sábado, 14 de setembro de 2013

App mede distância gasta no trânsito para ir trabalhar e acha os 'sofredores'

Enquanto isso...
CoLabora, aplicação no Facebook, calcula distância e período do percurso. A partir da média na cidade, app classifica entre 'sortudos' e 'sofredores'.

Gastar no trânsito um minuto que seja não é uma das atividades mais prazerosas. A organização CoLabora, porém, criou uma aplicativo que roda no Facebook  e calcula se a distância média gasta no percurso entre casa e local de trabalho está acima ou abaixo da média da cidade.

Dependendo do resultado, a ferramenta classifica entre sofredores e sortudos. Segundo o empresário Alexandre Borin, um dos criadores do CoLabora, a aplicação funciona em todas as cidades do Brasil. Para estabelecer os pontos de partida e de chegada, o usuário tem de inserir os CEPs da casa e do local de trabalho –os dados consultados fazem parte da base dos Correios.

O cálculo da distância é feito com base nas informações de geoposicionamento do Google Maps. Os dados exibidos ficam guardados para que a CoLabora identifique qual a média de deslocamento em cada cidade.

Além da média diária de deslocamento (ida e volta), o CoLabora mostra a média da cidade e da empresa. Também exibe o tempo gasto no trânsito e a quilometragens mensais. O G1 testou a aplicação. 

Em fase de testes, o aplicativo será lançado oficialmente durante a Semana da Mobilidade, que ocorre entre 16 e 22 de setembro.

“A nossa ideia é a partir disso para trabalhar fortemente iniciativas que reduzam o gasto de tempo do trabalhador no trânsito”, diz Borin.

“Quando a gente sai de casa às 7h todo dia e volta por volta das 19h, toma emprestadas da sua família 12 horas. Se você vai passar uma hora ou quatro no trânsito, é uma questão de planejamento e quem perde com isso é a empresa, porque o cara vai arranjar outras soluções como abreviar o horário de almoço, por exemplo, o que é um desperdício de qualidade de vida.”

O CoLabora é uma iniciativa de empresários para promover iniciativas de trabalho flexível, que não forcem os trabalhadores a longos deslocamentos diários.

Modelos disso são a semana comprimida (trabalhar mais horas por dia, mas menos dias por semana; dez horas de segunda a quinta, por exemplo), o horário flexível (para evitar a o pico de tráfego), home office (executar boa parte das funções em casa para não ter de ir todo dia ao escritório) e um regime de coworking (compartilhar espaços de trabalho com colegas que morem na mesma região).

Chamar os trabalhadores que moram longe do trabalho de sofredores e os que moram perto de sortudos é uma brincadeira, contemporiza Borin. “No trânsito, somos todos sofredores, porque gastar tempo no trânsito não é sorte nenhuma.”

G1 – Helton Simões Gomes - 13/09/2013

Comentário do SINFERP


Mais uma ferramenta que, apesar dos méritos, está a disposição dos proprietários de veículos individuais e privados. 

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