sábado, 28 de setembro de 2013

Prefeitura de Curitiba (PR) define projeto do metrô e vai a Brasília buscar verba

Projeto aprovado deve custar cerca de R$ 4 bilhões e vai substituir canaleta. Expectativa da administração municipal é lançar licitação até o fim de 2013.

A Prefeitura de Curitiba definiu, nesta sexta-feira (27), o novo projeto para o metrô na cidade. A linha, que será a primeira da capital paranaense, deve ter 17,6 quilômetros de extensão e vai ligar a CIC Sul, ao Cabral.

Segundo a prefeitura, o projeto vai substituir a atual canaleta de ônibus, que não chega à CIC Sul, mas sai do bairro Pinheirinho no sul de Curitiba e segue até o Terminal Santa Cândida, no extremo norte da cidade.

No projeto aprovado, a construção do metrô vai ser feita de forma mista. Os primeiros 2 quilômetros, entre a CIC Sul e o bairro Pinheirinho, devem ser terrestres. O restante do percurso será subterrâneo. Ao todo, serão 14 estações no trecho.

A construção deve ser feita com o chamado “tatuzão”. O método elimina a necessidade de grandes intervenções no trecho. Além disso, à medida que o equipamento avança, o túnel é concretado imediatamente, reduzindo o tempo de construção. “Você tem algum transtorno, porque tem que tirar essa terra lá do fundo, mas nada comparado com a tecnologia que estávamos propensos a adotar na administração anterior”, explica o secretário municipal de Planejamento e Gestão e da Administração, Fábio Scatolin.

A obra do metrô curitibano está orçada em cerca de R$ 4 bilhões. O projeto, porém, não deve custar nada aos cofres públicos, já que será pago pela empresa que vencer a licitação.

Além do projeto escolhido, outros três consórcios apresentaram sugestões, um deles formado por integrantes do Movimento Passe Livre, o único de iniciativa popular. Porém, dois deles, incluindo a do movimento, foram considerados inadequados com a proposta que a prefeitura havia sugerido para a consulta.

Para conseguir o dinheiro, uma equipe da prefeitura deve ir até Brasília para solicitar ao governo federal parte dos recursos, que já foram liberados pela presidente Dilma Rousseff. O valor será destinado a fundo perdido, ou seja, sem a necessidade de a prefeitura devolver o dinheiro. A expectativa é de que a licitação para o início das obras seja feita até o fim de 2013.

G1 – 27/09/2013

Comentário do SINFERP

Ora, ora... Começa a entrar areia no discurso dos que usam Curitiba como modelo para defesa dos BRTs.

8 comentários:

Paulo Humberto Lima disse...

Uee??? Mais não já tinha sido aprovado há dois anos atrás pela Presidenta Dilma a verba do Metrô de Curitiba??? Nao sei se é Eu que estou ficando doido... ahhh, sei lá....
Estranho mesmo.. sendo que até os Projetos Básicos já estariam prontos, e só faltava o executivo(acho que bem foi licitado ainda, e pode demorar... Política nehh). E o mais estranho que eu vejo, e que toda hora muda Projeto e a cada mudança pede-se mais verbas(nem mesmo que já foi aprovado pelo PAC da Mobilidade) e por isso que demora muito e adiam todo ano, ou seja, leva-se anos até os Técnicos ligados a Política decidirem. Por isso que eu falo, isso é a falta de "Vondade Política" de fazer que os Projetos terminem logo para começar as obras.
E outra, do jeito que anda as coisa desse Metrô de Curitiba, pode ser(ou talvez não) que o Metrô só começe a operar comercialmente em 2020. Até 2016 vai nesse de licitar, re-licitar e toda hora vao ficar mudando o Projeto, depois de 2016 ou 2017, que veremos obras, e de lá leva-se 3 anos(se o TCU nao achar irregularidades em Superfaturamentos, se o IBAMA e o Ministério Público nao pedir Embargo das obras só porque um "Velhinho Ignorante da Esquina" denunciou só porque derrubou seus 3 pés de Goiabas(Exemplo)e o Instituto de Arquelogia nao vinher atrapalhar também dezendo que pode ter "Dinossauros Enterrados" e tem que preservar)e com certeza antes de 2019 nao se espere muito ver esse Metrô ainda rodar.
E outra, como a Cidade já foi exemplo nos anos 80 e 90 por ter um Sistema Moderno de BRT(pra mim nao passar de um "Corredorzinho de ônibus Lotado") e muitos Prefeitos do Brasil ao invés de viajar para Cidades Europeias conhecer o VLT, preferem irem para Curitiba para conhecer o "Atrasado BRT" por pressão dos Empresários de ônibus de sua Cidade. E pra mim, Curitiba ao invés de se pensar no Metrô (nao sou contra, mais vai custar uma fortuna e vai levar anos as obras) e continuar a pensar no BRT. Já passou da hora de toda Sociedade e Populaçao discutir para o também VLT na Cidade. Porque não um VLT para Curitiba?? É essa pergunta que quero deixar no ar para os Curitibanos.

SINFERP disse...

Sim, Paulo Humberto, a história do metrô de Curitiba já tem um certo tempo. Já se falou, também, em um VLT entre São José dos Pinhais de Curitiba.

Pregopontocom@tudo disse...

É a velha história....Um VLT incomoda muita gente....dois VLTs incomodam muitio mais.......e tome-lhe BUZU.....opss...."corredorzinho de ônibus lotado".....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...muito boa......

Anônimo disse...

Não está entrando areia alguma. O BRT de Curitiba é um sistema de sucesso, exportado para dezenas de cidades. Graças ao BRT, o desenvolvimento da cidade foi organizado e sustentável e hoje, até mesmo a obra do metrô se tornou viável. Hoje, só um dos vários eixos de BRT precisa ser substituído após cerca de 30 anos de operação. Com a implantação do Metrô integrado ao BRT, Curitiba manterá o posto de cidade com o melhor sistema de transporte coletivo do país.

O maior inimigo do VLT não é (e nunca foi) o BRT, mas sim projetos fracos e politiqueiros, feitos para trazer votos. Prova disso são os fracassados projetos de VLT de São Luís (MA), Macaé (RJ) e Arapiraca (AL), onde prefeitos dessas cidades viajaram para a Europa (como o Paulo Henrique disse acima) e após ficarem encantados com os veículos, resolveram comprá-los antes mesmo de contratarem estudos de viabilidade. No Ceará, o governo local implantou o VLT do Cariri prevendo transportar 5 mil pessoas por dia (demanda ridícula e inviável para um VLT). Hoje, após 4 anos de sua implantação, o VLT do Cariri transporta apenas 1400 pessoas e será privatizado.

O VLT só é viável em eixos e ou corredores de transporte com mais de 10 mil pessoas circulando por sentido/hora. Hoje, só as capitais e ou as grandes cidades do país possuem essa demanda, e mesmo assim em poucos eixos/corredores de transporte.

Existem apenas quatro projetos sérios de VLT em andamento no país:Fortaleza, Santos, Rio de Janeiro e Cuiabá (embora a obra esteja cercada de irregularidades).

Existe espaço para todos os meios de transporte nas grandes cidades do país. O Rio de Janeiro é prova disso, pois ao mesmo tempo que implanta seu VLT, está implantado seus corredores BRT, ampliando o metrô e reformando o sistema de trens. São Paulo está ampliando o metrô, reformando o sistema de trens, implantando monotrilho e planeja BRT e VLT.

SINFERP disse...

Fosse esse modelo todo de virtude, caro Anônimo, e a prefeitura de Curitiba não estaria correndo atrás de recursos para implantar um sistema de transporte sobre trilhos.

SINFERP disse...

Pois é, Pregopontocom: é a luta pela sobrevida dos modelos rodoviaristas... Rsrsrsrs

Wellington Diego disse...

O ânimo não entende a proposta daqueles que aqui defendem o transporte sobre trilhos!Ninguém aqui, assim eu entendo, pensa que não existe lugar para os ônibus!O que defendemos é um investimento muito maior do que ocorre em transporte sobre trilhos em todo país, bem como que nossos gestores públicos o tratem com a mesma prioridade com que tratam os ônibus!Investir em VLT, metrô e trem pensando apenas em demanda é, no mínimo, não ter planejamento, vide o caso da cptm, a qual já transporta mais que o triplo(ou até mais) de passageiros, em relação ao sistema operado pela CBTU, após os investimentos tímidos do governo de SP; se esse governo tivesse investido o que a Grande São Paulo demanda, hoje a cptm poderia transportar muito mais e ser um exemplo de operadora de trens metropolitamos. Visão equivocada a tua, caro anônimo!

SINFERP disse...

Sem nenhum dúvida, Wellington. O que deixa muita gente inconformada é o que denominam de radicalismo de nossa parte. Ora, ele está expresso no título do blog, não é? Gente para defender pneus já tem de sobra: blogs, portais, revistas, jornais, feiras, programas de rádio, de TV, etc. A propósito, Wellington, Sinferp Cultural também em andamento, e logo mais com notícias. Rsrssr Abraço.