovado prejuízo ao erário, tomará todas as providências necessárias para buscar o ressarcimento." A CBTU disse que desconhece qualquer prática de irregularidade por parte das empresas que participaram da licitação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Época Negócios – 21/03/2014
Comentário do SINFERP

A continuar assim e restará concluir que nunca existiu cartel. Se, porém, existiu, certamente foi formado pelos maquinistas. Afinal, não eles os “culpados” de sempre? Interessante observar, porém, que os chineses capazes de apresentar um preço tão competitivo no Rio de Janeiro, são perdedores em licitações da CPTM

6 comentários:

Anônimo disse...

Ai fica a pergunta : qual é o motivo delas serem citadas , é por acaso ou "coisas do além" ? Famoso ditado popular : "Quem não deve não teme"

SINFERP disse...

É um universo pequeno, no qual vendedores e compradores são sempre os mesmos. Um "clã", entende.

Anônimo disse...

Sem saúde , sem educação , sem transporte decente e agora sem água : http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2014-03-22/maior-crise-hidrica-de-sao-paulo-expoe-lentidao-do-governo-e-sistema-fragil.html

Governo Coxinha de Negócios !!!!!!!

SINFERP disse...

Mas com muita arrogância, centralização e exclusão.

Anônimo disse...

Na Folha de São Paulo de hoje, saiu que o novo Presidente de CAF Brasil e filho do assessor de gabinete do Governador Alckmin. O cartel está mais na cara que nunca, as relações promíscuas vem de cima, aí você chega nos abrigos e aquela zona, técnico da CAF que e filho, sobrinho, compadre, sócio, namorada de supervisor, engenheiro, chefe e gerente da CPTM. Promiscuidade e pouco.

Anônimo disse...

e o antigo presidente da CAF brasil, paulo fontenele era ministro dos transporte no governo FHC. até agora a dubida que paira é, porque quase não citam a CAF nessas investigações?