sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Morre mulher ferida em confusão com seguranças da CPTM

Vigilante de 38 anos, que alegava estar grávida, foi barrada de vagão preferencial; acabou caindo e sendo atingida na cabeça por um trem.

SÃO PAULO - A vigilante Nivanilde de Silva Souza, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira, 28, segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, em Santa Cecília. De acordo o hospital, a família de Nivanilde não autorizou a divulgação da causa da morte que aconteceu por volta das 2h30. Ela estava internada desde a terça-feira, 25, depois de cair na plataforma ao ser abordada por seguranças na Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Na quarta-feira, 26, o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur), responsável também pela CPTM, disse que a mulher era gestante e que um estagiário de 17 anos queria impedir sua entrada no vagão preferencial. O acidente aconteceu quando os seguranças foram retirá-la dali.

A polícia informa que o estagiário alega que a passageira não apresentou documento comprovando que estava grávida e por isso foi barrada. De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente pegou a vítima pelo braço e ela o empurrou, tentando se desvencilhar.
Durante a briga Nivanilde teria tropeçado, após uma rasteira do rapaz, mas conseguiu se apoiar na grade. O estagiário nega ter agredido a mulher.
A mulher caiu novamente e bateu a cabeça logo depois da ação dos seguranças. As testemunhas, entretanto, não viram o momento da queda. Nivanilde foi levada para a Santa Casa de Misericórdia em estado grave. Uma das testemunhas também disse que passou pela estação em outros dias e já havia presenciado atitudes grosseiras do estagiário.
O caso foi registrado inicialmente na Delegacia do Metropolitano (Delpom) como abuso de autoridade e lesão corporal gravíssima. Os seguranças, que ficarão afastados até o fim da investigação, segundo a CPTM. Eles disseram em depoimento que a mulher caiu em meio à confusão, quando tentava se soltar.

O Estado de São Paulo – Laura Maia de Castro – 28/02/2014

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