sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Governo prepara MP que cria Empresa Brasileira de Ferrovias (EBF) para incentivar uso de estradas de ferro

Brasília – Empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes responsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária, a Valec passará a ser chamada de Empresa Brasileira de Ferrovias (EBF). A mudança constará em uma Medida Provisória que está sendo finalizada pelo governo, segundo o ministro dos Transportes, César Borges.

Com a MP, a empresa passará a ter, como atribuição, a compra e a venda do direito de passagem das ferrovias. Dessa forma, o governo pretende diminuir os custos e a burocracia da logística, de forma a facilitar o escoamento da produção brasileira. “A empresa [Valec] ainda não tem as atribuições necessárias para comprar e vender a capacidade dessas linhas”, disse hoje (2) o ministro. “Estamos ajustando esse processo de adaptação dela ao novo papel que terá no processo de operar um sistema nacional de ferrovias”, acrescentou.

Segundo Borges, a MP vai “reforçar institucionalmente” a empresa pública e prever “um novo modelo para o sistema de concessão”, no qual não haverá apenas uma concessionária detendo o direito de passagem. “Esse direito será da Valec/EBF, que será a única a deter [o direito de passagem]. Vários operadores de logística poderão usar a via”. O ministro garante não haver possibilidade de a tramitação da MP resultar em atrasos para o cronograma de licitações. “É um equívoco imaginar isso”, reforçou. Ele acrescentou que a empresa terá “caixa robusto” para cumprir as atribuições e que os R$ 15 bilhões colocados pelo governo federal na Valec serão repassados automaticamente à EBF.

EBC – Pedro Peduzzi – 02/09/2013

Comentário do SINFERP


Incrível como gostam de mudar os nomes das empresas. Para os desavisados pode ficar a impressão de que alguma coisa irá mudar junto com o novo nome. Essa história do direito de passagem é velha, e não se resolve. Bem, mais contratações, novos escritórios, etc. É sempre assim... Não era mais fácil rever e readequar os papéis da Valec?

7 comentários:

Anônimo disse...

Blá blá blá blá . melhorias nada!!!!!

SINFERP disse...

Blá, blá, blá...

Paulo Humberto disse...

Na minha opinião, isso vai ser criado mais um CABINÂO DE EMPREGO PARA APADRINHADO DO GOVERNO, ou seja, após essa criaçao da Estatal, nada vai mudar, trens de passageiros? Podem ainda continuarem esquecendo... Lembram que foi criada a EPL do Trem-Bala? Pois ehh. Vamos supor, se a Dilma perde a Eleiçao de 2014, e o Aécio Nevez ou José Serra acaba ganhando. O tao prometido TAV já vai para Gaveta se um desses dois ganhar ,mais a EPL do TAV, vai continuar porque é Fabrica de muito $$$, e um CAbinão de Emprego garantido para Apadrinhados. E outra, nem que a EPL seja extinto nos Futuros Governo, mesmo assim essa Estatal criada que deveria tirar do papel o Trem-Bala, já mamou muito dinheiro enquanto era mantida.
Ou seja, perdemos muitos dinheiro com essas Estatais criadas, e nada de Trem-Bala e nenhum outras Ferrovias que poderiam ser criadas. Essas Estatais que o Governo diz que é para ser discutidas, pra mim é só um "Cabinão de Emprego" do Governo.

SINFERP disse...

Cabinão mesmo, Paulo Humberto. Amam criar novos órgãos. Com o tempo se metem em denúncias de corrupção, e na prática nada acontece.

SINFERP disse...

Ops... Erro: em lugar de cabinão, leia-se cabidão.

Anônimo disse...

No caso da VALEC/EBF não se trata de uma mudança para criar um novo órgão e novos cabides de emprego.
Pelo contrário, se buscarem informações, poderão verificar que houve um concurso público no segundo semestre de 2012 e a empresa está se reorganizando, deixando o passado da VALEC, onde só tinha comissionados, para trás. Logo, a mudança do nome representa essa mudança (chegada de concursados)da empresa, passadno a atuar com mais eficiência. Podem constatar isso com a notícias de andamento das FIOL.

SINFERP disse...

Caro Anônimo. Comissionados ou concursados, é dinheiro público da mesma forma, e sairá do bolso do contribuinte. Uma empresa, seja pública ou privada, é avaliada por seus resultados, pela quantidade e qualidade deles. O que temos visto, entretanto, é uma constante mudança de nome de órgãos, criação de novos, mas sem acompanhamento de resultados. A situação das ferrovias no Brasil continua lamentável. Esse é o problema maior.