domingo, 31 de março de 2013

Metrô SP teve prejuízo de R$ 34,79 milhões em 2012, aumento de 41,6% sobre 2011


Número de passageiros transportados aumentou 1% e somou 1,098 bilhão de pessoas.

SÃO PAULO - A Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô, registrou prejuízo líquido de R$ 34,79 milhões no ano passado, alta de 41,6% sobre o prejuízo de R$ 24,57 milhões de 2011, de acordo com o balanço da empresa publicado hoje no "Diário Oficial" do Estado de São Paulo. A empresa do governo paulista relatou uma receita operacional de R$ 1,637 bilhão no ano passado, ante faturamento de R$ 1,499 bilhão no anterior.

O balanço mostra ainda que as composições percorreram 21,64 milhões de quilômetros durante o ano passado nas quatro linhas do Metrô, alta de apenas 0,58% ante 2011. Já o número de passageiros transportados aumentou 1% entre os períodos, para 1,098 bilhão de pessoas. O balanço considera apenas as linhas operadas pelo governo - azul, vermelha, verde e lilás - com um total de 65,3 quilômetros e 150 composições.

Os trens das duas maiores linhas, a azul e a vermelha, percorreram menos quilômetros e transportaram menos passageiros em 2012 em relação ao ano de 2011. As composições da linha vermelha rodaram 8,534 milhões de quilômetros e transportaram 423,29 milhões de passageiros em 2012, ante 8,593 milhões de quilômetros e 427,12 milhões de passageiros no ano anterior.

Ainda no ano passado, 417,72 milhões de passageiros foram transportados na linha azul, ante 433,54 milhões em 2011, e as composições rodaram 7,29 milhões de quilômetros em 2012, contra 7,34 milhões no ano anterior. O crescimento no total rodado e no número de passageiros transportados ocorreu por conta do aumento do movimento das linhas verde e lilás.

EMTU

Já a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S/A (EMTU), controlada também pelo governo paulista, relatou prejuízo de R$ 4,636 milhões no ano passado, queda de 35,7% ante o prejuízo de R$ 7,209 milhões em 2011. A EMTU realiza o transporte intermunicipal em 800 linhas de ônibus de 67 municípios paulistas.

Agência  Estado – Gustavo Porto - 26/03/2013

5 comentários:

Anônimo disse...

poderia mostrar tambem o prejuizo do cofre estadual com o consorcio viaquatro, ou seja, quanto pagamos para cobrir o prejizo da linha 4 + o lucro que a viaquatro tem.

SINFERP disse...

A rigor, transporte público não foi feito para dar lucro, a exemplo de saúde e educação. É, por esse motivo, que defendemos o controle do Estado sobre trens metropolitanos e metrô.

Anônimo disse...

concordo, mas a reportagem ao meu modo de ver é tendenciosa, dizendo que essas empresas dao prejuizo aos cofres publicos como se fosse um mal, e nao como vc diz. mas garanto q a viaquatro dá muito mais, pois alem de cobrir os prejuizos q o transporte pubçlico oferece, ainda tem q pagar o lucro do consorcio, pois empresa privada nenhuma vai trabalhar de graça.

Pregopontocom@tudo disse...

Em uma arrecadação de 1.637 bilhão o que significa um "suposto" prejuízo de 34 milhões principalmente em se tratando de uma prestação de serviço essencial de "utilidade pública e social".E os benefícios sociais obtidos com um sistema de transportes de alta capacidade,rápido,seguro,limpo quanto custa isso? E quanto ganhou o meio ambiente com a substituição de ônibus e até mesmo de automóveis que deixaram de circular despejando gazes poluentes,produzindo fuligem derivada do desgastes de pneus e pisos rolantes? E quanto custa a manutenção do piso rolante degradado pelo excesso de circulação de veículos nas vias? E qual o custo financeiro e social para cada acidente de trânsito que ocorre nas cidades? Porque comparar por exemplo um sistema de transportes, a um shopping center, como se o mesmo tivesse a obrigação por principio de ser uma fonte incessante de lucros?...Malicia,maledicência e oportunismo a serviço da privataría?????!!!!!... Transporte público,repetindo,É UMA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA E SOCIAL,e dele dependem diretamente para toda e qual que atividade seja ela profissional,social ou de laser as populações das nossas cidades,por tanto considerar como um prejuízo os 34 milhões num universo de 1.6 bilhão nesse tipo de atividade é tentar tapar o céu com uma peneira esgarçada da deslealdade e do oportunismo. - (Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana)LEI Nº 12.587, DE 3 DE JANEIRO DE 2012 - Seção II Dos Princípios, Diretrizes e Objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana Art. 5o A Política Nacional de Mobilidade Urbana está fundamentada nos seguintes princípios: I - acessibilidade universal; II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano; V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e IX - eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana...

SINFERP disse...

Perfeito, Pregopontocom. Privatizar o transporte público tem custos diretos e indiretos, que recaem invariavelmente no bolso do contribuinte, e duas vezes: como pagador de impostos e como usuário. Legítima, portanto, a bronca do Anônimo.