quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Família de mulher que foi jogada nos trilhos do Metrô se diz revoltada

Maria da Conceição Oliveira perdeu o braço direito. Homem que a empurrou para os trilhos ainda não foi identificado.

"Só Deus sabe o tamanho da minha dor e da minha revolta", afirma a autônoma Ana Lívia de Souza, de 28 anos, irmã da auxiliar administrativa Maria da Conceição Oliveira, que foi jogada nos trilhos da estação Sé do Metrô  na terça-feira (25). Maria perdeu o braço direito e segue internada na Santa Casa em São Paulo.

A família da auxiliar administrativa visitou o hospital na manhã desta quinta-feira (27). Segundo Ana Lívia, a irmã passa bem e está confiante. "Ela disse que foi uma maldade muito grande. Disse que nasceu de novo", conta. Maria não viu a pessoa que a agrediu, mas se lembra de estar ao lado de um homem na plataforma.

Segundo a família, Maria completou 27 anos na terça-feira. Ela e a irmã já haviam comprado um vestido para comemorar a data. "A gente ia comemorar o aniversário mais tarde", afirma Ana Lívia.

Marido de Maria da Conceição, o músico Cleber Luís Ciqueira, de 44 anos, disse que os dois moravam juntos há 5 meses, mas namoravam há 5 anos.

A mãe de Maria da Conceição, Maria das Neves Oliveira, espera uma recuperação rápida da filha. "Ela só fala do braço e que está careca. Sei que vai ser difícil quando ela olhar no espelho e ver como ficou", disse. A mãe disse ter esperança de que o suspeito será preso. "Quero olhar no olho dele e perguntar: 'por que você fez isso?'". Para ela, Maria da Conceição ganhou uma nova vida. "Era o dia do aniversário dela e ela ganhou outra vida. É isto o que está me consolando", diz.

As imagens obtidas pela Polícia Civil mostram um homem ainda não identificado colocou o pé na frente e empurrou Maria da Conceição Oliveira, de 27 anos. “Ele saiu rindo”, disse o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, Osvaldo Nico Gonçalves, que apura o caso.
Maria foi jogada poucos instantes antes da passagem de um trem, que seguia sentido Itaquera. Ela perdeu um braço após ser atingida pelo trem.
O incidente interrompeu a circulação na Linha 3-Vermelha por 15 minutos. Os trens que seguiam no sentido Corinthians-Itaquera voltaram a circular logo depois da mulher ter sido retirada da via. As plataformas ficaram lotadas.

G1 – Letícia Macedo - 27/02/2014

Comentário do SINFERP


Fale-se o que quiser, mas os usuários de “linha de frente” nas plataformas das estações de trens do Metrô e da CPTM correm imenso risco, inexistente apenas nas estações da Via Quatro. O malfeitor não foi identificado? Não importa, pois a responsabilidade objetiva é do Metrô SP. 

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