quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Passageiros caminham sobre trilhos após falha técnica no Rio de Janeiro


Leitor diz que portas do trem ficaram fechadas por cerca de 40 minutos. O problema aconteceu na manhã desta quarta-feira (20).

Passageiros tiveram que caminhar pela via após falha no sistema do ramal de Japeri, próximo à estação de Austin, na Baixada Fluminense (RJ), na manhã desta quarta-feira (20). O analista de sistemas Bruno Guimarães estava em um dos trens e conta que os passageiros ficaram presos por aproximadamente 40 minutos antes de descer dos vagões.

O leitor conta que, durante o tempo em que o trem permaneceu parado, as portas estavam fechadas e o ar condicionado, desligado. “Algumas pessoas passaram mal e não tinham como sair do trem”, relata. Guimarães diz que a informação de que havia um problema técnico foi passada aos passageiros apenas 40 minutos após a parada do trem, momentos antes de as portas serem abertas.

Após a abertura, os passageiros começaram a descer por conta própria, segundo o leitor. “Eu fiquei lá um tempo para ver se o trem ainda iria sair. Mas estava demorando muito, acabei pulando e fui [andando] até a estação.” Guimarães ressalta que a estação estava “bem próxima”, a aproximadamente “um minuto de caminhada”.

Nota da Redação: A assessoria da Supervia afirma que "o trem ficou parado por cerca de 20 minutos" e que o problema ocorreu às 7h06 desta quarta. "Às 7h23 os passageiros de um dos trens, que estava a três metros da plataforma da estação Austin, foram orientados a desembarcar na via com auxílio dos agentes e seguir até a plataforma da estação".

A empresa afirma que a falta de energia foi o motivo para que o ar condicionado, o sistema de mecanismo de portas e o sistema de áudio que informa os passageiros não funcionassem.  "Não foi necessário interromper a circulação de trens. A equipe técnica da SuperVia, assim que identificada a falha no fornecimento de energia, imediatamente foi acionada e o sistema restabelecido, às 8h05. Três trens que circulavam no trecho tiveram as viagens interrompidas", disse a empresa.

G1 – 20/02/2013

Comentário do SINFERP

É incrível que empresas de trens metropolitanos não tenham procedimentos para situações como essa, e que não são raras. Pelo que é de nosso conhecimento, para as linhas 8 e 9 da CPTM existem quatro locomotivas diesel, mas, ainda pelo que sabemos, apenas uma delas fica dotada de tripulação. Ora, em sendo essa informação correta, como pode uma única locomotiva em operação rebocar um trem avariado, se ele estiver em lugar distante?

Seja como for, no Rio ou em São Paulo, povão de subúrbio é mesmo visto e tratado por operadoras e governos como passageiros de segunda classe. Velho, mulher e criança têm mesmo é que “saltar” do trem, e caminhar pelo leito da via, pisando em cascalho, terra e lama.

Nenhum comentário: