quarta-feira, 6 de março de 2013

Desenvolvimento e políticas ambientais sustentáveis


Desenvolvimento com políticas ambientais sustentáveis não são coisas antagônicas. Qualquer pessoa com um mínimo de noções culturais sabe que investimentos em transporte, saneamento básico, urbanismo e infraestrutura só trazem o progresso por onde passam. Os fatos refletem isto: o atual rodoanel sul não permite ligações periféricas secundárias em seu contorno, atravessa inúmeros mananciais, e o futuro, norte, está levando em conta estas importantíssimas questões. Com todo respeito, acreditar que o único caminho viável é deixarmos do jeito que está, é no mínimo falta de informação.

Dentre as obras do PAC-2, uma que deveria estar incluída, e priorizada, é a ligação rodoferroviária Parelheiros–Itanhaém, uma vez que o porto de Santos ultrapassou seu limite de saturação com filas de navios em de mais de 60 unidades, que podem ser avistados da Vila Caiçara em Praia Grande. A Via Anchieta, por ser a única via de descida permitida para ônibus e caminhões, tem registrado congestionamentos e acidentes graves semanalmente, como este de hoje 22/02/2013 em que uma tromba d’agua na baixada paulista deixou o sistema Anchieta/Imigrantes em colapso, e o transito só foi restabelecido na madrugada do dia 24 seguinte. Em épocas de escoamento de safras também a Dom Domenico Rangoni (Piaçaguera–Guarujá) se torna congestionada diariamente, ao contrário da Manoel da Nóbrega, onde somente se fica com problemas em épocas pontuais na passagem de ano, ao porto de Santos, e os futuros portos de Itanhaém / Peruíbe.

Acredito também, como munícipe, que a estrada mitigaria as condições de estagnação que as cidades vivem, com ruas sem pavimentação, buracos e mato para todo o lado. Uma ligação da cidade com a região sul da capital traria muitos benefícios, fornecendo mais opções, melhorando a qualidade de vida dos moradores da capital e baixada. Muitas pessoas voltariam a fixar na cidade, inclusive eu. A cidade poderia nos dar mais retorno frente aos impostos que pagamos. Investimentos em Parques Temáticos, Porto, Aeroporto, Ferrovia ligando com a existente, enfim muitos projetos que alavancariam a região como um todo, bem como o desenvolvimento global de toda a região.

Enquanto outras cidades turísticas litorâneas avançam principalmente no norte fluminense, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe se voltam ás primitivas cidades sazonais caiçaras sem interesse em desenvolvimento e com metas e avanços financeiros presentes apenas nas mãos de alguns.
Já passou á hora de ver nossa geração e de nossos filhos se enraizarem na região com bons empregos e educação ao invés de tentar uma melhor condição social em São Paulo, pois Santos também está saturada.

Com relação Parelheiros, esta região rural situada ao sul do município de São Paulo, a região que possui uma carência de saneamento básico, ajudaria enormemente uma fiscalização e urbanização e preservação dos seus mananciais.

Sinto que o potencial destas cidades não é aproveitado, com foco noutros que beneficiam uma minoria. Não vejo senão, o apoio irresponsável e egoísta aos interesses escusos.

Luiz Carlos Leoni

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