sábado, 26 de outubro de 2013

Sistema de R$ 750 milhões que reduz espera no Metrô só funciona aos domingos

Enquanto isso...
Equipamento deveria ter sido instalado em 2011 nas linhas 1, 2 e 3, mas até agora só chegou à Linha 2-Verde. Não há previsão para atender durante toda a semana.
Anunciado pelo governo do Estado como uma das principais soluções para acabar com a superlotação no Metrô de São Paulo, um equipamento comprado em 2008 por R$ 750 milhões só funciona aos domingos e apenas na Linha 2-Verde.
De acordo com a Alstom - empresa que vendeu o sistema -, o Controle de Trens Baseado em Comunicação (CBTC na sigla em inglês) permitirá reduzir de 200 metros para 70 metros a distância entre as composições, diminuindo em 20% o tempo de espera para o usuário. Com o sistema, até oito novos trens poderão ser colocados em circulação, diminuindo a superlotação.
Segundo o projeto original, o CBTC deveria estar completamente instalado na Linha 2 em dezembro de 2009 e, em 2011, também nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Sem cumprir o cronograma, o Metrô voltou a prometer a instalação do equipamento para janeiro deste ano. O sistema, no entanto, só chegou à Linha 2 em outubro, depois de um ano em testes.
Questionada pela reportagem, a assessoria do Metrô confirmou que não há previsão para que o serviço passe a funcionar durante a semana, embora os testes aos domingos já ocorram há dois meses. Sem cravar uma data, a empresa planeja estender o serviço para os sábados a partir de novembro.
Segundo Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários e funcionário do Centro de Controle do Metrô paulista, somente no Metrô de São Paulo o CBTC foi comprado para ser instalado em composições que já funcionam. “É o único caso no mundo em que se troca o sistema em linhas que já estão em exploração, por isso a demora.” Pasin afirma que o software já está em sua "11ª versão”. “A cada erro, é preciso corrigir tudo.”
Superlotação

A superlotação chegou à Linha-Verde em 2011, quando atingiu o índice internacional de seis pessoas por metro quadrado no horário de pico, das 6h às 9h e das 17h às 19h. Na Linha-Vermelha, a mais congestionada, esse índice é de dez pessoas por metro quadrado.
“Os trens chegam a ser mais rápidos que o Metrô", afirma o publicitário Felipe Paludetti (25), que utiliza um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) antes de embarcar na Linha 2 do Metrô em direção à Vila Madalena, onde trabalha. Na última quarta-feira (16), ele ficou na estação Tamanduateí por 40 minutos. "Como os trens chegam mais rápido que o Metrô da Linha 2, a CPTM vai depositando usuários na estação, deixando ela lotada."


IG – Wanderley Preite Sobrinho - 24/10/2013

8 comentários:

Anônimo disse...

em nenhum momento da matéria, tanto a reportagem quanto o METRO cita a incompetência da alston em instalar o CBTC no prazo estabelecido.

o METRO está mal mesmo, um usuario dizer que a CPTM está mais rapida que o METRO, realmente a coisa anda feia no primo rico.

e alguem avisa o paulo pasin que na CPTM tambem estao instalando CBTC (alem do ATO) com a linha já em funcionamento. o ATC quando foi instalado, tambem foi depois da linha já em operaçao. desculpa de aleijado é muleta.

SINFERP disse...

Bela contribuição, Anônimo. A coisa não anda boa para o lado do primo rico, mas vai ter que decair muito mais para chegar no patamar do primo pobre, não é? Abraço.

Pregopontocom@tudo disse...

Está ai o grande diferencial entre a linha 4 -Amarela - que teve o sistema CBTC implantado na raiz (projetado junto com a linha) conseguindo hj transportar acima de 100% da sua capacidade nominal, e as linhas do Metropolitano de SP que desde 2008,tenta temperar essa autêntica "salada" ATC + CBTC cujo sabor continua amargo e indigesto.

SINFERP disse...

Pois é, e na CPTM ATC+ATO+CBTC...

Anônimo disse...

Pregopontocom@tudo , CBTC nao é salvaçao para o sistema de transporte de SP. muito melhor investir na ampliaçao do sistema do que na mudança da sinalizaçao, principalmente no caso do metro que consegue bom headway mesmo com o ATO. a linha 4 tambem tem muitos problemas, como trens passando direto pela estaçao, parando e nao abrindo as portas fora as falhas do sistema em si, porem nao é muito divulgado. claro que é melhor trabalhar numa linha em projeto do que numa linha em funcionamento, mas veja o caso da extensao da linha 8 onde a CPTM desativou o trecho para reformar e esta fazendo apenas um puxadinho nas paradas (porque nem podemos chamar aquilo ali de estaçao) alem de ter desativado duas estaçoes. colocou a bitola larga, o ATC e o restante tá muito parecido. e o prazo de 1 e meio de entrega ja venceu faz tempo.

SINFERP disse...

O problema maior, tanto no Metrô quanto na CPTM, é o modelo centralizador, excludente e propagandista do governo do Estado de São, que não "abre" o que pretende fazer, e muito menos como pretende fazer. Anuncia apenas o que "de bom" suas "inovações" fechadas a sete chaves "prometem" como resultados. Faz "negócios", apenas. Compra tecnologias e serviços sem que o pagador das contas (usuários e contribuintes) tenha direito de saber o que são e para que servem. Dá no que dá. Vai dinheiro, vai dinheiro, as melhorias não são notadas, e ninguém entende os motivos. Nem os "especialistas" da CPTM e do Metrô sabem (na verdade não querem se expor)explicar esses descompassos todos. Depois, quando os inúmeros erros "vazam", a culpa é dos cartéis, dos maquinistas, dos usuários, dos vândalos e dos sabotadores. Apenas a transparência resolveria boa parte dos problemas, pois haveria a possibilidade do debate antes da tomada das decisões, bem como o nome dos responsáveis e acompanhamento das obras, fossem elas quais fossem.

alex sandro disse...

na verdade concordo com nova sinalização e acho q deveriam ser projetados aqui e ñ comprados lá fora, além disso no brasil o governo ñ cumpre prazos e as multinacionais amiguinhas fazem o q querem aqui

dinheiro no bolso já tem mais serviço pronto...

SINFERP disse...

Tem mais é que modernizar a sinalização, Alex Sandro. O problema é como isso é feito.