sexta-feira, 21 de março de 2014

Alstom pagou R$ 48 milhões em propina e superfaturamento, diz ex-executivo

Valor foi pago por contrato de R$ 263 milhões na área de energia elétrica. Denunciante diz que houve suborno a servidores e políticos do PSDB.

Um ex-executivo da empresa Alstom fez uma nova denúncia ao Ministério Público sobre pagamento de propina em contratos com estatais paulistas durante governo do PSDB, em 1998, conforme noticiou o Jornal Nacional.  A novidade é que teria havido, também, superfaturamento em negociações na área de energia elétrica.

O ex-executivo disse que a empresa pagou suborno a servidores e políticos do PSDB para fechar um contrato com estatais de energia no estado de São Paulo. Em nota, o partido afirmou que não participou nem participa de conluios para extorquir dinheiro público e confia nas investigações em curso.

O contrato, em valores atualizados, foi de R$ 263 milhões. O ex-executivo da Alstom diz que desse total, 48 milhões foram de propina e de superfaturamento. A denúncia foi publicada na edição desta quarta-feira (19) do jornal “Folha de S. Paulo”.

O ex-executivo entregou aos promotores esta planilha e mostrou como o dinheiro era dividido. A maior parte era de propina para servidores e políticos do PSDB. O restante foi o sobrepreço dos equipamentos que a Alstom vendeu a empresas de energia do governo de São Paulo.

A Alstom também é suspeita de fazer parte de um cartel que teria atuado na área de trens urbanos, em São Paulo. O Jornal Nacional teve acesso a uma nova denúncia, feita ao Ministério Público, por um funcionário do Metrô, que pediu para não ter o nome revelado. A testemunha disse que ex-diretores do Metrô comandaram um esquema que favorecia as empresas do cartel.

A testemunha disse ainda que um dos diretores passava para as empresas informações privilegiadas sobre as licitações. Outro diretor dava aval para a contratação delas. O esquema seria chefiado por um terceiro diretor, que na hierarquia do Metrô, estava acima dos dois primeiros.

Ainda segundo a testemunha, o chefe do esquema recebia propina da concessionária que administra a Linha Amarela do Metrô.

Em nota, a concessionária via quatro, que administra a linha amarela, afirmou que só tomou conhecimento agora das denúncias de irregularidades - e que aguardará uma convocação do Ministério Público para dar explicações.


G1 – 19/03/2014

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