quarta-feira, 20 de março de 2013

Alesp debate hoje, dia 20, metrô 24 horas


Será realizada nesta quarta-feira, 20, na Assembleia Legislativa de São Paulo, audiência pública para discutir proposta de mudança no horário de funcionamento do Metrô de São Paulo. A iniciativa é da deputada Leci Brandão (PCdoB) e do deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT), autores de projetos que tratam do tema.

A proposta tomou grandes proporções no debate sobre o tema quando as redes sociais repercutiram a criação de uma petição online, criada no site Avaaz.org, que se propõe a fazer mobilizações sociais pela internet reivindicando a operação ininterrupta dos trens na cidade.

Estão convidados para a audiência os secretários de Transportes e Segurança do Estado e do município de São Paulo, os presidentes do metrô e da Empresa de Transportes Urbanos (EMTU) e representantes dos sindicatos dos Metroviários, dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (Seeb-SP), da União Geral dos Trabalhadores, e o autor da petição no Avaaz.org, Rômulo Zillig.

A deputada Leci Brandão é autora do PL 379, de 2011, que dispõe sobre o horário de funcionamento das estações do metrô nos finais de semana. A proposta é que os trens operem ininterruptamente nos fins de semana, sendo que no período entre 01h e 05h o intervalo entre eles seja de 30 minutos.

“A falta do serviço impede a ida a eventos e atrapalha a vida de trabalhadores que têm necessidade de se locomover durante a madrugada”, declarou Leci, que também aponta a necessidade crescente de alguns setores para a utilização do serviço, como trabalhadores de telemarketing, hotéis, supermercados, restaurantes e hospitais.

Para o dirigente da CTB e da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), Salaciel Fabricio Vilela, a possibilidade é remota, já que no governo paulista, conduzido pelo tucano Geraldo Alckmin, não há prioridade em investimentos na manutenção preventiva. 

"É inviável metrô 24h, tanto pela própria negligência do governo em investir na manutenção preventiva, na modernização e ampliação da malha, como pela falta de integração no transporte paulistano. Não adianta o metrô funcionar e o ônibus não. Sem citarmos que a própria malha metroviária não permite esse tipo de funcionamento”.

Dessa forma, não vai acontecer manutenção, que já é precária atualmente", destacou o dirigente.

O principal entrave apontado por ele é a manutenção preventiva dos trens, que é feita da 1h da madrugada, quando a circulação de trens termina, até as 4h. A operação recomeça às 4h40.

Vermelho – 20/03/2013

Comentário do SINFERP

Muito interessante o projeto e as falas. Metrô e ônibus. Parece que a ninguém ocorre que os usuários de TRENS METROPOLITANOS podem ser igualmente atendidos pela medida. Verdade que a CPTM não consegue dar conta nem mesmo do horário normal, mas... Bem, para o povão dos trens metropolitanos, continua valendo a máxima do TREM DAS ONZE, do saudoso Adoniran – “Se perder esse trem (...) só amanha de manhã” . Não tem jeito. Periferia é periferia, até mesmo em projeto do PCdoB e PT. 

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