quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Após pane passageiros botam fogo em trem da SuperVia em Bonsucesso (RJ)

Enquanto isso...
Houve tumulto também nas estações de Triagem e da Central. Problema no ramal Saracuruna deu início à confusão, às 18h15.

A SuperVia teve novo registro de confusão após mais uma pane em um trem, no ramal Saracura, por volta das 18h15 deste quarta-feira (11). Devido ao atraso causado pela paralisação do ramal, passageiros colocaram fogo, já controlado pelos bombeiros, em uma composição em Bonsucesso, no Subúrbio do Rio.

De acordo com a assessoria da Supervia, trens que circulam no ramal Saracuruna continuavam apresentando intervalos irregulares, por volta das 19h40. Ainda segundo a nota enviada pela concessionária, o problema começou quando uma composição que seguia da Central do Brasil para Saracuruna apresentou problema mecânico quando chegou à Penha Circular, às 18h15. Por volta de 20h10, foi controlado o fogo no trem que estava em Bonsucesso e às 20h15 a circulação do ramal Saracuruna pôde ser retomada.

"Imediatamente, a concessionária iniciou o procedimento de distribuição de vale-viagem aos passageiros que não puderam seguir seu trajeto", enviou a concessionária, em nota. "No entanto, às 19h45, em um ato criminoso, um trem que aguardava ordem de circulação na estação Bonsucesso teve a cabine do maquinista incendiada."

Ainda de acordo com a SuperVia, os passageiros foram informados pelo sistema de áudio das estações e dos trens sobre o problema. Até as 20h15, a equipe de manutenção seguia em atendimento à composição com defeito para "liberar a linha e normalizar a circulação de outros trens que estão no trecho", completou a empresa.

Por volta das 20h, policiais do GPFer prenderam duas pessoas em flagrante tentando incendiar um trem na Central do Brasil. Com isqueiro e jornais em mãos, os passageiros estavam na plataforma 13 e incendiariam uma das lixeiras da composição. O caso foi levado para a 4ª DP e posteriormente encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá), onde funciona na noite desta quarta a central de flagrantes.

Problemas há 1 semana

Na semana passada, foram muitos os problemas na Supervia. Composições enguiçadas, acidentes e muitos atrasos. Revoltados, alguns passageiros reagiram com violência. Na manhã de terça-feira (3), passageiros protestaram nos trilhos e as 27 estações precisaram ser fechadas. Revoltado, um grupo ateou fogo em uma composição no entorno da estação Quintino.

Passageiros reclamaram da falta de trens e de informações por parte dos funcionários da empresa. Eles alegaram que, a cada momento, dados conflitantes vinham dos alto-falantes sobre o local de desembarque.

A composição que teve problema mecânico seguia para a Central do Brasil, quando parou com três carros fora da plataforma. Os passageiros precisaram desembarcar nos trilhos.

Em 2012, 30 composições vindas na China entraram em operação e a Supervia diz que, em fevereiro de 2014, outros 20 começam a circular.

G1 – 11/09/2013

Comentário do SINFERP


Evidente que atos criminosos são lamentáveis. Não mais lamentáveis, porém, do que os atos criminosos que a SuperVia pratica quase todos os dias contra a sofrida massa usuária dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, e impunemente. A resposta da empresa, privada, é a de sempre: a solução está no futuro. Deve imaginar que os “suburbanos” podem, nas inúmeras falhas, ligar para casa e mandar o motorista particular ir busca-los. Talvez fazer uso de taxis.  Acontecesse uma coisa dessas em metrô, e com essa frequência, e caia até governador...

2 comentários:

Anônimo disse...

Depois vem político de tal partido em rede nacional falando dos problemas que ocorre na supervia e comparando com o TAV ( projeto para trens TAV não estamos preparados nem culturalmente pois neste tipo de empreendimento não aceita "quebra galho") . Enfim nem uma coisa e nem outra . O que ocorre na CPTM não é diferente.....e ainda há o refrão: Vamos conversar!!!!!!!.&¨%$#@$%¨%$$#

SINFERP disse...

Nem para conversar eles servem, Anônimo. São tantos os absurdos que até nós vamos perdendo a capacidade de indignação.