terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Polícia recomenda esvaziamento de cidade após colisão de trens nos EUA

Acidente provocou gigantesca explosão de trem carregado com petróleo. Xerife mandou esvaziar Casselton, de 2,4 mil habitantes.

As autoridades de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, solicitaram nesta segunda-feira (30) que os moradores de um pequeno povoado deixem suas casas após uma gigantesca explosão que foi ocasionada após a colisão de dois trens, um deles carregado com petróleo.

O escritório do xerife do condado de Cass informou que "recomenda categoricamente" aos moradores da cidade de Casselton, de 2,4 mil habitantes, e a qualquer pessoa que viva a 8 km ao sul e ao leste desta mesma localidade, que deixem suas residências e se dirijam para os abrigos situados na cidade de Fargo, a cerca de 40 km de distância.

Até o momento, não há informações sobre feridos relacionados com a explosão, que gerou chamas de mais de 30 metros de altura quando um trem carregado de petróleo colidiu com outro que transportava cereais.

Os serviços de emergência locais que tiveram acesso ao local do acidente reportaram que até 10 vagões do trem estavam completamente em chamas, informou a sargento Tara Morris aos jornalistas.

A coluna de fumaça podia ser vista a 40 km de distância, de acordo com o subdiretor do Departamento de Bombeiros de Fargo, Gary Lorenz.

"Um vagão se desprendeu e houve uma enorme bola de fogo que se elevou por dezenas de metros no ar", disse Lorenz, segundo a emissora de TV "NBC News".

G1 – 31/12/2013

Renasce a Leopoldina - filme de meados de 1950


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Maior ferrovia de alta velocidade do mundo [China] completa um ano

A mais longa ferrovia de alta velocidade do mundo, que interliga a capital chinesa Beijing e a cidade de Guangzhou, completou nessa quinta-feira (26) um ano. Ao longo de um ano, foram transportados mais de 95 milhões de passageiros.

Segundo Guangzhou Railway Group, a corporação de ferrovia de Guangzhou, 50 mil trens-bala percorreram mais de 100 milhões de quilômetros durante o período. O intervalo mínimo de partida é de cinco minutos.

A ferrovia Beijing - Guangzhou interliga o sul e norte do país e está conectada com as diversas ferrovias de alta velocidade, formando uma rede entre as províncias de Guangdong, Hunan, Hubei, Henan, Hebei e a capital Beijing. Essa interligação oferece grande facilidade para o deslocamento e a logística de 28 cidades ao longo da ferrovia.

CRJ Online – 27/12/2013

Chegada ao Rio de Janeiro das locomotivas AS 616 para a Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1952


domingo, 29 de dezembro de 2013

Árvore cai e interrompe operação de trem do Corcovado, no Rio

foto Mariucha Machado
Visitantes relatam transtorno e frustração por precisar adiar visita.  Uma árvore caiu na fiação; operação deve voltar na segunda-feira.

A operação do trem do Corcovado, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio, foi interrompida por volta das 7h30 deste domingo (24). De acordo com a companhia que administra o serviço, uma árvore caiu na fiação, provocando a queda de energia.

Segundo O relações públicas da companhia trem do Corcovado, Ricardo Pinna, o reparo foi atrasado devido à chuva que cai no Rio, e deve ser finalizado por volta das 21h. O retorno da operação está previsto para esta segunda-feira (25) pela manhã. Ainda de acordo com Pinna, devido ao mau tempo não havia muitos passageiros à espera do trenzinho.

Pela primeira vez no Rio, o representante comercial Rogério Machado, e 48 anos, ficou frustrado ao chegar no Trem do Corcovado, no Cosme Velho, e saber que o serviço de transporte até o Cristo Redentor estava inoperante na manhã deste domingo (24). “Vamos ter de voltar amanhã”, disse o cearense que veio à capital fluminense, acompanhado pela mulher e filha, comemorar o aniversário.

A família saiu de Fortaleza nesse sábado (23) e a visita ao Cristo era um dos passeios mais esperados. Havia a opção de subir de van, mas eles fazem questão do trenzinho. “Minha filha já fez o passeio e disse que a paisagem é deslumbrante. Preferimos voltar depois”, destacou a esposa Adriana Machado, 43 anos

A filha do casal, a estudante de jornalismo Juliana Machado, 21 anos, disse que estranhou o movimento quando chegou na estação. “A primeira vez que vim aqui estava absolutamente lotado, e hoje estava muito vazio”.

O contador Vinícius Roberto, 35 anos, saiu de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para levar a família para conhecer o Cristo e também teve de voltar atrás. “O maior transtorno foi porque compramos o ingresso pela internet. A administração disse que vamos ter de solicitar o reembolso para depois remarcar o bilhete”, lamentou.


G1 – Daniel Silveira - 24/12/2013

Vídeo registra momento da explosão em estação de trem na Rússia




Ataque suicida ocorreu na cidade Volgogrado. Ao menos 13 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da explosão em uma estação de trem neste domingo (28) em Volgogrado, na Rússia, que deixou ao menos 13 mortos.

O vídeo, gravado à distância, capturou o momento em que uma mulher detonou uma bomba presa ao próprio corpo na entrada da estação, que, de acordo com as autoridades, estava cheia no momento do ataque.

Funcionários regionais indicaram que a explosão ocorreu perto dos detectores de metais localizados na entrada da principal estação de trens "Volgogrado-1", quando ela estava repleta de passageiros.

Segundo a Reuters, 13 pessoas morreram. A EFE fala em 15 mortos, e a agência France Presse contabiliza ao menos 18 mortos.

Em uma lista preliminar divulgada pela agência de notícias Ria Novosti, há 36 pessoas feridas no hospital, incluindo jovens e uma criança de 9 anos. 

Ataque

A explosão foi registrada no interior da estação por volta das 12h45 locais (6h45 de Brasília), indicou Svetlana Smolianinova, uma porta-voz do ministério regional do Interior.

Pessoas foram retiradas rapidamente da estação por medo de que outra explosão ocorresse.

A cidade de Volgogrado, antiga Stalingrado, foi cenário em 21 de outubro do ataque mais grave ocorrido na Rússia nos últimos anos, quando uma terrorista proveniente do Cáucaso  matou seis pessoas em um ônibus

As mulheres suicidas, conhecidas como "viúvas negras", buscam se vingar da morte de membros de suas famílias nos confrontos no Cáucaso Norte atacando civis russos.

Este ataque é registrado poucas semanas antes da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno, entre 7 e 23 de fevereiro, na cidade de Sochi, nas margens do mar Negro e próxima à instável região do Cáucaso Norte.


G1 – 28/12/2013

Repetição de erros no modelo ferroviário

O anúncio oficial do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal fez aniversário em agosto/2013. De acordo com o cronograma anunciado há um ano e quatro meses, todos os 12 novos contratos de concessão, cerca de 11 mil quilômetros de novas ferrovias, já deveriam estar assinados e o ciclo dos primeiros R$ 56 bilhões de investimentos teria início. Nada disso aconteceu, nenhum edital foi publicado oficialmente e o governo insiste nos mesmos erros fundamentais: insegurança jurídica, instabilidade regulatória e alienação democrática.
Estes três erros foram repetidos no decreto nº 8.129, publicado no Diário Oficial da União em 24/10/2013. A norma busca institucionalizar o modelo híbrido de concessão ferroviária divulgado no anúncio do PIL como uma Parceria Público-Privada (PPP), mas formalmente estruturado nos documentos disponibilizados para Tomada de Subsídios pela ANTT, como uma Concessão Comum. Na prática, o modelo se tornou algo novo, pois funcionará como uma PPP, será regido pela Lei de Concessões Comuns (Lei nº 8.987/95) e, para completar, modificará totalmente o modelo regulatório do setor ferroviário, impactando nas concessões atualmente vigentes, cujo regime é diametralmente oposto, obrigando ginásticas regulatórias para compatibilização dos dois modelos por, ao menos, 15 anos.
O operador dessa nova estrutura é uma estatal com resultados precários, sem expertise na operação ferroviária
Com o novo decreto, o governo imagina diminuir a insegurança jurídica deflagrada com a incongruência do modelo de concessão criado para as ferrovias, sem respaldo legislativo. Ainda que seja discutível juridicamente se o modelo proposto está ou não albergado pela legislação, fato é que gerou insegurança no mercado, agravada pelas declarações do Ministro presidente do Tribunal de Contas da União acerca da insegurança jurídica criada no setor - em que pese a recente aprovação do modelo pelo mesmo Tribunal. Sem falar que grande parte da fragilidade do modelo não está somente na eventual falta de respaldo legal. O operador de toda esta nova estrutura jurídico-regulatória é uma empresa estatal repleta de questionamentos, com resultados operacionais precários, sem expertise na operação ferroviária e que assumiu passivos trabalhistas de seus antecessores (RFFSA e Geipot).
A falta de clareza sobre a forma de convivência dos modelos distintos de regulação que deverão conviver no Brasil influencia o setor de forma negativa. Até onde sabemos, o Brasil será o único país que adotará para um mesmo segmento (transporte ferroviário de cargas) dois modelos regulatórios diametralmente opostos. As concessões antigas foram modeladas como integração vertical, em que o concessionário administra a via férrea e opera o transporte de forma monopolista dentro de sua malha. Nesse modelo, a integração é feita por instrumentos de compartilhamento de infraestrutura (tráfego mútuo e direito de passagem - ainda pouco utilizados no Brasil). As concessões novas, adotarão o modelo open access, no qual o concessionário da malha ferroviária é proibido de operar o transporte sobre trilhos, remunerando-se apenas pela cobrança de tarifas dos usuários. No caso brasileiro, contudo, haverá uma flexibilização e a Valec pagará parte da remuneração dos concessionários apenas pela disponibilidade dos trilhos e os usuários pagarão outra parcela da remuneração conforme utilização. A pergunta é: como funcionará este sistema híbrido quando o transporte tiver de cruzar uma malha sob o regime novo e outra sob o regime antigo?
Por fim, outro erro é a excessiva centralização decisória do governo federal. Em um estado democrático de direito, como o brasileiro, a participação da população e do mercado deve ser considerada na ação estatal. As recentes ações do governo federal para promover o investimento em infraestrutura, contudo, estão se cegando às opiniões dos principais interessados, sejam investidores, prestadores dos serviços ou usuários. O setor elétrico sentiu isso em 2012, os portos estão enfrentaram essa situação, o setor de petróleo percebeu o impacto da postura do governo federal com o leilão sem competição para o campo de Libra. Já nos aeroportos, não se pode negar, houve sucesso, mas o placar permanece desfavorável. Para que lado irão as ferrovias?
Independentemente da adequação do modelo proposto, seu potencial de sucesso ou de melhoria teórica na prestação dos serviços e qualidade da infraestrutura, o governo federal tem de considerar - e já deveria ter aprendido - que mudanças dessa magnitude não podem ser tomadas tal qual se vê atualmente no Brasil. O respeito aos contratos, a independência regulatória e a participação democrática devem ser considerados. Além disso, ao estruturar uma mudança robusta na exploração de um setor deve-se atentar ao respeito à legislação vigente e à construção de um novo modelo estável. Apostar na Valec, com um modelo de concessão fragilizado, incertezas na regulação e sem atenção às críticas do mercado pode resultar em novas licitações vazias, mais judicialização destas questões e, pior que tudo isso, manutenção de nossa estagnação de investimentos em infraestrutura, comprometendo o desempenho econômico do país.

Valor Econômico -  Rosane Lohbauer e Rodrigo Barata – 27/12/2013

O aeromóvel brasileiro na África

Dois representantes da empresa sul-africana Bunengi Holdings Co., que trabalha com obras de mobilidade, mineração e agricultura na África subsahariana, vieram conhecer de perto o aeromóvel, em São Leopoldo. Foram recebidos por Oskar e Marcus Coester (ambos na direita). Deu certo. Russell Dowding e Terrence Wickham, trazidos para cá pelo jornalista e consultor Marcos Marinelli, acabaram assinando uma carta de intenções com a empresa gaúcha.

A Bunengi tem uma parceria com o governo da Tanzânia, onde vai revitalizar uma grande área a convite do governo daquele país. Para enfrentar o problema grave de mobilidade por lá (cheio de carros japoneses de segunda mão), eles vão construir uma linha de trem aéreo ligando o aeroporto de Dar Es Salaam (maior cidade daquele país, com quase 1,4 milhão de habitantes) ao centro da cidade, num percurso de 24 km. Os Coester embarcam para lá em janeiro para ver as demandas in loco.


Jornal do Comércio – Fernando Albrecht - 29/12/2013

Feira de trocas reúne amantes de miniaturas de trens em Sorocaba (SP)

Modelos reproduzem fielmente trens que circularam no interior paulista. Grupo está preparando maquete de antiga ferrovia para 2015.

Amantes do ferreomodelismo, hobby que reproduz em miniatura a operação das ferrovias reais, se reunirão neste domingo (29) para uma feira de trocas que será realizada na antiga Estação Ferroviária de Sorocaba (SP), a partir das 10h.

A iniciativa é organizada pelo Grupo Maquete Modular de Sorocaba, formado por nove estudiosos e colecionadores com o objetivo de difundir o hobby entre os moradores da região. As réplicas são padronizadas, na escala 1/87, ou seja, com tamanho reduzido em 87 vezes em relação às medidas originais.

O grupo está construindo, num anexo da estação que foi cedido pela prefeitura de Sorocaba, uma maquete modular que reproduzirá o trajeto da antiga Estrada de Ferro Sorocabana. A previsão de conclusão do trabalho é para 2015.

O ferreomodelismo chegou ao Brasil nos anos 40, mas na Europa e nos Estados Unidos a prática já é centenária. Os modelos são movidos por um motor de 12 volts, cuja alimentação é captada dos trilhos metálicos, e podem custar de R$ 90 a R$ 2.500. Já os vagões são encontrados por até R$ 30. Alguns modelistas, no entanto, constroem as miniaturas do zero, com chapas de PVC ou latão.


G1 – 29/11/2013

sábado, 28 de dezembro de 2013

A retirada da ferrovia da área urbana [em Bauru – SP]

Bauru - SP
Archimedes A. Raia Jr. 

O Relatório de Competitividade Global, do Fórum Econômico Mundial, em edições mais recentes, vem apresentando queda constante na percepção da qualidade dos sistemas de infraestrutura de transportes brasileiros. Na edição de setembro último, o país está  colocado na posição de número 103, dentre 148 países pesquisados, com referência à qualidade da infraestrutura ferroviária. A realidade não é muito diferente para os outros setores. Para os setores de transportes rodoviário, aéreo e portuário, as posições são, respectivamente, 120ª, 123ª e 131ª. A situação da ferrovia é somente “menos ruim” do que a dos demais serviços de transportes no país.

Extremamente defasado nos dias atuais, o sistema ferroviário nacional já foi um importante meio de propulsão da economia brasileira. No entanto, como afirmou a Presidente Dilma Rousseff, “o Brasil ficou muito tempo sem investir em ferrovias” e “estamos dois séculos atrasados” neste setor. 

Não há dúvidas de que o país terá de retomar os investimentos em ferrovias, pois não há outra solução para o transporte de cargas para longa e média distâncias. Porém, o modelo do passado, que de forma passional é defendido por saudosistas, não é mais viável. Novos sistemas, modernos, eficientes, racionais, seguros e de qualidade precisarão ser construídos, para atender à demanda dos modernos sistemas logísticos. Isto implica em não interferir e ser influenciado pelo meio urbano. 

A precariedade das malhas que permeiam as cidades impõem velocidades de 50 km/h em trechos normais e de 25 km/h em cruzamentos em nível. Ainda assim, tem-se registrado muitos acidentes que resultam em perda de cargas e interdição da via por longas horas, além de perdas humanas inaceitáveis. O recente acidente de São José do Rio Preto, com a morte de oito moradores, que no conforto de suas casas tiveram suas vidas tragicamente ceifadas, é exemplo dos mais graves. O tráfego de composições na região metropolitana de São Paulo, passando a uma distância de até um metro distante das precárias moradias, além de crianças brincando nos trilhos, mais parece cenário dos mais pobres países africanos. 

Urge que os trilhos das ferrovias de trajetos não urbanos sejam removidos para fora do perímetro das cidades. Isto não significa que o patrimônio arquitetônico não seja devidamente preservado, como parte da memória ferroviária, tão comum em muitas cidades, principalmente, do estado de São Paulo. Tão pouco que transportes urbanos sobre trilhos não sejam implantados em cidades de grande e médio portes. 

Espera-se que os estudos realizados pela ALL (América Latina Logística) e Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), com o apoio da prefeitura, para a remoção dos trilhos, se concretizem efetivamente. Isto trará benefícios enormes para a cidade, que poderá ter o degradado espaço ferroviário revitalizado para o uso social, além de poder-se utilizá-lo para a implantação de modernos sistemas de transportes de maior capacidade, inclusive margeados por um parque linear, para atender às necessidades de lazer da população. 

O autor, Archimedes A. Raia Jr., é engenheiro, doutor em Engenharia de Transportes, professor da UFSCar em Transportes e Logística, e diretor de Engenharia da Assenag) 

Jornal da Cidade (Bauru) 27-12/2013 

Comentário do SINFERP 

Mais um a favor não apenas da remoção dos trens de carga do perímetro urbano – desta vez em Bauru-SP - mas dos trilhos. Passou pelas ideias do autor a utilização desses mesmos trilhos para a implantação de algum meio de transporte de pessoas "sobre trilhos" para atender as necessidades locais?  Como fala em remoção dos trilhos, a imaginar o que ele denomina de” implantação de modernos sistemas de transporte de maior capacidade”. Um VLT? Talvez não, pois nesse caso não estaria falando em remoção dos trilhos, mas, talvez, na substituição deles. Ou será?

O trem-publicitário de R$ 200 milhões do governador Alckmin

Dizem que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, não quer ver nem trem de brinquedo na frente. Dizem, também, que uma mentira contada várias vezes pode se transformar em verdade. Por isso, para tentar se desviar do “trensalão” – apelido “carinhoso” que o escândalo envolvendo as administrações do PSDB à frente do governo paulista e licitações de trem do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ganhou nas redes sociais –, o governador contratou não apenas uma, mas logo três agências de publicidade para a hercúlea missão de mostrar o que não é. 

Por isso, os contribuintes paulistas, mais do que ganhar transporte público de qualidade, confortável e regular, ganharam de presente noel de Alckmin uma enxurrada de caras peças publicitárias, em horário nobre televisivo e outros meios, para mostrar que o governador é um bom moço. E para dar mais confiabilidade à mensagem, ao seu lado uma esposa afável e sorridente. Como se tudo estivesse indo as mil maravilhas. Só quem depende do Metrô e dos trens da CPTM todos os dias em São Paulo sabe que o buraco é bem mais embaixo, e profundo. E os trens, apesar de caros, estão sempre lotados.

As agências Propeg, Lua Branca e Nova SB, as contratadas-beneficiadas, falarão sobre os trenzinhos alckmistas. O objetivo é massificar a ideia de que Alckmin é um bom governador às portas do início da campanha à reeleição em 2014. “Para isso, a verba de publicidade, que era de 100 milhões de reais, dobrou”, informou, no início de dezembro, na revista Veja, o colunista Ricardo Setti.

Portogente – 27/12/2013

Comentário do SINFERP


Essas peças publicitárias visarão atingir os públicos não-usuários de trens do Metrô e da CPTM que, desconhecedores do cotidiano de quem se utiliza, poderão acreditar no ilusionismo publicitário. O pior é que até os sofridos usuários estarão pagando, como de costume, também por mais esses R$ 200 milhões. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Trem do monotrilho de São Paulo fica danificado durante teste

Foto Cristiano Novaes
Composição raspou em estrutura na saída do pátio Oratório.
Um trem do monotrilho da linha 15-Prata do metrô ficou danificado durante testes nesta sexta-feira (27). A composição raspou em uma estrutura de madeira quando saía do pátio Oratório, na zona leste da capital. 
Segundo o Metrô, “trata-se de avaria mínima, em um módulo substituível, que será prontamente reparado”. A companhia ainda acrescenta que durante o teste de hoje a composição circulou com velocidade entre 3 km/h e 4 km/h. 
A linha 15 vai ligar o Ipiranga, na zona sul, ao Hospital Cidade Tiradentes, na zona leste. Quando concluída, ela terá 26,6 km de extensão, com 18 estações. 
O Metrô informou que os testes do trem serão constantes a partir de janeiro. Essa é a primeira composição da linha.  
R7 – 27/12/2013

Passageiros caminham por trilhos após pane na CPTM

(foto ilustrativa) Deve fazer parte de alguma campanha da empresa
contra a obesidade.
Problema na rede elétrica aconteceu na estação Pirituba.
Uma falha de energia na estação Pirituba, zona norte de São Paulo, provocou reflexo em toda a linha 7-Rubi da CPTM, na tarde desta sexta-feira (27). Passageiros foram flagrados andando pelos trilhos.
Segundo a companhia, passageiros com destino à estação Francisco Morato, precisam descer em Pirituba e trocar de trem. O Paese — ônibus gratuitos — permanecia em funcionamento entre as estações Pirituba e Jaraguá. 
Sobre os usuários que foram vistos andando nos trilhos, a CPTM disse que foi um grupo de pessoas que não quis usar a passarela para trocar de plataforma. Os seguranças da estação intervieram e os passageiros foram retirados. 
Às 19h, usuários reclamavam no Twitter da superlotação. A estação Pirituba estava com as plataformas lotadas no começo desta noite. Ricardo Matos fazia um alerta. 
— Em Pirituba, devido à aglomeração, as pessoas correm risco de se machucar.
R7 – 27/12/2013

Comentário do SINFERP


Ora, apenas mais uma dentre as inúmeras outras falhas da CPTM.  A CPTM disse isso, disse aquilo, mas nunca explica o motivo da “falha de energia”. Verdade, também, que a imprensa nunca pergunta.

Vale a pena ler de novo: Metrô de SP retira trens novos após falhas em curvas

Aguenta povão, aguenta...
Comprados por R$ 30 milhões cada, eles circulavam havia cinco meses na Linha Vermelha; dos seis, dois foram trazidos da Espanha.

Menos de cinco meses após começarem a circular, os novos trens da Linha 3-Vermelha do Metrô foram retirados da operação comercial por riscos aos usuários. Duas composições apresentaram na segunda-feira problemas na chamada "barra de torção" e acabaram colidindo contra a plataforma na Estação Sé. Por precaução, toda a nova frota foi recolhida aos pátios para análise e não há previsão de retorno.
Os novos trens da espanhola CAF começaram a circular na rede paulistana em 27 de março, com o objetivo de reforçar a frota na linha mais superlotada do planeta - transporta diariamente cerca de 1,5 milhão de pessoas. Cada um custou cerca de R$ 30 milhões. O mesmo contrato prevê a aquisição de mais 17 unidades, algumas para a Linha 1-Azul.
Atualmente há quatro dessas unidades em operação comercial na Linha 3-Vermelha e outras duas em fase de testes. Na segunda-feira, por volta das 8 horas (horário de pico da manhã), a composição H61 entrou desalinhada na Estação Sé e sua lateral atingiu a plataforma. Os passageiros sentiram apenas um "tranco" mais forte. O trem precisou ser evacuado e levado para o pátio de manutenção. O Metrô ressalta que a ocorrência não colocou em risco os usuários.
No mesmo dia, o trem começou a ser analisado por engenheiros da Comissão Permanente de Segurança (Copese) do Metrô - órgão que investiga "incidentes notáveis". Foi constatada que a barra de torção - equipamento que reduz efeitos de curvas no chassi - estava travada. Por isso, o trem não voltou a se alinhar após fazer uma curva. A inclinação provocou as batidas nas plataformas.
O mesmo problema na barra de torção foi constatado na composição H62, embora em menor proporção. Dois vagões desse trem atingiram a estrutura da estação - no primeiro incidente, toda a lateral raspou na plataforma. Por isso, o Metrô determinou o recolhimento de todos os novos trens fabricados pela CAF, até que técnicos da Copese assegurem que eles obedecem às condições de segurança.
"Os incidentes não provocaram riscos aos passageiros. Mas a falha nessa barra fazia com que os trens andassem empinados e, dependendo da inclinação, poderia haver descarrilamento. Por isso foram retirados de operação", disse um funcionário do Metrô que não quis identificar-se.
O primeiro trem da CAF já havia apresentado outro problema, que o impedia de trafegar em horários de pico. Quando estava com muitos passageiros, ele cedia e era rebaixado alguns centímetros. Por isso, o sistema de abastecimento de energia da composição - chamado conjunto coletor do terceiro trilho - ficava desalinhado da rede fornecedora e o trem não andava. Segundo o Metrô, esse problema foi totalmente corrigido.
Antes da falha das barras de torção, dois dos novos trens já circulavam no horário de semipico e os outros dois no horário de menos movimento.
Companhia diz que não houve risco aos usuários
O Metrô confirmou o incidente da manhã de segunda-feira com uma das novas composições da Linha 3-Vermelha na Estação Sé. "O trem H61, ao adentrar a plataforma da Estação Sé, na Linha 3-Vermelha, teve a tampa do painel externo de chaves raspada na plataforma", informou, por meio de nota.
A companhia ressalta, no entanto, que a ocorrência não colocou em risco os usuários.
Segundo o Metrô, o recolhimento de todos os trens da série envolvida no incidente faz parte de um procedimento de segurança. "Seguindo rigoroso procedimento adotado pelo Metrô, em situações desta natureza, todos os trens de mesma série são imediatamente recolhidos para análise, conforme protocolo de segurança", afirma a nota.
A companhia afirma que os engenheiros que compõem a Comissão Permanente de Segurança (Copese) estão analisando o problema, em todas as unidades da série. Os novos trens fabricados pela CAF voltarão a ser liberados para operação comercial somente após a conclusão do trabalho dos peritos. "O Metrô reafirma, ainda, que zela por total transparência."

O Estado de São Paulo – Renato Machado – 04/08/2010

Furtos e roubos disparam no metrô de São Paulo

Falta educação, dizem...
Índices mais do que dobraram em comparação com números do ano passado.
Os roubos — quando há ameaça à vítima — dentro do metrô de São Paulo cresceram 71% em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2012, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública), divulgados na terça-feira (24). Os furtos também subiram. Entre janeiro e novembro deste ano, em relação ao ano passado, a alta foi de 58%.

R7 ouviu o especialista em segurança Marcy Campos Verde, que afirma ser possível minimizar a chance de ser alvo dos bandidos dentro do metrô.

— O criminoso vai olhar, em um primeiro momento, quem tem alguma coisa que valha a pena, qual retorno ele vai ter. Em um segundo momento, ele vai ver quem está mais fácil, distraído.
Procurar não chamar a atenção. Segundo Verde, evitar mostrar smartphones ou um relógio caro, por exemplo, pode diminuir a chance de ser escolhido por um assaltante.

Estar onde houver mais pessoas. Vagões com poucas pessoas ou sem ninguém podem facilitar a ação de criminosos, inclusive armados. A dica é permanecer onde tiver mais gente.

Pertences próximos ao corpo. Bolsas, mochilas e carteiras devem estar sempre em frente ao corpo.

Atenção com soneca e música. Quem gosta de dormir durante a viagem pode ser furtado, mesmo com a mochila na frente, de acordo com o especialista. Em muitos casos, o passageiro não percebe que alguém está abrindo o zíper da bolsa.  Ele ainda alerta que nem sempre os outros veem esses crimes acontecerem.

Cuidado com a carteira. Nas bilheterias ou locais de recarga de bilhete, o usuário deve sempre levar o dinheiro que vai usar separado. De acordo com Verde, mostrar o que há dentro da carteira em uma fila costuma ser um chamariz para algum bandido que esteja de olho.

Outro lado

Procurada, a assessoria de imprensa do Metrô enviou na tarde desta quarta-feira (25) uma nota em que ressalta o reconhecimento internacional do transporte paulistano e afirma que o índice de crimes é de uma ocorrência por milhão de passageiros transportados mensalmente. A taxa, segundo a companhia, está dentro dos padrões mundiais. 
Leia a nota na íntegra:
"O Metrô de São Paulo é reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. Recebeu em 2012 o prêmio de Melhor Metrô das Américas, concedido durante o The Metros Awards, a principal premiação do setor metroviário internacional, pelo alto índice de confiabilidade, segurança e regularidade. A Companhia informa que o indicador de ocorrências que incluem furtos vem se mantendo estável no sistema desde 2011. O Metrô registra 1 ocorrência por grupo de 1 milhão de passageiros transportados. Esse índice está abaixo dos padrões internacionais estipulado para metrôs, que é de 1,5 ocorrência/milhão.

Para manter o nível de segurança, a rede metroviária conta com 3.077 câmeras ao longo de suas 5 linhas em todas as 64 estações. Todas são integradas aos Centros de Controle de Segurança, e estão em plataformas, áreas de acesso e circulação das estações, e trens. Cada composição conta em média com 24 câmeras. Os Centros de Controle de Segurança mantém contato ponto a ponto com a Copom (Central de Operações da Polícia Militar). As 64 estações têm rondas permanentes feitas por 1.264 agentes de segurança que trabalham uniformizados e também descaracterizados (sem uniforme).

O Metrô também disponibiliza o serviço SMS-Denúncia, pelo telefone 9 7333-2252, incentivando os passageiros a denunciarem qualquer tipo de irregularidade nos trens e estações. Além disso, a Companhia investe em campanhas de alerta aos usuários, por meio de cartazes e avisos sonoros constantes em trens e estações, recomendando cuidados especiais com bolsas, mochilas e objetos de valor".

R7 – Fernando Mellis - 26/12/2013

Comentário do SINFERP

O que o Metrô não “se toca”, e menos ainda a CPTM, é que de nada valem todas essas câmeras se não estiverem sendo monitoradas em tempo real.  Servem para que? Para posterior identificação? Ora, isso não resolve o problema de ninguém. Sem desqualificar as “dicas” do especialista, não há como deixar de dizer que são evidentes, ao menos para a maioria dos usuários habituais.

O problema é outro: depois que as portas das composições se fecham, os usuários estão entregues à própria sorte, principalmente na CPTM onde as estações são mais distantes entre si. Não é necessário nem mesmo falar de furtos e roubos para constatar a constante presença de atitudes indesejáveis e mesmo delituosos dentro das composições das duas empresas, e tudo na mais completa impunidade: pessoas “cochilando” em assentos reservados a idosos enquanto os velhinhos viajam de pé, várias outras portando aparelhos sonoros em volume indesejável, ambulantes, pedintes, gente sentada no chão, etc. A quem cabe fiscalizar e inibir ações dessa natureza? Aos usuários? São eles que precisam chamar para si a responsabilidade de denunciar?

Campanhas de conscientização funcionam apenas para quem necessita conhecer as regras do jogo para jogar com lealdade. Não funcionam, porém, com delinquentes e "folgados", que criam e vivem de acordo com as próprias regras. 


Seguranças uniformizados atuam nas estações, mas não no interior dos trens, nem mesmo aleatoriamente. Tampouco seguranças descaracterizados. Talvez seguranças até demais, mas nos lugares errados. Apenas ações “incertas” no interior das composições, e não apenas sobre furtos e roubos, seriam capazes de minimizar a ação de criminosos e mesmo de “folgados”, muitas vezes tão ou mais nocivos do que os “bandidos”. Ah, falta educação, poderá alguém dizer. A imensa maioria é educada até demais, considerando as dificuldades pelas quais passa. Falta é ação sobre aqueles que, a despeito da educação e da honestidade da maioria, caminha a margem, na “marginalidade” aos regramentos do bom convívio social. Essa ação é papel das empresas, e não dos usuários. Metrô e CPTM têm responsabilidade objetiva sobre questões que afetem a segurança física, emocional e moral de seus usuários. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Problema na estação Paciência causa atrasos nos trens do ramal Santa Cruz (RJ)

Passageiros relatam atrasos de mais de uma hora por redes sociais.  Defeito no sistema de sinalização teria causado problema, diz Supervia.

Problemas no sistema de sinalização da Supervia na estação de Paciência, na Zona Oeste do Rio, causaram atrasos em toda a circulação do ramal de Santa Cruz, na manhã desta quinta-feira (26). A Supervia não informou o tempo de atraso.

Passageiros, porém, reclamavam de longo tempo de espera através de redes sociais. Um deles chegou a afirmar, inclusive, que estava há mais de uma hora sem transportes na estação de Paciência.

De acordo com a Supervia, o problema foi regularizado por volta das 8h50. Mais cedo, usuários também reclamaram sobre problemas na circulação do ramal de Belford Roxo, mas a empresa nega qualquer tipo de problema nesse sistema.

G1 – 26/12/2013

Comentário do SINFERP


Ora, basta observar o nome da estação para saber que não há motivo para reclamar. Pouco provável, porém, uma vez que a SuperVia é a melhor operadora de trens de passageiros do ano. 

Governo de São Paulo ignorou recomendação para demitir assessor suspeito de ligação com cartel dos trens

O governo de São Paulo ignorou uma recomendação da Corregedoria Geral da Administração para que promovesse o "desligamento imediato" de um funcionário sob suspeita por causa de sua ligação com empresas do cartel que atuou em licitações de trens do Estado nos últimos anos.

O engenheiro Pedro Paulo Benvenuto tinha um cargo de confiança na Secretaria do Planejamento e o deixou por vontade própria na última quarta-feira. Benvenuto era coordenador de planejamento e avaliação da secretaria.

A recomendação de "desligamento imediato" foi feita há mais de dois meses, no dia 17 de outubro, de acordo com relatório da Corregedoria do Estado obtido pela Folha.

A secretaria diz ter seguido a recomendação, mas afirma que ainda tratava do desligamento quando Benvenuto pediu para deixar o cargo e voltar para o Metrô, onde ele é funcionário de carreira.

O governo abriu um processo administrativo contra Benvenuto, que poderá resultar na sua demissão do Metrô.

A Corregedoria pediu a saída do engenheiro com o argumento de que violou o Estatuto do Funcionalismo. O pedido foi baseado em reportagem da Folha, de 23 de setembro, que revelou os negócios paralelos do servidor.

Ele tem uma empresa, a Benvenuto Engenharia, que prestou serviços ao Banco Mundial nos projetos dos metrôs de Salvador e Fortaleza.

O Estatuto do Funcionalismo proíbe servidores de participar da gestão de empresas que "mantenham relações comerciais ou administrativas com o governo do Estado".

CONFLITO DE INTERESSES

É um caso de conflito de interesses, segundo o relatório da Corregedoria: "Ficou ainda demonstrado que a empresa do referido agente público está diretamente relacionada com a finalidade do serviço por ele desempenhado".

O Banco Mundial financia vários projetos do Metrô e CPTM. O engenheiro foi cedido pelo Metrô à Secretaria de Planejamento em 2007, no governo de José Serra (PSDB). O também tucano Geraldo Alckmin manteve-o no cargo.

Benvenuto ocupou outro cargo de confiança no governo Alckmin. Era secretário-executivo do conselho gestor de PPPs (Parcerias Público-Privadas), que administra negócios de R$ 13 bilhões, entre os quais a parceira da linha 4 do Metrô, e projetos que podem chegar a R$ 45 bilhões.

Ele foi desligado do conselho gestor após a publicação da reportagem de setembro.

Folha também revelou que havia indícios de que Benvenuto violara o sigilo de dados estratégicos sobre a expansão do Metrô e da CPTM.

E-mails obtidos pela Polícia Federal mostram que Benvenuto repassou em 2006 ao consultor Jorge Fagali Neto informações sobre o metrô e os trens metropolitanos que não eram públicas ainda.

Fagali foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de ter intermediado o pagamento de propina para servidores e políticos de São Paulo por ordem da multinacional francesa Alstom, uma das empresas acusadas de participação no cartel dos trens.

Autoridades da Suíça que investigam o caso bloquearam US$ 6,5 milhões (o equivalente a R$ 15,3 milhões) numa conta de Fagali Neto.


Folha de São Paulo – Mario Cesar Carvalho e Flávio Ferreira - 25/12/2013