sexta-feira, 15 de março de 2013

União banca pagar 100% do TAV, diz presidente da EPL


O governo pode, no limite, bancar 100% da construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. "Esse é um projeto estratégico do ponto de vista do interesse público", disse o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. "Se a iniciativa privada não se interessar, eu não posso deixar o interesse público relegado ao segundo plano." 

No momento, porém, não é com esse cenário que o Executivo federal trabalha. A prioridade é atrair o maior volume possível de recursos privados para o projeto. O governo confia que isso ocorrerá porque há países com alto nível tecnológico em trens de alta velocidade que, no momento, estão com capacidade ociosa e buscam oportunidades. É o caso da Espanha, da Itália e do Japão, por exemplo. "Acho que é um bom investimento, que vai gerar um bom retorno", comentou Figueiredo. 

Para o presidente da EPL, é natural que os potenciais sócios estrangeiros do empreendimento tenham dúvidas quanto à demanda, ou seja, quanto ao volume de passageiros. 

"Mas quem observa o que acontece no eixo Rio-São Paulo, a situação da ponte aérea, não pode ter dúvida quanto ao mercado." Para amenizar o receio de perdas por causa da baixa utilização do serviço, a EPL se propôs a entrar como sócia do consórcio vencedor, com uma participação de 45%. Os Correios também poderão entrar com até 5%. 
Fundos 

Além disso, os fundos de pensão poderão participar de forma neutra. Por esse critério, eles informam quanto estão dispostos a investir e sob quais condições, mas não se comprometem com nenhum consórcio antes do leilão. Ele entra como sócio do grupo vencedor. 

Figueiredo disse desconhecer qualquer orientação sobre o valor mínimo a ser investido pelos fundos. 

O projeto do trem-bala ligando São Paulo ao Rio é estudado desde 1999. Segundo informou Figueiredo, o governo Fernando Henrique Cardoso contratou especialistas alemães para fazer estudos, que apontaram o TAV como uma solução sustentável para equacionar o problema do transporte na região. 

O leilão do TAV está previsto para setembro. A concessão durará 40 anos. Em 2011, após o fracasso de uma tentativa de licitar o empreendimento, o governo decidiu dividi-lo em duas etapas. Numa primeira fase, escolherá o operador. 


A ideia é atrair um investidor que detenha tecnologia de ponta, que será transferida para o País. Só nessa fase, os investimentos previstos são de cerca de R$ 8 bilhões.

Na segunda fase, será selecionado o responsável pelas obras civis. Dada a complexidade burocrática, que vinha afastando possíveis investidores, o governo decidiu assumir integralmente o risco dessa etapa. 

Agência Estado - 15/03/2013

Comentário do SINFERP

Gozado. Parece que apenas o ex-presidente da ANTT não tem dúvida quanto ao potencial de mercado para o TAV. Interesse público? Como ficou o interesse público durante o longo período em que as concessionárias de carga deitaram e rolaram (ainda deitam e rolam) quando o atual presidente da EPL administrou a ANTT?

2 comentários:

Anônimo disse...

se o proprio admite q o TAV é importante para o país e q nao pode ficar a mercê de empresas privadas, entao porque diabos quer fazer PARCERIA PUBLICO-PRIVADA??????

toca logo esse projeto com recursos proprios, depois administra e fica tudo nas maos do governo. privatizar, conceder e terceirizar uma obra desse porte alem de ser mais oneroso vai gerar um serviço de pior qualidade.

SINFERP disse...

Bem, Anônimo. Se for como você sugere, como "eles" vão fazer "negócio$$$$$$$"