sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O casamento da educação e das ferrovias

O Brasil vem apresentando diversos projetos de novas ferrovias, como o Programa de Investimento em Logística (PIL), que promete mais 10 mil quilômetros de ferrovias para os próximos cinco anos. Pensando nesses projetos é necessário fazer uma análise do cenário de mão de obra no Brasil para atendê-los. 

Segundo o diretor executivo do Cepefer (Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias), Manoel Mendes, o assunto levanta questões como: como fazer para atrair os jovens para a carreira metroviária? E qual é o papel das universidades na formação integração desses profissionais? 

A partir da década de 70, o Brasil parou em relação ao setor metroferroviário. Hoje, candidatos aos cursos de engenharia afirmam que o modal ferroviário é coisa do passado, e essa mentalidade que precisamos mudar, afirma o diretor. 

Mendes diz que devem ser louvadas iniciativas das empresas de fazer as universidades corporativas, e investir na educação de seus funcionários. Um exemplo é o programa de educação da Vale, o Valer, criado em 2003 com o objetivo de desenvolver e capacitar os funcionários através de treinamentos, aulas em simuladores e parcerias com a comunidade acadêmica. 

Além da Vale, ALL, MRS, AmstedMaxion, Metrô de São Paulo, CPTM, entre outras operadoras, investem em formação profissional. Em suas estruturas ou parceria com instituições como o próprio Cepefer e o Senai, as empresas desenvolvem cursos de qualificação e formação profissional.

Revista Ferroviária  - 13/09/2013

Comentário do SINFERP


A CPTM investe em formação profissional? Em sua estrutura? Desde quando?

10 comentários:

Anônimo disse...

investe sim, na contrataçao de tercerizados.

SINFERP disse...

Mas nem os terceirizados passam por algum processo formativo. Bem, se nem os ferroviários passam... Por outro lado, se a atual direção da CPTM resolvesse se interessar por formação, quem ela teria para capacitar alguém em assuntos ferroviários?

Anônimo disse...

SINFERP, eu nao disse que os tercerizados sao bem treinados, eu disse q eles investem em tercerizaçao, pois segundo a materia essas empresas investem em educaçao aplicada, quando na verdade a CPTM prefere cada vez mais aproveitar a mao de obra tercerizada do que a mao de obra propria, seja na formaçao de novos tecncios atraves do senai, seja na capcitaçao de seu quadro ja existente.

SINFERP disse...

Nó entendemos o que disse, Anônimo. Investe na contratação, mas nem as terceirizadas e nem a CPTM investem em capacitação. Quem anda investindo nisso, parece, é a indústria e algumas operadoras de carga.

Anônimo disse...

nem eles. alias, ninguem. o mercado de trabalho como um todo está cada vez mais decadente. exigem o conhecimento pronto, formatado no processo seletivo. exigem do trabalhador mais que sua força de trabalho, sua vida e sua moral. dias atrás li uma reportagem de como se portar no facebook para nao ter problemas no trabalho. eu particularmente nao gosto de sites de redes sociais, mas daí a empresa bisbilhotar o facebook e outras redes sociais antes da contrataçao, e fuçar e ditar o que deve e o q nao deve ser publicado, é um grande exagero. hj a empresa nao capacita , espera q vc venha capcitado e q vc por conta propria vá se capacitando. apesar de tudo, a CPTM ainda nao é tao ruim, o mercado aí fora é muito pior com relaçao a capacitaçao e treinamento.

Anônimo disse...

quando "investe-se" no tercerizado, vc perde seu capital intelectual. e perder seu capital intelectual num ramo tao restrito é falta de planejamento e futuro nada promissor. a empresa terceira pouco vai capacitar um funcionario, vai no minimo dar o basico para q ele faça o basico, pois sua prestaçao de serviço é fazer o basico e nao fazer o serviço ideal. aí perde-se a chance de vc ter um estudo, um planejamento, um controle sobre as açoes de sua propria empresa. a CPTM está fadada a pane geral daqui alguns anos se continuar nessa toada. o mesmo pode-se dizer do metrô, que sempre foi referencia em padrao de qualidade, hj já percebe-se claramente q isto está indo embora.

SINFERP disse...

Sim,o mercado transferiu a uma mercadoria chamada trabalhador a responsabilidade de capacitar a si mesma. Quanto a empresa investigar pela internet não há nada que se possa fazer, pois é uma forma de conhecer o lado espontâneo dos candidatos. Afinal, as próprias pessoas se expõem a esse imenso big brother, não é? A CPTM não investe no chamado capital intelectual dos terceirizados, da mesma que não investe no capital intelectual de seus próprios funcionários. Gestão do conhecimento não é o forte da atual direção da CPTM, como também não é o da gestão da qualidade, da segurança, de pessoas, etc. Pode não ser ruim se você comparar a outras piores, mas é péssima se comparar a outras melhores, e que não são poucas. O Metrô está se aproximando do padrão CPTM, isto é, andando do melhor para o pior, infelizmente. Isso se deve ao fato dos pioneiros, e que detinham a expertise gerencial nos campos da técnica e da tecnologia estarem se afastando. Na CPTM nunca houve essa condição histórica a ser resgatada.

Anônimo disse...

a CPTM pode nunca ter atingido o mesmo nivel do metrô, mas tem muito funcionario lá com grande conhecimento de ferrovia e que estao sendo deixados de lado ou sub-aproveitados em funçoes que nao requer tanto conhecimento. veja o exemplo da manutençao do material rodante, onde a CPTM trocou funcionarios com grande conhecimento da serie 5000 pelos pouco capazes funcionarios da c-trens, onde tinha gente lá q nao só nao sabia nada de ferrovia como nao tinha base nem formaçao tecnica nenhuma.

com relaçao a capacitaçao de terceirizados, nesse ponto a responsabilidade é da empresa terceirizada, já q ela foi contratada para prestar "serviços espacializados", como o proprio edital de licitaçao diz. ainda mais nos casos da CAF, onde ela propria é a fabricante do trem, ou seja, seus funcionarios deveriam ser os maiores conhecedores desta frota de trem, o q na pratica nao ocorre. já no consorcio TMT, q eles nao tem conhecimento de coisa alguma, funcionarios da CPTM estao sendo deslocados para dar treinamento aos funcionarios deles, isso com o contrato em andamento e porque foram contratados para "serviços espacializados". as frotas de trens nas maos do consorcio TMT está em apuros muito maior que os trens da CAF.

SINFERP disse...

Que na CPTM há funcionários com grandes conhecimentos de ferrovia não resta dúvida, mas deslocados dentro de uma empresa que não tem como valor a gestão do conhecimento. Amigo, não cabe transferir às terceirizadas as disfunções e incompetências, pois prestam serviços para a CPTM, e que é gestora desses contratos. A responsabilidade objetiva é dela, CPTM, por tudo que as terceirizadas fazem e deixam de fazer. Uma pena notar em alguns ferroviários a predisposição para ensinar terceirizados, e até mesmo para executar serviços para empresas terceirizadas. Essa "disposição" serve para esconder o despreparo de funcionários das terceirizadas e da própria terceirização. No Ministério Público, o presidente da CPTM elogiou as terceirizações, afirmando que a CPTM "APRENDE MUITO COM ELAS". O que mais podemos esperar?

Anônimo disse...

é SINFERP, todos nós ferroviarios ficamos P da vida com isso, mas infelizmente seguimos ordens. se vem ordem de cima para que façamos o serviço que nao é dever nosso e ainda temos de ensinar o serviço aos terceirizados "especializados", se a gente não cumprir corremos o risco de parar no olho da rua. a unica que aprendemos com a terceirizaçao é que a CPTM está pouco se lixando para seus funcionarios.