segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasileiro gasta, em média, 30 minutos para chegar ao trabalho

Enquanto isso...
SÃO PAULO - Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais...
SÃO PAULO - Apesar de ter melhorado a renda e aumentado a posse de veículos automotores, a população pobre ainda enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. Entre as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam mais de uma hora no deslocamento casa/trabalho. Essa proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais ricas (acima de cinco salários mínimos).

Os extremamente pobres (renda de até um quarto do salário mínimo), por outro lado, passam, em média, tempo menor presos em engarrafamentos (58% gastam menos de 30 minutos). Essa situação, porém, reflete a falta de condições de mobilidade desse estrato da população, que se vê obrigado a trabalhar em locais próximos de casa por não poder pagar os custos do transporte público.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) 2012 sobre os deslocamentos casa/trabalho, assim como sobre a posse de veículos automotores e o acesso à política de auxílio-transporte, foram apresentados pelo Ipea nesta quinta-feira (24), durante a coletiva de divulgação do Comunicado nº 161 – Indicadores de mobilidade urbana da PNAD.

Padrão de mobilidade

O texto do Comunicado afirma que “o padrão de mobilidade urbana no Brasil te se alterado nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população, o que significa mais acidentes de trânsito, maior poluição veicular e perda de tempo em função dos congestionamentos nos centros urbanos”.

Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais. Atualmente 54% dos lares brasileiros tem na garagem um carro e/ou moto. Como resultado do maior número de veículos nas ruas, o tempo médio gasto para chegar ao trabalho pelos habitantes das regiões metropolitanas atingiu 40,8 minutos – a média, no Brasil, é 30,2 minutos.
As capitais do Norte e Nordeste tiveram as pioras mais significativas nas condições de tráfego. Belém, Salvador e Recife apresentaram, entre 1992 e 2012, taxas de crescimento do tempo de viagem de 35%, 27,1% e 17,8%, respectivamente.
Auxílio-transporte

Outra constatação do estudo do Ipea foi a ineficácia das políticas de auxílio-transporte para as camadas pobres. De acordo com a PNAD, apenas 11% das pessoas extremante pobres recebem vale-transporte. “As classes baixas têm os maiores percentuais de informalidade no trabalho, de forma que a política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa”, ressalta o texto.
O Comunicado conclui ser inevitável a tendência de aumento na taxa de motorização da população, especialmente com a contínua melhora na renda dos trabalhadores, o que gerará impactos sobre as condições de mobilidade e exigirá investimentos vultosos por parte dos governos em melhoria da infraestrutura de mobilidade nas próximas décadas.

DCI – 24/10/2013

4 comentários:

Anônimo disse...

E a tendência é piorar se nada for feito ( de maneira séria ). Mobilidade afeta todos , tanto em grau menor ou aqueles em grau maior de obtenção de poder aquisitivo.......

SINFERP disse...

Sem dúvida, Anônimo. A matriz do transporte individual está esgotada. Essa "onda" de ciclismo é pura demagogia. Os corredores de ônibus adotados por Haddad podem ajudar, mas não resolvem. O grande problema é que não mais temos estadistas, isto é, governantes capazes de planejar o futuro. Todos eles são meros apagadores de incêndios, fazendo farra com dinheiro público por intermédio de performance publicitária.

alex sandro disse...

30 minutos????? acho q esse estuda tá meio errado e subdimensionado

SINFERP disse...

É a média nacional, Alex Sandro. São Paulo, Sertãozinho do Tietê, etc. rsrsr