sábado, 14 de setembro de 2013

Brasil precisa incluir cidadão em planejamento de mobilidade urbana, dizem especialistas

Enquanto isso...
Rio de Janeiro – Um dos maiores desafios do Brasil na garantia da mobilidade urbana e da inclusão social é incluir os cidadãos no processo de planejamento das obras de infraestrutura e de melhorias das cidades. A conclusão foi consenso em uma palestra sobre mobilidade urbana e inclusão social, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, em sua sede no centro da capital do Rio de Janeiro, em parceria com o Consulado-Geral dos Estados Unidos no Rio e com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).
O engenheiro de transportes Fernando Macdowell acredita que quase todos os projetos de urbanização que ocorrem no país excluem a opinião e participação social por insegurança ou arrogância das autoridades. “Parece que [as autoridades] têm medo de falar com a população e acham que as pessoas não vão entender nada, o que é um erro. Você aprende muito com a população”, disse.
O especialista em planejamento urbano do Transportation Institute A&M, da universidade norte-americana Texas A&M University, William Frawley, defendeu que os governos devem ser proativos na busca pelo envolvimento da população. A prática, que segundo ele é comum nos Estados Unidos e uma receita de sucesso,  inclui a criação de oficinas e reuniões locais para que as pessoas possam tirar dúvidas e dar sugestões.
“É importante pensar em um dia e um horário mais convenientes, talvez criar um espaço para as crianças desenharem, assim os pais não terão desculpas para não ir porque precisam ficar com os filhos, oferecer prêmios”, exemplificou o especialista norte-americano. “Encontrar todos os meios possíveis para envolver o público no projeto. Precisamos tratá-lo como parte preciosa do processo, não podemos ignorá-lo”.
Frawley ressaltou que é fundamental coletar os dados oferecidos pela população, analisá-los e transformá-los em informação, bem como divulgar os resultados na mídia, na internet e nas redes sociais. “Para garantir a transparência e a participação da sociedade”, explicou.
Om especialista comentou que após conversas e estudos sobre o Brasil concluiu que a população raramente é consultada antes de um projeto estar pronto. “Parece que os políticos aqui não estão acostumados a irem em busca das opiniões do público. É preciso uma mudança cultural e de comportamento”, declarou o norte-americano.
“Também não adianta apenas levar o projeto pronto e perguntar se a população gostou. Ouça-os antes, permita-os dar ideias e soluções”.
Para o representante da Firjan, Riley Rodrigues, além de não ouvir a população, o Brasil carece de planejamento cíclico, de longo prazo, que acarreta projetos que são interrompidos a cada mudança de governo. “Não aprendemos com a história e não seguimos os bons exemplos. O grande problema é quando há um projeto de mandato e não de governo. Se for concluído dentro do meu mandato eu faço, senão não faço. É um problema sério no Brasil”, lamentou Rodrigues.

Agência Brasil – Flávia Vilella - 11/09/2013

Comentário do SINFERP


Caramba! E precisam trazer um “especialista” de fora para descobrir que, no jogo de interesses envolvidos nos projetos de mobilidade, apenas o cidadão beneficiário tem ficado de fora?

5 comentários:

Paulo Humberto Lima disse...

Pois ehh pessoal. Primeiro parabens pela Reportagem, que atraves dessa matéria se mobiliza a População a ter conhecimento no Transporte público(Políticos nao adianta muito, além de eles nao terem interesse pelo Transporte Ferroviário e só preferem o Rodoviarismo. Vivem de interesses por traz, ou seja, Empresários de ônibus, Montadoras e até Estacionamentos financiam suas Campanhas Eleitorais) e discutir o que queremos na Mobilidade Urbana.
Ou seja, nao precisa ser só Especialistas para dar Opinião e Arquitetos fazer os Projetos(muitos só fazem Projetos para BRT quando os Políticos mandam).
Por exemplo, Eu mesmo, Voçes do SP Trem Jeito ou qualquer Cidadão que tenha um pouco de curiosidade e conhecimento. Vamos saber dizer o que aquela Cidade "X" precisa de qual Tipo de Transporte.
Por exemplo: Campinas era para ter o VLT sobre as Ruas, Metrô de Suerfície a Trens da CPTM que poderia ligar Americana,Nova Odessa,Sumaré, Hortolandia e Campinas. E outro entre Jundiaí a Campinas(extençao da Linha 7). Ou seja, Campinas e Região já passou da hora de se pensar de verdade e tecnicamente com a Opiniçao da População(que tenha conhecimento, nao uns burrinho qualquer que nem sabem o que estão falando depois) o que Campinas prescisa e qual é o perfil de Transporte para Região. Até que ague agora e finalmente, o Prefeito daqui já estuda a possibildiade de reativar o VLT da Cidade(além da implantar dos BRTs, que eu pessoalmente nao aprovo muito).

Paulo Humberto Lima disse...

CONT 2 -
E outra, percebo que além de Campinas(acho que no caso de Campinas, já passou da hora de implantar Metrô e Trens Metropolitanos da CPTM), outras cujas Cidades como São José dos Campos(parece que tem boas notícias. Ano que vem já inicia as obras, vamos esperar...), Osasco(parece que Osasco quer o Monotrilho, ah.. nem sei mais o que o Prefeito quer.. no final da História como sempre, vao dizer que "O melhor para Cidade, é o BRT"). Santo André(deveria pensar no VLT), Guarulhos(VLT em Guarulhos, esquece... A EMTU já está construindo um Corredor de ônibus de longa extenção entre a Cidade a SP, e ainda estao querendo estender a Linha Jade da CPTM até a Cidade e o Aeroporto. Na visão dos Políticos faz que o VLT acaba ficando inviável para essa Década na Cidade), Sorocaba(Sorocaba até e um exemplo de Cidade com várias Ciclovias em toda sua extenção. Como sempre, o Prefeito de lá nao tem interesse de implantar um VLT, por mesmo motivos de sempre que nós já cansamos de ouvir, que é muito caro, inviável e acham que o melhor é o BRT (BRT=Interesses entre Empresários finaciadores e Políticos que mamam seus dinheiros, e por beneficiar a eles acabam só olhando pelo Pneu e Asfalto e não pelo Trilho), Bauru(no final do ano passado, a Empresa Bom Sinal(que fabrica VLTs a Diesel e opera com seus Carros em Juazeiro-CE e Crato-CE e vai operar em Breve em Sobral-CE) apresentou um Projeto de VLT para Bauru, que operaria com seus Carros na Cidade. Ou seja, a Bom Sinal vendendo seus Produtos e Projetos para o Prefeito da Cidade. E em Nota na época pelo que eu lembro, a Prefeitura falou que iria estudar melhor Viabilidade para Cidade em Transporte. Será que Bauru vai preferir BRT ou VLT?? Se Nós nao mobilizarmos e mostra que o VLT é a Solução para uma Cidade de Médio Porte como Bauru por exemplo. O Prefeito com certeza vai acabar optando por BRT. CUIDADO!! Risco é grande por intere$$es.), Ribeirão Preto ( deveria também em pensar no VLT e como a Cidade já é de grande Porte quase do mesmo nível de Campinas, deveria estudar a possibilidade de um Metrô de Superfície . E também a CPTM poderia estudar a viabilidade de se fazer um Trem Metropolitano ligando Serrana-SP, passando por Ribeirão Preto(parada em alguns Bairros além do Centro) e chegando até Sertãozinho-SP(é uma Cidade quase vizinha de Ribeirão que cresce a cada ano)), Franca-SP(também poderia implantar um VLT), São José do Rio Preto-SP( além do VLT, a Cidade já deveria incluir no seu Plano Diretor as Futuras linhas de Metrô. A Cidade é grande Porte também, e vai crescer ainda mais...), Fernandopolis-SP(tbn deveria pensar em VLT nos próximos anos, porque já e uma Cidade de Médio Porte), entre Araçatuba-SP e Birigui-SP a CPTM poderia fazer um Estudo de Viabilidade de um Trem Leve Metropolitano ligando duas Cidades Próximas, e tambem essas Ambas Cidades deveriam planejar seus VLTs sobre as Avenidas para os Próximos anos, por serem de médios portes em tamanho e Populaçao. Lins-SP também poderia planejar um Sistema de VLT sobre suas Avenidas, porque pela análise a Cidade já deixou de ser "Cidade Pequena" há muito tempo, e está em crescimento. Marília-SP também já deveria ter um Sistema de VLT, pelo menos uma Linha ligando o eixo Sul ao Norte da Cidade. Assis-SP também poderia iniciar um Planejamento nos seus Planos Diretores, pelo menos 1 linha de VLT. E Presidente Prudente-SP, além que poderia ter o seu VLT, acho que deveria ter um Estudo para implantação de um Metrô na Cidade, pelo menos 1 linha.
Aqui mesmo na Região de Campinas, dizem que as Cidades de Indaiatuba-SP, Hortolândia-SP e Vinhedo-SP, já querem discutir e contratar uma Empresa que fará Estudos e de Viabilidade e Projetos, para implantação de um Sistema de VLT sobre as Ruas e Avenidas da Cidade.
Lembrando que nos casos de Araraquara, Rio Claro e Santa Barbara do Oeste. Os Prefeitos querem retirar todos os Trilhos após a conclusão do Desvio Ferroviário.

SINFERP disse...

Boa tarde, Paulo Humberto. Tudo do que reclama Campinas já teve no passado. Vamos continuar lutando para que as pessoas tomem consciência, agora com a Lei de Mobilidade Urbana, de que estão com espaço garantido para opinar nas decisões políticas de transporte dos municípios. Abraço

Paulo Humberto Lima disse...

CONT 3 -
E esses VERMES DOS PREFEITOS E DEPUTADOS da Região, comemoraram a retirada dos Trilhos para que no lugar implante mais Avenidas para transito caótico, e ainda que se permite a explorar o Antigo Leito como a construção de Condomínios, Universidades, Shoppings Centers e mais loteamentos de casas. ABSURDO!!! Nós que defendemos o uso da Ferrovia na Mobilidade Urbana, temos que lutar e impedir isso!!! Sei lá... entrar no MP denunciando esses Prefeitos que querem explorar de forma errada os Antigos Leitos Ferroviarios da Cidade. E fazer Campanha e divulgar mais a importancia para um VLT na Cidade.
Entao, já que a Notícia fala em incluir Nós Cidadões para discutir o Transporte Ferroviário no Brasil e a FErrovia na Mobilidade Urbana de cada Cidade. Temos que aproveitar e mostrar essas Propostas e ideias que só guardamos dentro de nossa Cabeça, temos que tirar da cabeça e por no Papel para ESFREGAR NA CARA DESSES POLÌTICOS QUE SÂO AMANTES DO ÔNIBUS E BRT,E NAO SEI PORQUE ODEIAM TANTO O VLT COM A DESCULPA QUE É MUITO CARO PARA IMPLANTAR, para mostar a importancia também da Ferrovia.

Abraços a todos! E desculpa se escrevi um Livro rsrsrs.... mais é um pequeno desabafo que eu vejo de absurdo como se Planejam a Mobilidade Urbana, de forma errada e sem discutir mais com as Pessoas que tem profundo conhecimento.
Ass. Paulo Humberto S Lima de Campinas - Estudante de Arquitetura de Urbanismo e Apaixonado por FErrovias, e luto para que o VLT seja incluido nas Mobilidade Urbana, como o BRT já faz parte do Planejamento.

SINFERP disse...

Escreva o quanto quiser, Paulo Humberto. Pode se desejar, inclusive, escrever um artigo identificado para o São Paulo TREM Jeito e teremos prazer de publicar. Se 1/10 do que você sugere se tornar realidade já estaremos satisfeitos. Projetos para implantação de VLTs proliferam (inclusive em Osasco), mas normalmente não saem do papel. Agora, com verbas federais para projetos de mobilidade, os prefeitos resolveram se mexer. Quanto a Presidente Prudente, é bom saber tratar-se da cidade-base do coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferrovia Paulista, e que, no passado, junto ao então governador Fleury, foi o primeiro a ter iniciativa de remover os trilhos que passavam na cidade. Nada como um dia após o outro, não é?