segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Obra do VLT vai interditar a Av. Prainha por seis meses

(foto Thiago Bermasco)

Via compõe o eixo 1 do sistema, que liga o aeroporto, em Várzea Grande, à região do CPA.

Uma das avenidas mais movimentadas da Capital, a Tenente-Coronel Duarte, a Prainha, deverá ter o trânsito interditado por, no mínimo, seis meses. O bloqueio do trânsito no local deverá ser realizado no próximo mês de março.

Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pelas obras, aguarda o fim do período chuvoso para dar início às obras no local, bem como às demais obras consideradas complexas na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá. Como é o caso da duplicação da ponte que liga Cuiabá a Várzea Grande, a "Júlio Müller" (Ponte Velha).

O trecho do Córrego da Prainha que sofrerá a interdição é aquele compreendido entre o fim da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (no encontro com a Avenida Mato Grosso) e a Avenida XV de Novembro, no Porto. 

Essa última avenida, inclusive, também deverá passar por interdições, em breve, para a implantação da via permanente do novo modal de transporte público.

A Secopa ainda não decidiu qual a rota que deverá ser feita pelos motoristas que normalmente trafegam pela avenida. 

Após a criação do desvio, o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pelas obras, ainda dependerá do aval da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) para que possa dar início à sinalização e interdição do local.

Desapropriação

Segundo a Secopa, as desapropriações necessárias para a implantação do VLT na Prainha serão feitas em breve. O processo já encerrou a fase de cadastramento dos imóveis afetados e, atualmente, está em fase de avaliação e elaboração do laudo de desapropriação.

O secretário da Copa, Maurício Guimarães, afirmou, por meio da assessoria, que ainda não foi decidido se a interdição da região da Prainha será total ou parcial, mas que o acesso ao comércio remanescente no local será mantido.

Ele alertou, porém, para o aumento dos transtornos vividos pela população, principalmente pelos motoristas da Capital, que precisam se deslocar de um ponto ao outro da cidade usando longos desvios. 

Como a região da Prainha está localizada no Centro da Cidade e recebe um grande fluxo de veículos, pedestres e ônibus, o impacto deverá ser grande.

Guimarães salientou que será necessária mais paciência e, principalmente, planejamento por parte dos cuiabanos, para que possam cumprir seus compromissos nos horários pretendidos, apesar do tempo dobrado de deslocamento entre um ponto e outro.

A obra

A Prainha compõe o eixo 1 do VLT, que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região da Grande Morada da Serra (CPA's).

Aproximadamente 2,2 km do Córrego da Prainha deverão passar por um processo de revitalização. O trecho deverá ser coberto e pavimentado para que os trilhos do VLT sejam implantados.

Após a realização da obra, não restarão pontos de ônibus no local, apenas pontos de embarque e desembarque do VLT.

Além disso, um calçadão deverá ser construído para facilitar o deslocamento de pedestres pela região e incentivar o uso do transporte público – o que deverá resultar em melhorias para o Centro Histórico da Capital.

Implantação do VLT

O metrô de superfície percorrerá 22,2 km, divididos em dois eixos.

O Eixo 1, que ligará a região do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, terá 15 km. Esse trajeto contará ainda com dois terminais de integração (CPA e André Maggi).

Já o Eixo 2, que fará a ligação entre o Centro e a região do Coxipó, terá 7,2 km, com um terminal de integração no Coxipó.

O novo modal será implantado em dois corredores estruturais do transporte coletivo e passará pelas avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande, e também pelas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Nessas vias serão construídas 33 estações (22 no Eixo 1 e 11 no Eixo 2), bem como três terminais de integração e obras de arte (viadutos, pontes ou trincheiras), necessárias para implantação do modal.

Até o momento, quatro obras de arte desse pacote já foram iniciadas: a trincheira do KM Zero em Várzea Grande, e os viadutos da UFMT, MT-040 e Sefaz, em Cuiabá.

Além disso, já teve início a obra para adequação e implantação da via permanente na Avenida João Ponce de Arruda, em Várzea Grande.

O consórcio VLT Cuiabá – formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda. – é responsável pela execução da obra, orçada em R$ 1,47 bilhão.

A previsão é de que o VLT seja entregue até março de 2014, de acordo com o cronograma do governo.

Midia News – Lislaine dos Anjos - 02/02/2013

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