domingo, 29 de setembro de 2013

Usuários do metrô de Teresina (PI) se arriscam em trens com portas abertas

Não há entrada para ventilação e o ar condicionado não funciona.  G1 voltou ao metrô de Teresina e o que viu foi muita gente reclamando.

Usuários do Metrô de Teresina continuam a se arriscar nos trens que circulam com as portas abertas. Em fevereiro desde ano o G1 já havia mostrado o problema no transporte público. Após noves meses, a equipe de reportagem voltou ao local para conferir a situação. Trabalhadores e estudantes reclamam do serviço precário. De acordo com os passageiros, os vagões estão sempre sujos, não tem ar condicionado, há poucas estações e falta segurança.

Durante a viagem o G1 pôde constatar o desconforto dos passageiros e a temperatura elevada dentro dos vagões. Não há entrada para ventilação e o ar condicionado não funciona. Os usuários também denunciaram que as portas ficam abertas durante a viagem, fato flagrado pela reportagem.

Segundo a técnica em prótese dentária Antônia Alencar, o valor da passagem passou de R$ 0,50 para R$ 0,80 e nada mudou. “Isso aqui é um absurdo, teve aumento de passagem e mesmo assim continuamos no calor, com vagões sujos e o principal, sem segurança nenhuma, pois as portas sempre ficam abertas”, relatou.

Para a estudante Miliana Ferreira de Goes, a precariedade da locomotiva, com falhas na manutenção, incluindo nos trilhos por onde passam, causa desconforto nos passageiros, maioria residente na Região Sudeste da capital.

“São estações sujas e sem iluminação. O metrô está sem condições de funcionar. Não tem mais ar condicionado, é quente, e por isso, sempre viaja com as portas abertas, o que é um perigo. Já aconteceram muitos acidentes com pessoas que caem do transporte”, contou a estudante.

A viagem do terminal do Dirceu até o terminal Alberto Tavares e Silva no Centro de Teresina levou quase uma hora. A estação do centro não tem acessibilidade, já que o elevador e a escada rolante não funcionam. A única forma é percorrer os 40 degraus da escada.

Na época da primeira reportagem do G1, no dia 24 de fevereiro desse ano, o superintendente da Companhia Metropolitana de Transportes (CMTP), Antonio Sobral, afirmou que em 2013 seria implementado um projeto de reestruturação da linha. A CMTP falou na compra de cinco novos trens e na duplicação de uma linha, o que diminuiria o tempo de espera para 15 minutos. Sobral disse ainda que a segurança seria reforçada com grades nos terminais e que a sinalização na região do Dirceu deveria ser melhorada.

Segundo os usuários nada disso ainda foi feito e a população cobra melhorias. “Queremos um transporte público de qualidade, pois desse jeito aqui chegamos no trabalho mais estressados”, afirmou.

O metrô de Teresina foi inaugurado em 1991 e tem 12 quilômetros de extensão. “Na época em que inaugurou tínhamos muito conforto ao andar de metrô, mas hoje utilizamos o serviço com medo de cair nos trilhos, já que a porta fica sempre aberta”, disse Francisco das Chagas Teixeira Junior.

A equipe do G1 voltou a procurar a Companhia Metropolitana de Transportes (CMTP), mas até a publicação da reportagem  ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.


G1 – Ellyo Teixeira - 29/09/2013

4 comentários:

Anônimo disse...

0,80R$ ??? mas independente do preço, o serviço deve ser bem prestado.

SINFERP disse...

Sem dúvida.

Anônimo disse...

ESSE VELHINHO DE VERDE AI FAZ ZUADA NO METRÔ... MEXE COM TODO MUNDO...

SINFERP disse...

Bem, se inconveniente, é alguém enquadrar o cidadão.