quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Monotrilho agiliza ampliação de transportes sobre trilhos em SP

Além de mais rápido e barato, tecnologia não interfere em redes subterrâneas de esgoto.
Ampliar o transporte sobre trilhos de forma rápida e barata é um dos grandes desafios em todo o Mundo. A construção de uma linha de metrô, que envolve grandes escavações subterrâneas, movimentações de terra que exigem certificações ambientais, desapropriações, entre outros, costuma ser demorada e não acompanhar o crescimento da demanda. Para agilizar o processo e ampliar a oferta de transporte público, o Governo de São Paulo vem utilizando o sistema de monotrilho, que fica pronto mais rápido e é mais barato, além de não interferir em redes subterrâneas de esgoto.

A principal diferença do monotrilho é sua estrutura. O metrô subterrâneo utiliza túneis para não atrapalhar o trânsito da superfície. O monotrilho, com o mesmo objetivo, usa uma estrutura elevada.  Seus vagões circulam por estruturas suspensas, como passarelas, instaladas sobre os canteiros centrais de avenidas.

Um dos projetos, que foi internacionalmente premiado pela UITP (União Internacional dos Transportes Públicos), na categoria Inovação em Intermodalidade, é o da Linha 15-Prata, que vai conectar as estações Ipiranga e Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, em um percurso de 25,8 km, com 18 estações e capacidade para transportar 500 mil passageiros por dia.

A linha também será equipada com um sistema de controle automático de trens, que permite um intervalo de circulação entre trens de apenas 75 segundos. Um percurso que hoje é feito em mais de duas horas será reduzido para 50 minutos.

O Metrô utiliza ainda o sistema de monotrilho na Linha 17-Ouro, que vai ligar o Jabaquara, na zona sul, à futura estação São Paulo-Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas.

Portal do Governo do Estado – 30/10/2013

Comentário do SINFERP


Enquanto isso, na superfície as coisas ficam do jeito que estão. VLT, o mais econômico, nem pensar, pois mexe na superfície, e nos interesses do mundo na superfície.

13 comentários:

Pregopontocom@tudo disse...

Interesses da "superfície" que anda sobre pneus,usa combustível fóssil que alimenta veículos com pouco tempo de vida útil, transportam menos passageiros,poluem muito mais,e garante o permanente poder do oligopólio........

SINFERP disse...

Bem lembrado, Pregopontocom, além, é claro, das "caixinhas" para os agentes públicos....

Paulo Humberto disse...

Eu particulente não tenho nada contra o monotrilho, e é também um transporte rápido, seguro(apesar de nao ter proteçoes de 2 anos, ou seja, qualquer erro o trem pode desequilibrar e cair de uma altura e pode ser fatal. Igual o Avião, é até seguro, mais qualquer erro de calculo é fatal acidente)e faz o mesmo papel do Metrô, Trem Metropolitano, ônibus em Corredores e até de um VLT. Só que se voçê pensar num idoso, mulher grávida e cadeirante. Com certeza vão odiar o Monotrilho, não por andar nele, e sim por ter que subir e descer as escadas ou Elevadores(perde-se tempo), e nisso faz que essas pessoas com mais dificuldades, acabam optando mesmo pelo ônibus que passa pela mesma avenida do Monotrilho. E faz quê... na minha visão se pensar na Acessibilidade, o Monotrilho fica inviável. E além de deixar boa parte do Urbanismo da Avenida "esquisita", talvez nao fica feio, mais fica estranho fica, e outra, dizem que tira a privacidade das "Madames"que moram em prédios na Região, ou seja, fiquei sabendo que os Moradores de Poderes aquisitivos são contra o Monotrilho(são contra tudo também) por acham que os passageiros do veículo vão ficarem olhando eles tomares banho, na piscina, na cama e etc. Vergonha!
Por isso que defendo o VLT. Ao invés de Corredores de ônibus, BRT, Monotrilho e Metrô. Mais não entendo porque a adeia é olhada por mais caro ou mais barato, e o VLT que está entre o mais caro e barato, "eles" não tem olhar pra isso.
Mais uma lamentação.

SINFERP disse...

Mas Paulo Humberto, VLT disputa espaço com automóveis, ônibus, caminhões, motos e até mesmo bicicletas. Para satisfazer o interesse dessas "tribos" (a tribo dos pneus), bom mesmo é monotrilho e metrô. Quanto ao monotrilho, vamos esperar para ver. Acessibilidade zero. Acidente? Imagine o que acontece se quebrar no trajeto, e os passageiros andando naquela altura.

Anônimo disse...

no quesito acessibilidade, discordo. a CPTM é de superfície e quase não tem acessibilidade. os ônibus também não. as calçadas são horríveis. o brasil, salvo raras exceções, não é um país acessível.

SINFERP disse...

Não temos dúvida, Anônimo, de que também em acessibilidade a CPTM é um horror. Isso, porém, deve-se ao descaso da atual gestão da empresa com "também" esse quesito. Estações horríveis, assim como distâncias e desníveis entre plataformas e piso dos trens, absolutamente desnecessários. Isso é defeito de gestão, e não do modal.

Carlos disse...

Não entendi uma coisa. O monotrilho não vai ter passarela para pedestres como o metro?
Quer dizer, se ocorrer um incêndio por exemplo, por onde as pessoas desceriam?

Paulo Humberto disse...

Pois eh SINFERP. Uma coisa que voçe já me falou varias vezes que tem interesses dos ônibus contra os Trilhos na Rua. E eu mesmo esqueço de citar e acabo repetindo mesmo assunto. O que voçe falou é verdade mesmo, quando se fala em implantar Metrô,Trem e Monotrilho(se caso a Região não tiver uma Máfia Momopólia de única empresa de ônibus, que impede todos os Projetos Ferroviários de sua área) dai até menos mal para o Prefeito, Vereadores, Ministério Público e até para propria População LEIGA que pelo menos já ouviram falar "o que é Metrô". Agora quando se fala em VLT que anda sobre as Avenidas ou revitalizar os Bondes para o "dia dia" e não só turismo. Dai vem uma "enxurrada" de opiniões contra o VLT. E até Ministério Público vive entrando com ação para impedir o Projeto, Obras e Recursos, com aquelas alegações infelizes de que vai afetar o Meio Ambiente, vai piorar o Paisagismo da Cidade(pra eles né??) e que as obras vai causar transtorno(toda obra causa transtorno, uéee?? É temporário.). E isso que me revolta. E quando se tem Projetos de BRT,Corredor de ônibus e Metrô. Nenhum Jornalista e Blogueiro ataca a ideia. Agora quando se fala em VLT, vai um monte de Jornalistas e Blogueiros atacando a ideia do VLT e acusando o VLT de "Projeto Corrupto", e o pior que até Carunistas fazendo desenho infeliz contra o VLT e colocando nos Jornais. ABSURDO!!!

SINFERP disse...

Além da ignorância da sociedade, da operação "molha a mão" praticada pelos empresários do transporte sobre pneus, sobre ainda o imediatismo da própria sociedade. Em nossa encontro na noite de ontem, na Câmara Municipal de Osasco, Peter Alouche fez questão de afirmar, e com razão, que implantar VLT é mais caro do que implantar BRT, e complementou: "ainda bem que é caro". O que pretendeu ele com essa afirmação foi dizer que VLT não é obra de momento, rápida e barata, mas descartável mais a frente. Para políticos - mesmo dentre os honestos - o que importa é obra rápida, aparentemente mais barata, para ser logo inaugurada. Pensar em VLT é pensar em futuro.

Anônimo disse...

a começar pelos trens descartaveis da CAF. daqui a cinco anos quando já tiverem só no pó da rabiola, fazem outra compra milionaria, mais desvios, mais proprina, mais propaganda politica de trem novo...

SINFERP disse...

De fato, foi-se o tempo que trem durava 30 ou mais anos. A continuar assim, e logo mais estarão falando em "modelo do ano".

Leoni disse...

A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, para carruagens com largura de 3,1 m (standard), e comprimento da composição total de ~86 m e com 7 vagões, é de ~1000 pessoas, concorrendo com o BRT e o VLT, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132 m e com 6 vagões é de ~2000 pessoas para o Metrô, e com comprimento de ~170 m e com 8 vagões é de ~2550 pessoas para os Trens Suburbanos, significando com isto que a capacidade do metrô e dos trens suburbanos são no mínimo o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência.

A taxa de ocupação máxima recomendada mundialmente é de 6 pessoas por m².

Comparativos: A capacidade é expressa em número de passageiros por hora por sentido (p/h/s), assim BRT, VLT, Monotrilho – 4000 a 25000 p/h/s, vagões, é de ~1000 pessoas, são considerados de “Média demanda”, enquanto Metrô, Trens suburbanos – 20000 a 60000 p/h/s sendo considerados de “Alta demanda”.

Estão previstas plataformas centrais para saídas de emergência em todo seu trajeto, obrigatórias para esta função, constam na especificação técnica que iram existir, além das escadas retráteis!!! (de uso duvidoso).

A largura padronizada dos carros para os três são de 3,1 m (standard). Não confundir com os trens suburbanos espanhóis da CPTM-SP e alguns da SUPERVIA-RJ de 2,9 m que possuem uma plataforma (gambiarra) em frente ás portas para compensar o vão.


O monotrilho da linha 15-Prata, com ~26,5 km, Ipiranga, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda reprimida na zona Leste, com migração de parte da linha 3-Vermelha (a mais saturada do sistema) maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já nasce subdimensionado, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, pois ao contrário que ocorre com os trens suburbanos, metrô e VLT em que o chaveamento é simples, facilitando a interpenetração e integração em linhas diversas, nos monotrilhos a mudança das carruagens para a via oposta se da de maneira complexa, com grandes distâncias entre si entre as estações, além de trafegarem em média a 12 m do piso.

A melhor opção seria o prolongamento da linha 2 Verde, com bifurcação em “Y” na estação Vila Prudente, com a previsão da futura linha para Vila Formosa, e até São Mateus e a partir daí seguir em VLT, até a cidade Tiradentes, (Após as obras começadas, a estação terminal será na estação Ipiranga da CPTM), Vila Prudente basicamente será uma estação de transbordo.

SINFERP disse...

Gratos pela contribuição, Leoni.